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Jordão

TJAC presta mais de 5 mil atendimentos em cidade isolada do Acre

Gecom TJAC, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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A cidade, situada na confluência dos rios Tarauacá e Jordão, é uma das mais isoladas do país permitindo acesso somente fluvial e aéreo.

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio do Projeto Cidadão, – ação voltada à população mais necessitada, disponibilizando o direito à documentação básica, como também o acesso rápido e gratuito aos serviços públicos fundamentais – prestou mais de 5 mil atendimentos no município de Jordão, no último dia 19.

A cidade, situada na confluência dos rios Tarauacá e Jordão, possui cerca de 8 mil habitantes, e é uma das mais isoladas do país permitindo acesso somente fluvial e aéreo. A maioria dos moradores é de baixa renda e vive em situação de vulnerabilidade. A população indígena responde atualmente a 40% da comunidade.

A atividade, solicitada pela Câmara de Vereadores do Município, foi promovida em três locais por conta do alto número de pessoas: nas escolas estaduais Jairo de Figueiredo Melo e Manoel Rodrigues de Farias, e no Núcleo da Universidade Federal do Acre (UFAC).

“É uma ação grandiosa. Nós já tínhamos a intenção de promover o projeto em Jordão e com a solicitação, por parte da Câmara de Vereadores, esse desejo apenas se fortaleceu e foi concretizado. Estamos muito felizes com o resultado. É importante deixar claro que, a parceria com as instituições é fundamental para essa concretização positiva. Todos os parceiros se empenharam no atendimento para resolver diversas situações dessas pessoas que viajaram por muitos dias de barco, outras a pé, para a expedição de documentos”, comentou a coordenadora do Projeto Cidadão, desembargadora Eva Evangelista.

A ação foi promovida no último dia 19, das 8h às 22 horas, mas alguns atendimentos ocorreram dois dias antes devido a alguns servidores terem chegado antecipadamente à cidade. Foram oferecidos expedições de RG, CPF, título de eleitor, carteira de trabalho, audiências judiciais para ações simples, expedição de segunda via de certidões, além de atendimentos na área da saúde, informações sobre Bolsa-Família, vacinação entre outros.

Equipes do Ministério Público e Defensoria Pública também estiveram presentes. A atividade contou ainda com a cooperação do Governo do Estado do Acre e 61º BIS.

“Para nós é uma honra receber o Projeto Cidadão em nossa cidade. Nos sentimos orgulhosos e privilegiados. Essa ação não é partidária. É uma coletividade. Quando se pensa no bem do povo, não há partido”, disse a presidente da Câmara de Vereadores de Jordão, Meire Sérgio.

O vice-prefeito Ademir Figueiredo, que acompanhou as atividades, ressaltou sobre a importância da ação de cidadania no município. Segundo ele, muitos da comunidade não possuem renda para se descolar a uma cidade mais próxima para resolver problemas de documentação.

“Isso é praticamente histórico para a nossa cidade. Movimentou tanto a população da área urbana quanto rural e sem falar dos indígenas. Muitos passaram dias no rio esperando para chegar o dia dessa ação. É algo que não sabemos como agradecer”, ressaltou.

“Passei cinco dias de barco para chegar até aqui”, diz indígena

Situada nas curvas do rio, no topo dos morros, na chama da poronga, o povo do Jordão vive em um tempo diferente das grandes cidades, principalmente na época de verão, quando as águas dos rios estão baixas dificultando a navegação.

O agente agroflorestal Ivanildo Kaxinawá é morador da Aldeia Revisão, que faz fronteira com o Peru. Ele passou cinco dias viajando de barco para chegar até a zona urbana de Jordão e ajudar na documentação de parentes. De acordo com ele, por diversas vezes atolou o barco nos bancos de areia e bateu em galhos de árvores.

“Foi uma viagem longa, mas meus parentes agora estão todos documentados. Valeu a pena. Nos resta agradecer a todos que se uniram para nos ajudar. Gastamos 60 litros de gasolina para chegar até aqui [área urbana de Jordão]”, salientou.

Casamento Coletivo

Como tradição, a atividade foi encerrada com o Casamento Coletivo para 54 casais. A cerimônia foi conduzida pelo juiz Vara de Registros Públicos, Órfãos e Sucessões da Comarca de Rio Branco, Edinaldo Muniz, que ressaltou sobre os desafios que o casal enfrenta no casamento e a importância do respeito e amor entre os dois.

Raimundo Vitor Filho, 21 anos, e Eulina dos Santos Oliveira, 22 anos, representaram os casais mais novos da festa. Raimundo Galdino de Oliveira, 60 anos, com Maria Dantas dos Santos, 52 anos, representaram os casais mais experimentes.

Projeto Cidadão

Desde a sua criação, no ano de 1995, o Projeto Cidadão já atendeu mais de um milhão de pessoas, nos mais distantes lugares da Floresta Amazônica Acreana, a fim de democratizar os serviços públicos e fortalecer o exercício da cidadania.

Cotidiano

Fumaça de queimadas impede avião de decolar no município de Jordão

Ac24horas, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Já passa das 8 horas da manhã e a peculiar neblina dos amanhecer do dia ainda não dissipou no município de Jordão, no Acre. Isso porque o “nevoeiro” é formado por fumaça e está afetando drasticamente os moradores da região.
De acordo com um dos pilotos da Rio Branco Aerotáxi, há uma grande quantidade de fumaça suspensa no ar. “Isso aliado às chuvas que ocorreram no dia anterior fez surgir esse nevoeiro forte. Não estamos conseguindo decolar”, explica Ricardo Lima.

O Acre já registrou 2.498 queimadas de janeiro até o dia 20 de agosto. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), só neste mês de agosto foram 2.123 focos registrado somente em agosto.
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente do Acre (Sema), os municípios acreanos que apresentam mais focos de queimadas são Feijó, Tarauacá e Sena Madureira, com 517, 394 e 261 focos, respectivamente.

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CRIME

EXCLUSIVO: Irmão acusa irmão pela morte de Carlinhos Farias, assassinado no Rio Tarauacá

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Carlinhos Farias era filho do ex-prefeito Turiano Farias, e primo do atual prefeito de Jordão, foi morto com requintes de crueldade. Após o crime, “não demonstrou nenhum arrependimento, e a todo momento sorrindo“, revela o irmão do acusado. 

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O jornalismo do Acre.com.br teve acesso exclusivo e inédito aos documentos e provas do crime. O Laudo de Exame de Corpo de Delito Cadavérico confirma que houve possível luta e resistência em sobreviver por parte da vítima. Houve lesões e perfurações em diversas partes do corpo.

Na foto de capa: irmão do acusado, Pedro Venâncio da Silva.

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No dia seguinte ao assassinato, a Polícia Militar prendeu José da Cruz Souza da Silva, 39 anos, suposto “amigo” que estava na companhia de Carlinhos Farias, filho do ex-prefeito de Jordão, Turiano Farias (1998/2004). O suspeito foi preso na Comunidade Remanso, Seringal Jaminawá, local do crime. Segundo informações, ele ainda estava com as supostas armas do crime em mãos no momento da prisão. 
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O crime ocorreu no dia 26, à noite, dentro de uma embarcação ancorada no barracão de propriedade do irmão do assassino. A vítima estava dormindo numa rede, dentro de uma das embarcações com destino ao município de Tarauacá. A vítima foi morta com pelo menos 20 facadas.
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O suposto autor do crime, JOSÉ DA CRUZ DA SILVA SOUZA, está atualmente preso no Presídio Moacir Prado, cumprindo prisão preventiva, para viabilizar, aprofundar e garantir as investigações.
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Entenda os fatos:
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Segundo afirmou o Juiz Marcos Rafael Maciel de Souza, o condutor José Salvio Marinho, Policial Militar, relatou que, após ser informado acerca de um crime de homicídio na Zona Rural Seringal Jaminawá no Rio Tarauacá, deslocou-se junto com agentes de polícia cível ao referido local onde constatou a veracidade da denúncia, momento em que encontraram o corpo da vítima Carlos Robson Silva de Farias caído dentro do barco com várias perfurações causadas por arma branca.
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Carlinhos Farias [Reprodução. Facebook]

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O magistrado afirmou ainda que, segundo relatou a testemunha Pedro Venâncio da Silva, irmão de José da Cruz (acusado), que estavam se deslocando para a cidade de Tarauacá e pararam naquele local para passar a noite, sendo que ele (Pedro Venâncio) subiu para a casa que pertence a um de seus irmãos e José da Cruz ficou sozinho no barco com a vítima (Carlos Robson), sendo que ambos estavam consumindo bebida alcoólica.
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De acordo com o policial militar Salvio Marinho, a testemunha Pedro Venâncio disse que ao voltar no dia seguinte, por volta das 05h da manhã, chegando ao barco, deparou-se com a vítima Carlos caído no chão do barco e constatou que o mesmo estava sem vida, sendo que no local estava apenas seu irmão José da Cruz que negou ter matado a vítima.
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Acusado negou o crime. Veja seu interrogatório:
O policial, condutor, informou por fim que, quando a Polícia chegou ao local do crime, José da Cruz ainda se encontrava lá, onde foi preso e levado para a Delegacia e que, no ato da sua prisão, ele portava uma faca peixeira, que foi apreendida.
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Veja o tamanho das facas apreendidas:
A testemunha Pedro Venâncio da Silva, irmão do acusado, confirma a versão apresentada pelo policial, condutor, relatando: que ficou na canoa até aproximadamente 20h e que, após jantar, resolveu subir para a casa de um de seus irmãos, ficando na canoa seu irmão José e a vítima Carlos, e que ambos ficaram deitados em suas redes; que os dois estavam conversando normalmente sem nenhum desentendimento entre eles; que quando voltou ao barco, na madrugada do dia seguinte, por volta das 05 da manhã, desceu para a canoa para seguir viagem e que, quando chegou no barranco, viu seu irmão na proa da balsa em pé com as duas mãos no bolso e, ao descer, chamou a vítima para irem embora, no entanto, quando chegou mais próximo viu o mesmo caído no chão e ao tocá-lo percebeu que estava morto; que perguntou ao seu irmão se ele tinha mata o homem e ele respondeu que não havido sido ele, que alguém tinha ido la e brigado com ele e o tinha matado; que tirou uma faca da cintura e disse “tá aqui minha faca”, disse ainda que “seu sonho era matar um e tirar as mantas e comer, só que não era esse aí“; que perguntou ainda acerca de suas pernas que estavam cheias de sangue, momento em que ele pegou um pano na canoa, molhou e ficou passando nas pernas, falando que “sangue de cristão fede“.
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Veja o depoimento de Pedro Venâncio da Silva, irmão do acusado:

Pedro Venâncio da Silva, irmão do acusado [Reprodução. Inquérito Policial]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda segundo o Juiz Marcos Rafael Maciel de Souza, o acusado JOSÉ DA CRUZ DA SILVA SOUZA afirmou em seu depoimento que: não se recorda de ter ouvido nenhum tipo de barulho ou gritos no barco; que não havia outras pessoas nas proximidades e que não se recorda de ter matado Carlinhos; que sempre que bebe perde a memória. Perguntado acerca das roupas que usava naquela noite, respondeu o interrogado que jogou sua camisa dentro do rio porque a referida já estava velha.

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A negativa de autoria do acusado não convenceu o magistrado, que decretou sua prisão preventiva, e está atualmente preso no presídio de Tarauacá. 

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Por Acre.com.br 

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