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Tostes: ‘Marçal é mais preparado que Bolsonaro e Tarcísio’ – 15/10/2024 – Mônica Bergamo

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Autor da maior doação feita à campanha de Pablo Marçal (PRTB) à Prefeitura de São Paulo nestas eleições, o advogado Marcelo Tostes diz não guardar nenhum arrependimento pelos R$ 310 mil que investiu na empreitada.

“Não me arrependo porque eu não tinha expectativa nenhuma de ganhar cargo ou benefício em troca. Meus apoios são por ideologia, por querer mais conservadores na política”, afirma ele, destacando que o valor de R$ 300 mil “não é nada de absurdo”.

Tostes diz ter visto na candidatura de Marçal a possibilidade de uma nova liderança para a direita, “mas com cabeça de empresário”, bem como a chance de “começar a mudar o Brasil pela maior capital da América Latina”.

Na avaliação do advogado, Marçal seria um líder mais bem preparado do que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), descrito por ele como alguém com “cabeça de funcionário público”.

“Tarcísio foi o melhor aluno de sua turma e foi um excelente técnico no Ministério da Infraestrutura, mas não tem uma visão de empresário, do meu ponto de vista. É diferente do Nikolas [Ferreira, deputado federal], por exemplo, que nunca foi empresário, mas tem uma visão muito mais empreendedora”, diz.

“Mesmo não tendo experiência política e sendo um cara mais novo, Marçal é mais preparado que o Bolsonaro, que está na política há 40 anos. Bolsonaro foi um cara extremamente importante por mostrar que não existia uma direita de verdade, que PSDB e PT são praticamente a mesma coisa. Mas continuo entendendo que a gente precisa de um empresário de verdade [na Presidência]”, segue.

Segundo ele, um empresário no Planalto teria habilidade para “não tratar o governo como um caixa sem fundo e sem dono, mas, sim, como uma empresa que precisa dar lucro”.

Apesar da avaliação que faz sobre lideranças no campo da direita, Tostes afirma que não sabe qual será o papel do agora ex-candidato nas eleições presidenciais de 2026. Diz, no entanto, que estará ao seu lado caso o influenciador siga defendendo pautas conservadoras.

“[A eleição de] 2026 é outra história, Marçal ainda não definiu nada. Mas me agrada a ideia de ele ser candidato a presidente. Ele vai ter meu apoio para onde for, desde que não apareça com nada de diferente [do que defende hoje]”, diz o advogado.

Além de Marçal, Tostes apoiou financeiramente quatro candidatos a Câmaras Municipais mineiras: Pablo Almeida (PL), o mais votado para vereador em Belo Horizonte (MG), Michelly Siqueira (Avante), também de BH, Márcio Juninho (Cidadania), de Itabirito, e Vanja (União), de Viçosa.

Os quatro, eleitos no dia 6 de outubro, receberam do advogado doações únicas que variaram de R$ 2.500 a R$ 10 mil.

Tostes afirma que conheceu Marçal quando colocou para alugar uma mansão sua localizada no Jardim Europa, bairro nobre de São Paulo. O valor mensal da moradia pago pelo autodenominado pelo ex-coach, segundo o proprietário, gira em torno de R$ 200 mil.

“Ele sempre foi super certo comigo, nunca descumpriu nada. Andaram falando que eu sou laranja dele, mas é mais fácil ele ser meu laranja do que eu dele”, ironiza. “Eu não tiro nem um real por fora.”

Antes das eleições, o advogado tinha planejado passar uma temporada de três meses na Europa ao lado de uma filha. A proximidade crescente com Marçal, no entanto, fez com que ele mudasse os seus planos.

“Me envolvi tanto na campanha que deixei de ir. Mas para mim não foi ‘ah, deixei de ir para a Europa’. Foi um grande prazer ter conhecido uma pessoa com uma visão totalmente diferente de tudo o que já vi na política brasileira”, afirma.

“Ele não tem nada desse negócio que a gente vê na rua. É um cara que realmente cuida da família. Não conheço ninguém que sabe mais partes da Bíblia de cor que ele. E, ao mesmo tempo, o cara me canta um rap no Roda Viva [da TV Cultura]. Ele realmente tem uma inteligência fora da curva”, completa.

Tostes ainda diz admirar o fato de que, ao longo da campanha, não viu Marçal prometer cargo político a ninguém de seu entorno, nem mesmo ao coordenador de seu plano de governo, Filipe Sabará, um dos principais integrantes da campanha. “Todo dia ele [Marçal] repetia: ‘Eu não garanti nada para ninguém’.”

O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), rejeitou o apoio do influenciador após se classificar para o segundo turno das eleições. Dois dias depois, Marçal disse acreditar que o deputado Guilherme Boulos (PSOL) vencerá o pleito com a ajuda de cerca de metade de seus eleitores.

Tostes, porém, não leva a declaração a sério. “Eu acredito que, entre Boulos e Tiririca, o eleitor de Marçal vota no Tiririca”, ironiza.

O advogado afirma não saber qual será o voto do ex-coach no segundo turno, mas palpita que ele deve acabar votando em Nunes contra Boulos. “Ele não votaria nulo.”

Sobre as desavenças entre Marçal e o pastor Silas Malafaia, o aliado do ex-candidato do PRTB afirma que o líder religioso se sentiu ameaçado pela influência do ex-coach entre evangélicos. Os dois trocaram diversos ataques na reta final da campanha.

“O que a gente percebeu é que inúmeras igrejas apoiadas pelo Malafaia apoiaram o Pablo. Ele [Malafaia] não tem o apoio político que ele acha que tem. É um cara que vai estar sempre falando, buscando visibilidade.”

com BIANKA VIEIRA, KARINA MATIAS e MANOELLA SMITH



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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