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SP pode enfrentar mais uma tempestade nesta quinta (7) – 07/11/2024 – Cotidiano

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Claudinei Queiroz

Depois de uma quarta-feira (6) com mais de 30 pontos de alagamentos e queda de energia na cidade de São Paulo, a previsão do tempo indica um cenário meteorológico semelhante nesta quinta-feira (7).

Por isso, a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decidiu instalar a partir das 8h desta quinta um gabinete de crise, que contará com membros de agências reguladoras estaduais, concessionárias de energia elétrica e de abastecimento de água. A intenção, segundo o governo, é permitir uma comunicação ágil e ações mais efetivas de monitoramento e controle.

Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Prefeitura de São Paulo, o sol aparece entre nuvens e mantém o tempo abafado, com os termômetros variando entre mínimas de 20°C e máximas que podem superar os 26°C. Entre a tarde e a noite, porém, uma nova frente fria chega ao estado.

O resultado deve ser a ocorrência de chuvas na forma de pancadas de moderada a forte intensidade, com descargas elétricas e potencial para formação de alagamentos, assim como nesta quarta. A diferença é que existe a possibilidade de rajadas de vento mais fortes, que podem superar os 50 km/h na Grande São Paulo.

Em relação à chuva, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) prevê precipitação entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm por dia. O mesmo cenário que em grande parte do país, desde o Amazonas, cobrindo todo o Centro-Oeste e quase todo o Sudeste. Apenas a região Sul é a que possui alerta de tempestade com ventos de até 100 km/h e acumulado de até 100 mm de chuva por dia.

Parte desta tempestade pode atingir o sul do estado de São Paulo, na região de Iguape, Ibiúna e Itanhaém. No restante do interior paulista e litoral, a previsão também é de pancadas isoladas, mas em menor volume.

Nesta quarta, a chuva foi acima do esperado na região metropolitana de São Paulo, com destaque para os municípios de Carapicuíba, Barueri, Osasco e Jandira, além da capital. De acordo com os dados da Defesa Civil estadual, choveu em 24 horas nesses locais, respectivamente, 143 mm, 142 mm, 89 mm, 84 mm e 83 mm.

Guilherme Borges, meteorologista da Climatempo, explica que as frentes frias da primavera costumam ser mais intensas devido à transição entre duas estações de características climáticas opostas: o inverno, que traz clima mais seco e com ar frio, e o verão, com temperaturas altas e umidade abundante. Essa combinação cria um forte contraste de temperatura entre o ar frio que avança do Sul e o ar quente que já se acumula nas regiões mais ao norte.

“Esse contraste térmico é um dos principais fatores que intensifica as frentes frias nesta época do ano, resultando em sistemas meteorológicos mais potentes, que trazem chuvas volumosas, ventos fortes e, em algumas áreas, risco de granizo”, diz Borges. “A elevação da umidade atmosférica durante a primavera contribui ainda mais para a formação dessas tempestades, já que há maior disponibilidade de vapor de água para alimentar sistemas de chuva intensos.”

A frente fria permanece sobre São Paulo na sexta-feira (8), mantendo o tempo chuvoso, mas em volumes que devem ser ainda maiores que os dias anteriores. O CGE alerta que o cenário aumenta o potencial para formação de alagamentos, deslizamentos de terra e transbordamentos de pequenos rios e córregos.



Leia Mais: Folha

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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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