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Tribunal argentino mantém pena de 6 anos e inabilitação de Cristina Kirchner – 13/11/2024 – Mundo

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Já era esperado, mas não deixou de ser um revés. A Justiça da Argentina manteve nesta quarta-feira (13) a sentença de seis anos de prisão e inabilitação perpétua para concorrer a cargos públicos contra Cristina Kirchner, ex-presidente e um dos personagens políticos de maior peso no país, em um caso de corrupção em obras públicas.

A decisão foi validada por um tribunal de revisão de foro penal, e agora praticamente se esgotam as alternativas para Cristina. Sua última chance é recorrer ao Supremo argentino —e ela indica que assim o fará. A pena só se faria cumprir quando se esgotarem todos os recursos.

O caso em questão é apelidado de Vialidad, no qual se investigou um esquema de desvio de dinheiro público e favorecimento do empresário Lázaro Báez na província de Santa Cruz, ao sul do país.

O promotor do caso havia antes pedido que Cristina fosse considerada culpada de associação ilícita e administração fraudulenta em prejuízo do Estado, com pena de 12 de anos de prisão. Em dezembro de 2022, meses após Cristina ser alvo de uma tentativa de assassinato, a Justiça a absolveu da primeira acusação, mas a considerou culpada por fraude contra o Estado e decretou pena de seis anos de prisão.

Cristina então era vice-presidente, e com isso se tornou a primeira ocupante desse cargo a ser condenada por corrupção enquanto o exercia. Desde antes disso, a peronista acusa o sistema de Justiça do país de praticar lawfare (uso da lei para fins políticos).

Do lado de fora do tribunal onde foi anunciada a decisão desta quarta-feira, o conhecido “Comodoro Py”, diversos militantes kirchneristas participavam de uma espécie de aula pública sobre esse tema.

O advogado Juan Grabois, figurinha carimbada em protestos, liderou o ato. A ex-deputada federal Manuela d’Ávila viajou do Brasil a Buenos Aires e também participou.

A decisão volta a chamar a atenção para Cristina por alguns fatores. Há poucos dias anunciou-se que ela presidirá o Partido Justicialista (PJ), componente de peso do emaranhado do peronismo. E disso veio um novo indicador: que ela não pretende largar a vida pública.

A Argentina terá eleições de meio de mandato em 2025 para renovar algumas cadeiras do Congresso. Os partidos, entre eles o do presidente Javier Milei, o Liberdade Avança, já se organizam em prol disso para tentar aumentar seu poder no Legislativo. E agora cogita-se que Cristina Kirchner poderia concorrer.

Cerca de uma hora após o anúncio judicial desta quarta-feira, Milei se pronunciou com mensagem nas redes sociais em que dizia “Todo llega”, algo como “tudo vem”, ou “tudo chega em seu momento”.

Cristina não irá presa, apenas quando se esgotarem todos os seus recursos (no caso, a Corte Suprema de Justiça). Por ter mais de 70 anos (está com 71), poderia pedir para cumprir a pena em casa.

Mas o peso simbólico da condenação ainda reside sob a figura da política que presidiu o país por dois mandatos (2007-2015) e depois foi vice de Alberto Fernández, com quem tinha uma relação muito desgastada, para dizer o mínimo, de 2019 a 2023.

Ela divulgou uma extensa carta nesta terça-feira (12) na qual dizia que não haveria surpresa na decisão, já que não há parcialidade dos juízes e que é alvo de uma perseguição da mídia e da Justiça.

Cristina não compareceu ao tribunal. Minutos antes da audiência, publicou vídeo no X como quem diz que não está prestando atenção no que está acontecendo ali. “A caminho de Moreno [cidade na província de Buenos Aires], onde vou ter uma atividade com 400 mulheres; nos vemos”, escreveu, ao lado de um emoji de coração, e saiu rapidamente.

Para chegar à decisão a Justiça analisou trocas de mensagens e a relação dos Kirchner com o empresário Lázaro Báez —também ele condenado à prisão, mas a uma pena de 12 anos de reclusão.

Mas um dos elementos mais fortes da investigação foi um decreto assinado em 2009, quando Cristina chefiava a Casa Rosada, e que foi visto como um facilitador para corrupção em obras rodoviárias ao desburocratizar a fiscalização do processo de concessões.

A defesa de Cristina afirmou que não havia parcialidade dos juízes mas também que o caso já teria sido julgado por tribunais de Santa Cruz e negado, de modo que não deveria novamente ser avaliado, desta vez em Buenos Aires pela Justiça nacional.

Cristina se compara a figuras como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso por 580 dias mas que depois teve suas condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela diz que ambos são (ou foram) perseguidos políticos.

“São casos que revelam uma trama de setores e interesses econômicos, geopolíticos e midiáticos que acusam e perseguem judicialmente a quem os desafia com um modelo político, econômico e social distinto ao do status quo”, escreveu em sua carta.

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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