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Três hospitais de Gaza enfrentam fechamento iminente enquanto os últimos ataques israelenses matam 50 | Notícias do conflito Israel-Palestina

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As Nações Unidas alertam que a falta de abastecimento de combustível em Gaza ameaça encerrar mais instalações médicas em todo o território sitiado, colocando a vida de pacientes e recém-nascidos em “grave risco”.

A condenação da ONU aos ataques “deliberados e sistemáticos” aos hospitais de Gaza veio como ataques israelenses implacáveis matou mais de 50 palestinos nas últimas 24 horas.

Autoridades de saúde de Gaza disseram na quinta-feira que Al-Aqsa, Nasser e os hospitais europeus correm o risco de fechamento iminente, após repetidos bombardeios israelenses e bloqueio de suprimentos, pois enfrentam o mesmo destino que Kamal Advan, Hospitais indonésios e Al-Awda.

Hani Mahmoud, da Al Jazeera, reportando do Hospital Al-Aqsa em Deir el-Balah, disse que a instalação estava agora “sobrecarregada” devido ao influxo de mais civis feridos, muitos deles mulheres e crianças, que agora enfrentou um genocídio por 15 meses.

“Os médicos estão relatando a escassez aguda de suprimentos básicos, incluindo instrumentos cirúrgicos, antibióticos e analgésicos”, disse ele.

O Dr. Bushra Othman, cirurgião geral e voluntário no hospital, disse que a situação está sendo avaliada a cada 24 horas, enquanto as autoridades tentam reabastecer os suprimentos.

“A qualquer hora do dia, a energia e a eletricidade serão cortadas, e certas áreas deverão ser protegidas, como as salas de operações, a unidade de cuidados intensivos, incluindo a unidade neonatal”, disse ela à Al Jazeera.

No Hospital Nasser, os Médicos Sem Fronteiras alertaram que as vidas de 15 recém-nascidos em incubadoras estavam em risco devido à falta de combustível para os geradores que fornecem eletricidade às instalações.

“Sem combustível, esses recém-nascidos correm o risco de perder a vida”, disse Pascale Coissard, coordenadora de emergência de MSF.

Palestinos carregam o corpo de uma criança no local de um ataque israelense a uma casa em Nuseirat, centro da Faixa de Gaza (Ramadan Abed/Reuters)

Tareq Abu Azzoum da Al Jazeera, também reportando de Deir el-Balah, disse que a atmosfera no território palestino “está bastante carregada de tensão e medo”.

“O que vimos nas últimas 24 horas foi muito sangrento. O número de mortos do dia anterior foi realmente impressionante”, disse ele.

Na quinta-feira, a agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA) renovou o seu apelo a um cessar-fogo. “Mais ajuda humanitária deve chegar a Gaza e um cessar-fogo é mais crítico do que nunca”, escreveu o grupo no X.

Apesar do apelo da ONU, Israel continuou o seu bombardeamento em toda a Faixa de Gaza.

Fontes médicas disseram à Al Jazeera Árabe que pelo menos seis palestinos foram mortos em ataques de madrugada no centro e sul de Gaza, enquanto pelo menos outros oito foram mortos em Jabalia, no norte de Gaza.

A agência de notícias Wafa informou que quatro palestinos, incluindo três crianças, foram mortos no campo de refugiados de Nuseirat, enquanto vários outros permaneciam desaparecidos sob os escombros.

Wafa disse que os ataques israelenses mataram pelo menos 51 civis e feriram outros 78 nas últimas 24 horas.

Desde 7 de outubro de 2023, Israel matou 46.006 palestinos e feriu pelo menos 109.378 outros, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

Entretanto, o Papa Francisco intensificou na quinta-feira as suas críticas à campanha militar de Israel como “muito séria e vergonhosa”.

No seu discurso anual aos diplomatas, proferido em seu nome por um assessor na quinta-feira, o papa pareceu fazer referência às mortes causadas pela tempo frio em Gaza, onde quase não há electricidade.

“Não podemos aceitar que crianças morram de frio porque hospitais foram destruídos ou a rede energética de um país foi atingida”, dizia o texto do seu discurso.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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