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Tempo de organizar as finanças com o pagamento do 13º salário
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Com a chegada do fim de ano, aproximam-se, também, as datas de recebimento das parcelas do 13º salário, remuneração natalina paga a todo trabalhador formal com carteira assinada.
A primeira parcela, equivalente a 50% do salário, deve ser paga até 30 de novembro, sem descontos. A segunda, com os 50% restantes, é quitada até 20 de dezembro, com descontos do INSS e do Imposto de Renda.
Na hora de decidir o que fazer com o dinheiro, porém, é importante estar atento. É comum que a expectativa para gastá-lo gere dúvidas. O Correio conversou com especialistas que ensinam como administrar o valor extra.
Coordenador do curso de economia do Iesb, Riezo Almeida ensina que o recebimento do 13º salário é uma oportunidade para organizar as finanças pessoais. A prioridade para utilização varia de acordo com a situação de cada um. “Todo ano, recomenda-se pagar dívidas e investir R$ 200 no tesouro direto, por exemplo, começando 2025 com a mentalidade de investidor inicial. Se não houver dívidas, o recomendável é fazer uma reserva de emergência para imprevistos”, aconselha.
Riezo lembra, também, que muitas despesas fixas surgem em janeiro, como Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto sobre a Propriedade Territorial e Urbana (IPTU), matrículas escolares e material escolar. Segundo ele, destinar o dinheiro a essas contas pode ser uma boa escolha. “Com planejamento, também é possível utilizar uma parte do salário para lazer, presentes ou outras despesas que tragam satisfação pessoal e familiar.”
Limites
Max Bianchi, professor do curso de administração do Ceub, indica que seja feito um diagnóstico financeiro antes de usar o dinheiro. “Listar dívidas, despesas fixas e metas financeiras. Esse planejamento ajuda a evitar gastos desnecessários e a distribuir o recurso de maneira eficiente entre quitação de dívidas, investimentos e indulgências pessoais, respeitando os limites do orçamento”, orienta.
Para quem vê nessa ocasião uma oportunidade de comprar tudo que tem vontade, Max alerta: “Cuidado com compras por impulso, que são comuns durante as festas de fim de ano. Planeje com antecedência como o dinheiro será usado, priorizando quitar dívidas e alcançar metas financeiras antes de gastar com indulgências”, recomenda.
Se os gastos festivos forem inevitáveis, o professor dá uma dica. “Estabeleça limites realistas para presentes e celebrações, adequando-os à sua capacidade financeira. Use aplicativos ou planilhas para monitorar entradas e saídas de dinheiro, melhorando o controle financeiro e reduzindo despesas desnecessárias”, detalha.
Dívidas
O vigilante Heldon Paiva, 39 anos, morador do Novo Gama, já recebeu o 13° salário deste ano e direcionou o dinheiro para quitar dívidas pendentes. “Não costumo usar para pagar contas, esse ano foi exceção. Geralmente, separo o dinheiro e uso para comprar coisas para minha esposa e minha filha.”
O vigilante Heldon Paiva, do Novo Gama, já recebeu o 13° salário deste ano e direcionou o dinheiro para quitar dívidas pendentes
(foto: Luiz Fellipe Alves )
A camareira Raimunda Alves, 35, residente no Novo Gama, costuma aproveitar o dinheiro extra para pagar as contas e evitar que os débitos se acumulem para o próximo ano. “Mas sempre sobra uma quantia para comprar alguma roupinha ou fazer uma comemoração de final de ano.”
A camareira Raimunda Alves, residente no Novo Gama, costuma aproveitar o dinheiro extra para pagar as contas e evitar que os débitos se acumulem
(foto: Luiz Fellipe Alves )
Para Fernanda Machado, 46, gerente de restaurante, moradora de Planaltina, com educação financeira, é possível se organizar. ” Uso metade do 13° para pagar as contas e a outra para adiantar aquelas que vão acumular para o início do ano, mas ainda sobra para comprar alguma coisa ou fazer uma comemoração.”
Para Fernanda Machado, moradora de Planaltina, com educação financeira, é possível se organizar
(foto: Luiz Fellipe Alves )
“Eu consegui renegociar a dívida do meu cartão de crédito do ano passado e vou usar o 13° pra adiantar algumas parcelas. Não sobra tanto para o fim de ano, mas a gente dá um jeito, aperta aqui, aperta ali, e consegue fazer sobrar um pouquinho”, diz a cobradora de ônibus Daniela da Silva, 37, de Taguatinga Norte.
Evite o desperdício
» Quitar dívidas — priorizar a quitação ou redução de dívidas com juros altos, como o saldo devedor do cartão de crédito e o cheque especial. Isso ajuda a evitar o efeito “bola de neve” e traz alívio financeiro imediato;
» Reservar para despesas de início de ano — destinar parte do 13º salário para despesas como IPTU, IPVA e matrículas escolares, aliviando o orçamento mensal no começo do ano. Para isso, escolha investimentos de curto prazo e baixo risco, que permitam resgate rápido;
» Criar ou reforçar uma reserva de emergência — é uma decisão estratégica. Aplicar o valor em opções financeiras seguras e acessíveis proporciona segurança em situações imprevistas, como problemas de saúde ou desemprego;
» Investir no futuro — para quem tem as contas equilibradas, investir em metas de longo prazo, como previdência privada ou ativos de maior risco, pode ser interessante. No entanto, é essencial manter uma reserva segura para emergências, evitando a necessidade de resgatar esses investimentos em momentos de urgência.
Fonte: Max Bianchi, professor do curso de administração do Ceub
*Estagiário sob a supervisão de Malcia Afonso
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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