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Trump, a bola de demolição, traz o caos à ordem, executando um desfile de queixas | Inauguração de Donald Trump

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David Smith in Washington

Quando o obituário do planeta Terra for escrito, poderá haver um espaço de destaque para o que aconteceu numa arena de basquete e hóquei no gelo no centro de Washington, em 20 de janeiro de 2025.

Foi aqui que, com um aceno de cabeça torto e um giro alegre da caneta, Donald Trump novamente retirou os EUA do acordo climático de Paris à alegria e júbilo de 20.000 espectadores aparentemente indiferentes ao destino do pálido ponto azul onde vivem.

“Vamos poupar mais de um bilião de dólares ao retirarmo-nos desse tratado”, afirmou um assessor a pedido de Trump, dando a entender que ver o mundo arder é um pequeno preço a pagar.

Este foi o momento em que realmente atingiu o alvo. Trump está de volta. A bola de demolição humana que deixou um trilha de caos e divisão em seus primeiros quatro anos voltou com força total. A América votou a favor disto. As pessoas vão se machucar.

O primeiro lote de ordens executivas de segunda-feira, contidas em pastas pretas, também foi um lembrete do apetite insaciável de Trump por espetáculo. Sua posse e desfile de inauguração foram levados para dentro de casa por causa do frio extremo. Naturalmente ele viu uma oportunidade de transformá-lo em um reality show.

“60ª posse presidencial” estava escrito em vermelho e dourado em telas eletrônicas. Um tapete vermelho cobria o chão. Um gigantesco estande de revisão, semelhante a um desenho animado, foi montado com um enorme selo presidencial, um púlpito e uma pequena escrivaninha.

Os atos de aquecimento incluíram Elon Musk, aliado de Trump e homem mais rico do mundo, que encerrou seu discurso batendo a mão direita no peito e depois levantando o braço direito em uma diagonal para cima, no que é educadamente chamado de saudação romana, que chato semelhança com muitos a uma saudação fascista. Musk, que cresceu sob o regime racista do apartheid na África do Sul, dirigia-se a um público maioritariamente branco.

Os membros da primeira família ocuparam seus lugares, seguidos pelo vice-presidente, JD Vance, e sua família. Depois vieram Trump e sua esposa, Melania, usando um chapéu azul-marinho, casaco trespassado e saia lápis com blusa marfim, enquanto uma banda tocava Hail to the Chief para ele, como nos velhos tempos.

Então a multidão gritou “Lute! Lutar! Lutar!” e Trump juntou-se a nós, erguendo o punho na repetição de a tentativa de assassinato que ele sobreviveu em Butler, Pensilvânia, no verão passado.

Apropriadamente, os socorristas de Butler foram os primeiros no desfile, um evento modesto que aconteceu em um espaço menor que uma quadra de basquete. Houve um momento de silêncio para Corey Compatore, um apoiador de Trump que morreu no tiroteio.

Então veio o Academia Militar de Nova York (Trump formou-se em 1964) e policiais e bombeiros de Palm Beach, Flórida, que um locutor observou ser “o lar de algumas das pessoas mais prestigiadas do mundo, incluindo o presidente Donald J Trump!” Eles foram seguidos pelos busbies, kilts e gaitas de foles da Emerald Society Pipes and Drums do Departamento de Polícia da cidade de Nova York.

O enviado de Trump para o Médio Oriente, Steve Witkoffapresentou as famílias dos reféns detidos pelo Hamas em Gaza. Usando lenços amarelos, eles passaram pela arquibancada e apertaram a mão de Trump, um por um, e então ficaram diante da multidão para aplaudir. Alguns seguravam fotos de entes queridos desaparecidos enquanto a multidão gritava: “Traga-os para casa, traga-os para casa”.

Foi um lembrete de que Trump nunca é avesso a explorar a dor pública para obter ganhos políticos. “Temos que trazê-los para casa”, disse ele do púlpito, antes de começar: “E esta noite vou assinar o perdão dos reféns J6 para tirá-los de lá”. Num instante ele confundiu os reféns de Gaza com os insurgentes pró-Trump de 6 de janeiro de 2021.

