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‘Tive muita sorte’: ativista e blogueiro Lu Yuyu sobre a fuga da China | China

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Amy Hawkins, Senior China correspondent

UMEnquanto subia a exuberante cordilheira na fronteira da China com o Laos, Lu Yuyu sentiu-se exausto. Ele estava viajando há dias, esquivando-se de seus acompanhantes oficiais para escapar do China. Seus companheiros de viagem eram contrabandistas a quem ele pagou 15.000 yuans (£ 1.622) para ajudá-lo a escapar e o forçou a continuar até que pudesse ser entregue a dois homens e uma scooter durante as últimas horas de sua jornada para a liberdade.

Mas deixar a China foi apenas o primeiro passo. Lu ainda tinha milhares de quilômetros antes de realmente se sentir seguro.

Sua ousada fuga da China em maio do ano passado envolveu muita sorte. Outros dissidentes tentaram e falharam num caminho semelhante; alguns chegaram ao Laos, mas foram enviados de volta para a China. Do Laos, Lu dirigiu-se para um escritório da agência de refugiados da ONU na Tailândia, onde pediu asilo em Canadáe desde então se reencontrou com sua esposa e seu gato, um gato malhado branco e ruivo chamado Anthony.

“Tive muita sorte de sair da China”, disse Lu numa entrevista por telefone a partir da sua nova casa em Calgary.

Lu faz parte de uma geração relativamente nova de ativistas chineses que utilizam as redes sociais para documentar e divulgar a agitação na China – uma tarefa que as próprias autoridades chinesas costumavam realizar. As estatísticas publicadas pelo Ministério da Segurança Pública mostraram que o número desses “incidentes em massa” aumentou todos os anos entre 1993 e 2005, quando o número atingiu 87 mil – o mesmo ano em que o governo deixou de publicar os dados.

Em seu lugar, grupos e activistas da sociedade civil tentaram acompanhar os focos de insatisfação das massas. O China Labor Bulletin, uma ONG sediada em Hong Kong, monitoriza greves e protestos na China continental enquanto Monitor de dissidência da Chinaum projeto administrado pela Freedom House, registrou mais de 3.000 eventos em 2024. Outro blogueiro, Li Ying, um artista chinês radicado na Itália, começou a compartilhar notícias e vídeos de protestos anti-lockdown na China em novembro de 2022. Sua conta no X, Teacher Li não é seu professor, tem quase 2 milhões de seguidores e é uma fonte de informações amplamente observada sobre acontecimentos na China.

Lu começou a blogar uma década antes. Em 2012, ele notou alguns protestos diferentes no crepúsculo de uma era em que a Internet na China era relativamente aberta e começou a pesquisar nas plataformas de redes sociais WeChat e Weibo para obter mais detalhes. Ele publicou os detalhes em seu próprio blog, Not the News, que se tornou um recurso popular para pesquisadores na China e no exterior.

Ele foi preso em 2016 e condenado a quatro anos de prisão por “provocar brigas e provocar problemas”, uma acusação frequentemente usada para encarcerar dissidentes. “Conheço as verdadeiras cores do regime do PCC (Partido Comunista Chinês). Então eu previ que eles viriam atrás de mim”, diz ele.

Ao ser solto em 2020, ele queria retomar seu trabalho. “Mas foi difícil para mim fazer isso”, diz ele, “porque era monitorado todos os dias”. Ele saltou entre as províncias em um esforço para perder a cabeça, mas as restrições de viagem relacionadas à pandemia que havia começado naquele ano dificultaram isso.

Em abril de 2022, ele morava em Dandong, nordeste da China. Um dia, ele foi arrastado pela polícia para um centro de quarentena durante um surto de Covid em seu prédio. Ele foi mantido lá por duas semanas. “Isso me fez sentir muito inútil, porque não conseguia nem cuidar do meu gato”, diz ele.

Ele ficou desesperado para deixar a China.

Mas havia muitos obstáculos no caminho. As fronteiras da China foram efetivamente fechadas sob o regime “Covid zero” e, de qualquer forma, ele nunca teve passaporte. Ele tentou se inscrever em 2021, mas sua inscrição foi bloqueada.

O levantamento das restrições pandémicas no início de 2023 deu a Lu um vislumbre de esperança. Primeiro, ele viajou 3.200 quilômetros de Dandong a Guangxi, uma província no sul da China, sob a premissa de ser turista. Depois ele viajou para Chengdu, capital da província de Sichuan, no fim de semana prolongado do feriado do Primeiro de Maio.

Foi lá que ele percebeu que seus acompanhantes ficavam menos vigilantes nos finais de semana. Por isso, reservou um voo no sábado para Yunnan, uma província na fronteira sudoeste da China. Ele deixou seu cartão SIM para trás para que as autoridades demorassem mais para perceber que ele havia escapado. Depois de chegar à Tailândia, ele solicitou asilo em qualquer país de língua inglesa, e foi-lhe oferecido o Canadá.

Ele está lentamente a reconstruir a sua vida em Calgary e a tentar continuar com o seu activismo, mas a censura cada vez mais sofisticada da Internet na China torna isso difícil. “Hoje em dia é muito mais fácil para a polícia encontrar informações sobre os protestos e as pessoas serão intimidadas a apagar as suas publicações. Ou as plataformas filtrarão informações confidenciais para que não possam ser coletadas”, afirma.

Lu diz que há uma década conseguia contabilizar quase 100 protestos por dia na China, mas agora estima que sejam cerca de 70, embora não esteja claro se isso acontece porque os protestos estão a tornar-se menos comuns ou porque a censura é mais eficaz. Certamente, porém, os protestos em grande escala diminuíram, diz Lu.

Ele observa, porém, que: “Ainda há insatisfação na sociedade. O PCC só pode impedir os protestos em massa, mas numa escala menor, o PCC não pode erradicá-los. É um equilíbrio.”

Pesquisa adicional de Jason Tzu Kuan Lu



Leia Mais: The Guardian

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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