NOSSAS REDES

ACRE

Três israelenses mortos em ataque a tiros na Cisjordânia ocupada | Notícias do conflito Israel-Palestina

PUBLICADO

em

O Ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, diz que as comunidades palestinas na Cisjordânia deveriam parecer-se com a “Jabalia” de Gaza.

Três israelenses foram mortos e outros oito ficaram feridos em um ataque a tiros perto do assentamento ilegal de Kedumim, na Cisjordânia, disseram as autoridades israelenses.

A mídia israelense citou autoridades de segurança dizendo que pelo menos dois homens armados palestinos abriram fogo contra carros e um ônibus fora do assentamento antes de fugirem do local na segunda-feira.

O tiroteio matou duas mulheres de 70 anos, bem como um investigador policial de 35 anos do assentamento ilegal de Ariel.

O incidente ocorre como a guerra se intensifica em Gaza em meio a esforços para chegar a um acordo de trégua.

Após o tiroteio, o Ministro das Finanças israelita, de extrema-direita, Bezalel Smotrich, pareceu apelar à violência total contra as comunidades palestinianas na Cisjordânia ocupada, semelhante à devastação que Israel desencadeou em Gaza.

“Al-Funduk, Nablus e Jenin precisam olhar como Jabalia”, disse ele, referindo-se à área do norte de Gaza que Israel arrasou e privou de ajuda humanitária durante semanas.

Israel enfrentou acusações de limpeza étnica em Jabalia. Especialistas das Nações Unidas e vários grupos de direitos humanos também afirmaram que Israel está a levar a cabo um genocídio contra os palestinos em Gaza.

“O terrorismo (na Cisjordânia) e o terrorismo de Gaza e do Irão é o mesmo terrorismo – e deve ser derrotado”, acrescentou Smotrich na segunda-feira, de acordo com o Times of Israel.

Desde o início da guerra em Gaza, em Outubro de 2023, Israel intensificou a sua repressão aos palestinianos na Cisjordânia ocupada, matando centenas de pessoas. O ano passado também assistiu a um aumento ataques de colonos.

Homens armados palestinianos – alguns associados ao Hamas e à Jihad Islâmica Palestiniana – também realizaram ataques contra soldados e colonos israelitas no território ocupado nos últimos meses.

Abu Obeida, porta-voz das Brigadas Qassam do Hamas, saudou o tiroteio de segunda-feira, dizendo que os esforços de Israel e dos seus agentes para impedir que os “heróis da Cisjordânia” apoiem Gaza estão “destinados ao fracasso”.

“O inimigo deve saber que nunca desfrutará de segurança até que o nosso povo tenha segurança”, disse Abu Obeida num comunicado.

Hamdah Salhut, da Al Jazeera, disse que uma caçada humana aos suspeitos do ataque de segunda-feira está em andamento na Cisjordânia ocupada.

Reportando de Amã, Jordânia, porque o Autoridade Palestina suspendeu as operações da Al Jazeera na Cisjordânia ocupada, Salhut disse que as autoridades israelenses fecharam várias estradas e bloquearam muitas áreas em suas buscas.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que as forças israelenses capturarão os agressores.

“Alcançaremos os desprezíveis assassinos e os levaremos à justiça, assim como todos os que os ajudaram”, escreveu ele em um post no X. “Ninguém será poupado”.

A Corte Internacional de Justiça (CIJ) decidiu em uma opinião consultiva em Julho que a presença de Israel em Gaza e na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, é ilegal e deve terminar “o mais rapidamente possível”.

Alon Liel, antigo diretor-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, disse que, no meio da escalada da violência na região, muitos israelitas estão a aceitar que “não há alternativa” ao combate, especialmente entre os mais jovens.

“É uma atitude muito perigosa que está se desenvolvendo aqui”, disse Liel à Al Jazeera na segunda-feira.

“Precisamos de uma mudança fundamental no pensamento de Israel e talvez também de uma mudança fundamental na atitude da comunidade internacional (em relação) ao conflito.”



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS