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Trinta e cinco anos após a queda do muro, a Berlim liberal perdeu o brilho
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Sob a Oberbaumbrücke, a grandiosa ponte neogótica sobre o Spree que marca a antiga fronteira entre Berlim Ocidental (distrito de Kreuzberg) e Berlim Oriental (Friedrichshain), fazemos fila, nesta noite de outubro, para entrar no Watergate. Esperar no escuro para entrar na famosa boate é um ritual da noite berlinense. Quase um rito de passagem de um mundo para outro, que tem seus códigos precisos. Depois que o teste do segurança for aprovado, as câmeras do telefone serão cuidadosamente cobertas com um adesivo opaco. Nos dois andares da discoteca com a sua imensa fachada de vidro voltada para o rio, DJs quatro estrelas actuam naquela noite sob as coloridas luzes de néon. Dançamos, brincamos e consumimos em excesso, longe das redes sociais. Todas as noites, de quinta a domingo, o ritmo techno arrebata os corpos e desliga as mentes, apagando toda a noção de tempo. Esta experiência, um emblema da cultura pop alemã a nível internacional, é também um bem económico essencial para a cidade.
Esta era está chegando ao fim? O Watergate, que junto com o Berghain é um dos clubes berlinenses mais famosos do mundo, fechará as portas no final do ano, após vinte e dois anos de existência. A causa: o choque da pandemia de Covid-19, que quebrou a dinâmica da vida noturna de Berlim, mas também o aluguer exigido pelo proprietário do imóvel, que explodiu, como em toda a cidade. Wilde Renate, outro conhecido endereço hospedado pelo mesmo investidor, também deverá fechar em 2025.
Para os milhões que perseguem o techno, a imagem é fácil. Isto é apenas parte da verdade: historicamente, os clubes sempre migraram para a cidade à medida que ela se desenvolvia. Contudo, o encerramento de Watergate marca claramente uma ruptura. A capital alemã, há muito adorada como “pobre mas sexy”segundo a expressão formulada em 2004 pelo seu ex-prefeito, Klaus Wowereit, está em crise. Como reflexo da Alemanha que tanto beneficiou do mundo aberto resultante da queda do muro, há apenas trinta e cinco anos, em 1989, a Berlim liberal perdeu singularmente o seu brilho.
Kreuzberg, “é um filme de terror”
Questionado pelo jornal Berliner Zeitungquarta-feira-setembroUlrich Wombacher, um dos três fundadores do Watergate, justificou o encerramento do clube explicando o quanto o distrito de Kreuzberg, em particular, se tinha deteriorado. “Não há mais nada de sexy nisso, é um filme de terror. (…) Kreuzberg tem um problema real com drogas, com muitos moradores de rua, crime, sujeira e outros males sociais visíveis. Quando o turismo de discotecas e festas pára, é óbvio”explica o ex-DJ. A frequência aos clubes caiu; festivais, onde grandes DJs se apresentam para um público maior, agora competem com eles. “Durante muito tempo pensamos que éramos insubstituíveis. Mas por que os clubes não deveriam ser um fenômeno transitório? A cultura do clube é extremamente frágil”, corta o Sr. Wombacher, que comemorou seu 50º aniversário em 2023.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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