Depois da relativa disciplina do seu discurso inaugural, Trump voltou à trama, uma confusão de ideias desconexas com toda a coerência daquilo a que John Bolton, o seu antigo conselheiro de segurança nacional, chama “uma série de flashes de neurônios”. Ele se vangloriou de sua vitória eleitoral e reciclou falsas alegações de fraudes anteriores.

Os 45º e 47º presidentes procederam à apresentação a primeira famíliaum grupo que mais uma vez terá grande importância nos próximos quatro anos. Houve agradecimentos à nora Lara Trump, que era copresidente do Comitê Nacional Republicano, ao filho Don Jr, à filha Ivanka e seu marido, Jared Kushner, e à filha Tiffany, que está grávida.

“E então eu tenho um muito alto filho chamado Barron”, disse o presidente. O magro jovem de 18 anos levantou-se, acenou e deu um soco no ar, recebendo uma das maiores comemorações da noite. Ele colocou a mão no ouvido, querendo mais, e levantou o polegar, com um sorriso malicioso e exalando uma arrogância que de alguma forma era mais Trumpy do que o próprio Trump. O amanhã pertence a mim?

Trump disse com orgulho paternal: “Ele conhecia o voto dos jovens”, e afirmou falsamente: “Sabe, ganhámos o voto dos jovens por 36 pontos”.

Seu golfe neta Kai também recebi uma verificação de nome. Mas e o pobre Eric? O segundo filho ficou de fora mais uma vez. Ele permaneceu sorrindo no depoimento, mesmo quando devia estar morrendo por dentro.

As famílias reféns foram forçado a ficar pacientemente durante mais de 25 minutos enquanto Trump divagava sobre a imigração ilegal, o preço das maçãs, o “perturbado” Jack Smith, a ausência de impostos sobre as gorjetas e as quatro palavras mais bonitas da língua inglesa: Deus, religião, amor e tarifas.

Sem esquecer o petróleo e o gás. “Não vamos fazer a coisa do vento”, disse ele. “Então, se você gosta de baleias, também não quer moinhos de vento. Eles são, de longe, a forma de energia mais cara que você pode ter e, aliás, são todos fabricados na China, praticamente todos eles. E eles matam seus pássaros e arruínam suas belas paisagens.”

Ele ziguezagueou de volta às queixas e aos rebeldes de 6 de janeiro, queixando-se amargamente de que nada tinha acontecido aos manifestantes em Portland e Minneapolis (presumivelmente uma referência às manifestações Black Lives Matter de 2020). No que poderia ser um mantra para Maga, ele acrescentou: “Não, não vamos mais tolerar essa porcaria”.

Trump perguntou: “Alguém já ouviu falar de Kamala?” e passou a oferecer uma impressão zombeteira da voz do ex-presidente Joe Biden antes de finalmente sentar-se à pequena mesa. Foi puro teatro enquanto ele assinava cada pedido e depois mostrava sua assinatura extravagante para a multidão, que gritava em aprovação como se estivesse assistindo Maga’s Got Talent.

“Você poderia imaginar Biden fazendo isso? Acho que não”, disse ele, brandindo uma das pastas pretas. Não, não poderíamos.

Trunfo assinou uma recessão de 78 ordens e ações da era Biden bem como directivas sobre o custo de vida, a censura e o “armamento do governo contra os adversários da administração anterior”. E, como tinha anunciado minutos antes, retirou-se da “rouba injusta e unilateral do acordo de Paris”.

Graças a Trump, os EUA juntar-se-ão ao Irão, à Líbia e ao Iémen como os únicos quatro países não é parte do acordo de Paris. Aparentemente, esta é uma grande vitória para os homens e mulheres esquecidos da América. Assim que as ordens foram assinadas, o presidente comemorou jogando as canetas para a multidão, desencadeando uma confusão como se fosse um home run de beisebol.

Vance gargalhou e deu um tapa nas costas do chefe. Trump ergueu o punho e houve outro grito de “EUA! EUA! EUA!” Há oito anos, ele estava disposto a aceitar a carnificina americana. Agora ele e seu movimento Maga parecem prontos para incendiar o mundo.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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