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Romain V., o acusado que veio seis vezes aos Pelicots em busca de “conexão social”
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Quando nasceu, em 1961, Romain V. se chamava Jean-Marie, como seu pai. Mudou o primeiro nome em 2013 porque não suportava mais o nome deste homem que fez da sua infância um pesadelo sem fim. Deveríamos também começar por dizer que o seu pai talvez não seja apenas o seu pai, mas também o seu irmão: segundo uma irmã de Romain V., este seria de facto filho do seu avô, que teria dormido com a sua mãe. Isto é o que importa para os alicerces de uma existência onde tudo que poderia dar errado deu errado.
Perante o tribunal criminal de Vaucluse, terça-feira, 5 de novembro e quarta-feira, 6 de novembro, este arguido, um magrelo de 63 anos, descreveu uma infância feita de tarefas, humilhações e abusos, vivida no terror permanente de um pai violento e de uma mãe cúmplice. . Quando adulto, ele experimentará um desejo passageiro de paternidade; ele julgará melhor não ter filhos, “por medo de reproduzir o padrão familiar”.
No depoimento, Romain V. também contou o estupro que sofreu na infância por um estranho (“em um campo, então (que ele estava procurando) grama para coelhos ») e o toque sexual recorrente de um padre, amigo da família, dentro da casa dos pais, onde permaneceu até atingir a maioridade, “não outro dia”.
“Oceano de abominações”
O que se seguiu não foi mais feliz. Seu casamento, aos 20 anos, durou apenas três meses, época em que sua esposa conheceu outro homem enquanto ele estava fora, cumprindo o serviço militar. Sua doença ocupacional, “a doença do motorista de empilhadeira”deixou-o desempregado em 2011 e significa que desde então vive com o subsídio de adulto deficiente. A sua viagem fez dele um homem frágil, fechado em si mesmo, sozinho. Chorou ao longo da história de sua vida, apresentada no bar pela investigadora de personalidades, que ela mesma confidenciou nunca ter conhecido em sua carreira um acusado que acumulasse tantas desgraças.
A lista de acusações contra Romain V. é longa: ele é um dos quatro reincidentes no caso, que veio a Mazan seis vezes – entre dezembro de 2019 e junho de 2020, por sua vez. Circunstância agravante à primeira vista: é seropositivo desde 2004 – o que não tinha comunicado a Dominique Pelicot – e nunca usou preservativo durante as inúmeras penetrações impostas a Gisèle Pelicot, para quem saber disso constituiu, segundo os seus advogados, “um ponto alto neste oceano de abominação”.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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