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Sudeste Asiático aprofunda dependência de combustíveis fósseis, alerta think tank | Ambiente

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Os 10 membros da ASEAN responderam a todo o aumento da procura de electricidade na região no ano passado através de combustíveis fósseis, diz o relatório.

O Sudeste Asiático corre o risco de aprofundar a sua dependência dos combustíveis fósseis à medida que tenta satisfazer a crescente procura de electricidade, alertou um grupo de reflexão ambiental.

As 10 nações da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) responderam à totalidade do aumento de 3,6% na procura de electricidade da região no ano passado através de combustíveis fósseis, disse o think tank Ember, com sede no Reino Unido, num relatório divulgado na terça-feira.

Entretanto, a quota da ASEAN na energia gerada por energias renováveis ​​caiu para 26 por cento, em comparação com 28 por cento em 2022, no meio de um declínio na produção hidroeléctrica devido a secas e outros eventos extremos, afirma o relatório.

As emissões de carbono cresceram 6,6% no ano passado, representando 44 milhões de toneladas adicionais de CO2 na atmosfera, segundo o relatório.

Os principais poluidores do carvão incluem o Vietname, a Malásia e as Filipinas, enquanto as emissões de Singapura e da Tailândia provêm principalmente do gás natural, segundo o relatório.

Ember disse que a lenta transição energética da região significa que está a perder os benefícios das energias renováveis, incluindo o custo decrescente da energia solar e eólica, que são agora mais baratas do que os combustíveis fósseis.

“Continuar neste ritmo de transição corre o risco de a ASEAN se tornar mais dependente dos combustíveis fósseis, perder oportunidades apresentadas pelas tecnologias emergentes de energia limpa e pela economia e não conseguir cumprir as metas climáticas”, afirmou o think tank no seu relatório.

“Entretanto, a procura de electricidade continua a crescer rapidamente, tornando mais importante do que nunca satisfazer esta procura com energia limpa.”

Ember disse que duas das soluções mais promissoras a longo prazo são a energia solar e a energia eólica, uma vez que a energia hidroeléctrica enfrenta problemas crescentes de fiabilidade devido às secas e às mudanças nos padrões de chuva.

O relatório foi publicado no momento em que a Agência Internacional de Energia (AIE) alertava, na terça-feira, que o Sudeste Asiático precisaria de investir 190 mil milhões de dólares – ou cinco vezes a sua taxa actual de investimento – para atingir os seus objectivos climáticos até 2035.

Mesmo com fontes de energia limpa projetadas para satisfazer mais de um terço do crescimento da procura de energia, a região ainda está no bom caminho para aumentar as suas emissões de carbono em 35 por cento até 2050, afirmou num relatório a organização intergovernamental com sede em Paris.

A procura de electricidade no Sudeste Asiático deverá crescer a uma taxa anual de 4%, de acordo com o relatório da AIE.

“As tecnologias de energia limpa não estão a expandir-se com rapidez suficiente e a forte dependência contínua das importações de combustíveis fósseis está a deixar os países altamente expostos a riscos futuros”, afirmou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol.

Courtney Weatherby, vice-diretora do programa do Sudeste Asiático do Stimson Center, disse que as energias renováveis, como a energia solar, têm um grande potencial, mas ainda existem muitos obstáculos institucionais no caminho.

Muitos países da ASEAN estão a tentar modernizar e expandir a sua capacidade de produção de energia ao mesmo tempo, o que leva a prioridades contraditórias, disse Weatherby, enquanto as energias renováveis ​​ainda enfrentam problemas como o armazenamento, a gestão da rede e a incapacidade de produzir energia a pedido durante as horas de ponta.

“A maioria dos países da ASEAN vem de um ponto de partida relativamente baixo para a implantação de energia solar/eólica e isso significa que mesmo a rápida expansão não levará a uma transição completa em tempo hábil”, disse Weatherby à Al Jazeera.

“Mais importante ainda, o mandato das concessionárias de energia é garantir que o fornecimento de energia seja estável e confiável, a fim de garantir o acesso à energia para os consumidores e também apoiar o desenvolvimento económico contínuo através da atração de investimento, muitas vezes na indústria transformadora”, acrescentou.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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