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Temer defende ‘programa único’ dos partidos de cen…

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Nicholas Shores

O ex-presidente Michel Temer (MDB) defendeu que os partidos de centro formem um “programa único” para o país nas eleições de 2026, especialmente depois de terem “prevalecido” nas disputas por prefeituras no ano passado.

O “ideal”, argumentou Temer, seria que houvesse uma “polarização de ideias” com candidatos de esquerda e de direita, e não a uma “polarização de pessoas”. “Seria uma espécie de respeito com o eleitorado brasileiro”, declarou o emedebista em entrevista ao colunista Robson Bonin, durante o Brazil Economic Forum Zurich 2025.

Promovido pela Editora Abril, por meio de VEJA, e pelo Lide – Grupo de Líderes Empresariais, o evento reúne líderes, autoridades públicas, investidores e empresários durante esta quinta-feira, 23, com transmissão ao vivo. Os seis paineis do fórum abordam questões político-institucionais, econômicas e do ambiente de negócios brasileiro diante das mudanças em âmbito global. 

Assista abaixo à entrevista:

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Temer também afirmou que a antecipação do debate sobre o próximo pleito presidencial para janeiro de 2025 é algo “péssimo”.

“Quem já está no poder chega ao poder pensando numa reeleição, e, pensando numa reeleição, não toca em temas sensíveis para o Brasil, porque esses temas sensíveis fazem com que se perca eleitores”, disse.

“Sou contra a reeleição. Acho que deveria ampliar (o mandato presidencial) para cinco, seis anos, mas não deveríamos ter reeleição, para que aquele que estivesse no poder pudesse enfrentar os problemas mais relevantes para o país e para o povo brasileiro”, acrescentou.



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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Charge do JCaesar: 05 de maio

Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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