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Trump aposta no dumping socioambiental – 29/01/2025 – Opinião
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2 anos atrásem
Vinicius Prates
A promessa que seduziu a maioria dos eleitores de Donald Trump foi basicamente a de retirar os Estados Unidos de uma ordem global que, do ponto de vista de uma parcela importante da classe média, parou de funcionar.
Se assim podemos chamar, uma espécie de “americanexit” —a saída efetiva (mesmo que não formal) de qualquer organismo de governança multilateral, política, militar, climática ou econômica. Sob esse princípio geral, estão duas proposições que serão mais bem compreendidas se tomadas em conjunto, perceptíveis ao aceder às conjunções entre o ambiental e o social requeridas no Antropoceno.
Trata-se das promessas de expulsar imigrantes, por um lado, e, por outro, reverter os programas de transição energética. Ambas são programas de instauração de um regime de superexploração, da força de trabalho e da natureza. No caso dos estrangeiros, é preciso que se diga com todas as letras: não existe hipótese de que as expulsões representem mais do que uma parcela pequena dos imigrantes ilegais. Tentar elevar esse número à casa dos milhões só seria obtido a partir da disseminação de brutalidades registradas apenas em guerras civis catastróficas.
Mas qual a vantagem de expatriar, digamos, algumas dezenas de milhares? Além do conhecido expediente da criação de uma alteridade para reforçar a identidade própria, o objetivo é pressionar a mão de obra mais vulnerável por meio de um intrincado e ambíguo sistema de permissões temporárias de permanência. Os estrangeiros não vão embora, isso colapsaria em muitos aspectos a economia e a sociedade americanas —eles simplesmente vão ser mais apertados.
Outro aspecto, que está relacionado a este primeiro, é o fim da perspectiva de transição energética. O Green Deal de Joe Biden foi vendido pelos republicanos, durante a campanha, como um fracasso causador da inflação que fez a popularidade dos democratas despencar. Trump prometeu enfatizar a exploração de fontes de energia fóssil pelo infame método de “fracking”. Nele, água adicionada de componentes químicos é injetada no solo em alta pressão para fraturar a rocha e extrair o óleo. Tudo isso para lançar carbono na atmosfera. Uma tragédia ambiental, mas que garante energia barata.
Esses dois fatores, que na verdade convergem para o mesmo princípio, o de superexploração socioambiental, estão sendo usados como uma espécie de hedge contra os desarranjos econômicos e tendências inflacionárias, temidos pelos economistas, que adviriam do aumento expressivo de barreiras tarifárias protecionistas e outras formas de isolamento. A extração de energia suja e barata de “fracking oil” e a exploração de serviços básicos de uma população oprimida são a fórmula canhestra de um projeto que mira o passado.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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