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STF e voto direto mobilizam chapas em eleição da OAB-SP – 15/11/2024 – Poder

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Renata Galf, Arthur Guimarães

Com diferenças no tom e força do discurso e nas medidas práticas, a defesa de que é preciso ter uma postura crítica ao STF (Supremo Tribunal Federal), assim como de defesa das prerrogativas da advocacia nos tribunais, aparece no discurso dos diferentes candidatos ao comando da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo).

Dos seis candidatos a presidente da maior seccional da entidade, quase todos defendem também que o voto para a diretoria nacional da entidade, hoje indireto, deveria ser mais participativo. Questionados, eles se dizem a favor do voto direto, mas nem todos são tão vocais ou enérgicos a respeito da proposta.

Outro tema relevante das regras internas é a possibilidade de reeleição. Hoje não há qualquer veto à recondução na entidade, o que acaba favorecendo a falta de renovação.

Sobre o Supremo, um dos temas que gerou maior crítica por parte da advocacia foi a posição da corte de não permitir sustentação oral em um tipo de recurso chamado agravo.

Um ano atrás, ao negar um pedido de um advogado, com base no regimento da corte, o ministro Alexandre de Moraes disse, em tom irônico, que a OAB iria “lançar outra nota” contra ele e que o episódio renderia “uns 4.000 tuítes”. A fala à época foi criticada pela atual presidente da entidade paulista, Patricia Vanzolini.

Candidato da situação e atual vice da OAB-SP, Leonardo Sica optou por não conceder entrevista. No caderno de propostas, sua chapa defende um “diálogo proativo sobre os limites de atuação” do STF, assim como prazo para os mandatos de ministros.

A atual gestão apoiou projeto de lei para tornar nulo qualquer ato judicial que tenha sido feito em desacordo com as prerrogativas, pauta que segue nas propostas da chapa.

Ao ser questionado sobre o STF, Caio Augusto, que foi já presidiu a OAB-SP e busca voltar ao cargo, disse que não é papel do Judiciário “fazer resoluções de questões políticas”. Citando uma “crise entre o Executivo e o Legislativo”, ele diz que muitas questões são levadas ao STF, o que faz com que “tenhamos a visão de que há um ativismo judicial que pode estar extrapolando um pouco a seara de cada poder”.

Ele defendeu ainda que a responsabilidade das autoridades que violarem as prerrogativas dos advogados deve ser apurada.

Carlos Kauffmann, que já integrou gestões da seccional e agora busca ser presidente, afirma que não adianta mais fazer notas de repúdio, que são tratadas, segundo ele, como uma forma de escárnio. Ele diz que buscaria apoio no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e não descarta o ajuizamento de ações civis contra quem “afronta a advocacia”.

No terceiro mandato à frente da OAB de Carapicuíba, Paulo Quissi é candidato à OAB-SP e também defende ações judiciais contra aqueles que violarem prerrogativas. O advogado diz que o Supremo avança nas competências, fala em ativismo judicial e condena o enfraquecimento da Ordem.

Alfredo Scaff, que concorre pela segunda vez, com apoio de vários nomes ligados ao bolsonarismo, defende postura incisiva contra o Judiciário e o STF. Usando o termo “arbitrariedades”, diz que não aceitaria procedimentos que “pisoteiam a advocacia” e desrespeitam o devido processo legal.

Por sua vez, o advogado Renato Ribeiro, especializado em direito eleitoral, evita críticas diretas ao tribunal, afirma que o debate sobre a corte está politizado e defende tomar as rédeas sobre o tema na esfera pública.

Outro tema que movimenta as chapas é o da eleição direta para a diretoria da OAB Nacional, que dependeria de alteração na lei.

Envolvendo uma chapa completa, com quase 200 integrantes, a escolha do comando da OAB-SP se dá pelo voto direto da advocacia paulista.

Já o presidente nacional da OAB é escolhido por meio do voto indireto do Conselho Federal, composto por três conselheiros federais, de cada OAB de estado e do Distrito Federal.

Três chapas trazem a pauta da eleição direta para a OAB Nacional como bandeira de campanha: Renato Ribeiro, Scaff, que tem apontado ser idealizador de um projeto de lei sobre o tema, e Sica, que, em 2020, lançou movimento a respeito.

Caio, por sua vez, ao ser questionado, disse ser a favor da eleição direta, mas frisou que a matéria é de responsabilidade do Congresso. Kauffmann e Quissi também se dizem favoráveis.

A possibilidade de reeleição para a OAB-SP divide os candidatos à presidência da seccional. Sem veto à recondução, a entidade vem de um histórico de baixa renovação em seu comando. Nos últimos 20 anos, por exemplo, Vanzolini é a quarta presidente da entidade.

Scaff e Quissi se dizem a favor, enquanto Kauffmann é contra e defende uma regra para vetar a recondução. Renato rechaça uma proibição como essa, porém defende que haja renovação.

Eleita com bandeira contrária à reeleição, Patricia abriu mão de concorrer novamente ao cargo. Ela integra a chapa da situação, contudo, como candidata ao Conselho Federal, e aparece com grande destaque nos materiais de campanha. No caderno de propostas de Sica, o tema da reeleição não aparece.

Criticado pelos rivais em 2021 ao buscar continuar no cargo, Caio Augusto tinha prometido não pleitear a reeleição. Ele argumentou à época que sua gestão tinha sido impactada pela pandemia.



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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