NOSSAS REDES

ACRE

Suprema Corte do Brasil anula esforço de Bolsonaro para comparecer à posse de Trump | Notícias de Jair Bolsonaro

PUBLICADO

em

À medida que se aproxima a tomada de posse do presidente eleito Donald Trump nos Estados Unidos, é pouco provável que um líder mundial esteja presente: o brasileiro Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal negou petição do ex-presidente para devolver seu passaporte, que havia sido confiscado pela Polícia Federal em fevereiro.

Bolsonaro, que liderou o Brasil de 2019 a 2022, enfrenta múltiplas investigações e processos judiciais, inclusive por supostos esforços para anular os resultados das eleições presidenciais de 2022 no país.

O ex-presidente de extrema direita, apelidado de “Trump dos Trópicos”, negou todas as acusações contra ele. Mas a polícia o considerou um risco de fuga.

Na plataforma de mídia social X, o gabinete de Bolsonaro respondeu à decisão do tribunal com desagrado, chamando-a de evidência de “lawfare” – um termo para o uso de um sistema legal armado.

“O convite do presidente Trump a Bolsonaro simboliza os laços profundos entre duas das maiores democracias das Américas”, escreveu o escritório em seu comunicado. declaração.

“A decisão de impedir Bolsonaro de participar deste importante evento diminui a posição do Brasil no cenário global e envia uma mensagem preocupante sobre o estado da democracia e da justiça em nosso país.”

O Supremo Tribunal, no entanto, decidiu que o atual papel de Bolsonaro como cidadão privado – sem cargo eletivo – não exigiria que ele viajasse aos EUA para a tomada de posse, como as autoridades poderiam fazer.

A expectativa é que o Brasil seja representado na inauguração por sua embaixadora nos EUA, Maria Luiza Viotti.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, sinalizou que a decisão foi baseada na recomendação do procurador-geral do Brasil, Paulo Gonet Branco.

Branco havia indicado que havia um interesse público maior em manter Bolsonaro no Brasil do que permitir que ele viajasse para o exterior, onde poderia escapar da justiça.

De Moraes citou declarações anteriores de Bolsonaro à mídia, onde “considerou a possibilidade de fugir e solicitar asilo político para evitar possível responsabilidade criminal no Brasil”.

Espera-se que a posse de Trump, em 20 de janeiro, reúna alguns dos líderes de direita mais proeminentes do mundo, incluindo o presidente argentino, Javier Milei, e o membro do Parlamento britânico, Nigel Farage.

Outros convidados esperados incluem o magnata das redes sociais Mark Zuckerberg, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, e o bilionário Elon Musk, um conselheiro próximo do novo presidente dos EUA.

Em postagem nas redes sociais, a maioria republicana na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos EUA ofereceu apoio a Bolsonaro após a decisão do tribunal.

“Jair Bolsonaro é amigo da América e patriota. Ele deveria ter permissão para comparecer à posse do presidente Trump”, disseram os republicanos escreveu.

Mas Bolsonaro está atolado em escrutínio jurídico desde a sua derrota nas eleições de 2022.

Em outubro daquele ano, o líder de esquerda Luiz Inacio Lula da Silva derrotou Bolsonaro por pouco no segundo turno, mas Bolsonaro recusou reconhecer publicamente a derrota.

Ele tinha muito tempo provocou falsos rumores que as urnas eletrônicas do Brasil eram vulneráveis ​​a fraudes, mesmo antes de uma única cédula ser lançada.

Após sua derrota, centenas de seus apoiadores inundou as ruas para protestar contra os resultados eleitorais. O próprio Bolsonaro deixou o país para a Flórida antes da posse de Lula.

Pouco depois, em 8 de julho de 2023, apoiadores de Bolsonaro atacado a Praça dos Três Poderes, na capital Brasília, saqueando edifícios representativos da Presidência, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.

Desde então, Bolsonaro retornou ao Brasil. Mas um tribunal decidiu que ele não pode correr para o cargo até 2030, como penalidade pela utilização de recursos governamentais para minar a confiança do público nas eleições.

O ex-presidente também enfrenta escrutínio por peculatoe ele estava indiciado no ano passado por publicar informações falsas numa base de dados nacional sobre o seu estado de vacinação contra a COVID-19.

Em novembro, a Polícia Federal também acusado Bolsonaro e 36 aliados do planejamento da “derrubada violenta do Estado democrático”.

Bolsonaro negou qualquer irregularidade nos casos. Na quinta-feira, ele traçou um paralelo entre a sua situação e a de Trump, que também acusou os seus oponentes políticos de “guerra legal” e fez falsas alegações de fraude eleitoral.

“O governo Lula aprendeu claramente com os erros dos Estados Unidos, onde o sistema de justiça foi instrumentalizado para ganhos políticos”, escreveu Bolsonaro.

“Mas lá, eles não agiram com rapidez suficiente para destruir o seu adversário político, Donald Trump, e ele superou este ativismo judicial. Eu também irei.”



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS