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Trump é fascista e elogia Hitler, diz ex-chefe de gabinete – 23/10/2024 – Mundo

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Fernanda Perrin

Uma série de ex-aliados e integrantes do governo Donald Trump vieram a público nos últimos meses alertando sobre os riscos de seu retorno à Casa Branca. Agora, foi a vez de John Kelly, o chefe de gabinete mais longevo do empresário –de julho de 2017 a janeiro de 2019.

Em duas entrevistas, uma ao New York Times e outra à revista The Atlantic, Kelly –um general aposentado– define Trump como um fascista e diz que o empresário costumava dizer que queria que “seus generais” fossem como os de Hitler.

“Ele comentou mais de uma vez que, ‘sabe, Hitler fez algumas coisas boas também’”, disse. Segundo o militar, mais de uma vez ele explicou ao ex-presidente os problemas desse tipo de declaração, assim como o fato de generais do ditador alemão terem conspirado para matá-lo.

Kelly também rememora ter precisado explicar em vários momentos pontos básicos da Constituição e da história a Trump. Por exemplo, quando o ex-presidente teria perguntado a ele para lembrá-lo “quem eram mesmo os mocinhos” da Primeira Guerra Mundial.

O ex-chefe de gabinete diz ainda que o empresário não aceitava a ideia de que a lealdade primária de um militar nos EUA é à Constituição, firmando em juramento feito pela categoria.

“Trump nunca aceitou o fato de que ele não era o homem mais poderoso do mundo —e por poder, quero dizer a capacidade de fazer qualquer coisa que ele quisesse, a qualquer momento”, disse Kelly ao Times. “Acho que ele adoraria ser como era nos negócios —ele podia mandar as pessoas fazerem coisas, e elas faziam, sem se preocupar muito com questões legais e afins.”

O general aposentado afirmou que o que o motivou a vir a público agora foram as declarações recentes de Trump sobre usar militares americanos contra o “inimigo interno”.

Segundo Kelly, durante o primeiro ano de governo do empresário, foi necessário explicar a ele diversas vezes por que ele não deveria usar as Forças Armadas contra cidadãos americanos e as limitações legais a esse uso.

O general aposentado também confirmou relatos que circulam há nos de que Trump chamou militares americanos feridos ou mortos em combate de “perdedores”. Segundo Kelly, o ex-presidente também rejeitava aparecer ao lado de veteranos de guerra com deficiência –que perderam um membro, por exemplo.

Questionado pelo Times se acha que o ex-chefe tem alguma empatia, Kelly respondeu: “não”.

As declarações se somam a de outros ex-membros do governo Trump e republicanos contrários ao ex-presidente. Nesta semana, Kamala Harris fez campanha, por exemplo, ao lado de Liz Cheney, filha de Dick Cheney, vice-presidente dos EUA sob George W. Bush.

Depois de um hiato com a desistência de Joe Biden da corrida, a campanha democrata retomou os ataques ao ex-presidente como uma ameaça à democracia. A estratégia busca não só motivar democratas e independentes a escolherem Kamala, mas também republicanos que têm reservas em relação ao empresário.



Leia Mais: Folha

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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre

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2026.09.18 Seminário PPGLI (2).jpg

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.

Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.

As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.

“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”

A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Painel do Inova Amazônia aborda empreendedorismo feminino — Universidade Federal do Acre

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Painel Empreendedorismo Feminino, Summit-2026 (2).jpeg

O painel “Empreendedorismo Feminino: Mulheres que Movem a Amazônia” ocorreu no âmbito da programação do  Inova Amazônia Summit-2026, nessa quinta-feira, 17, no auditório Curupira, campus-sede da Ufac. Empreendedoras e pesquisadoras debateram inovação, perspectivas de mercado na Amazônia, superação de barreiras estruturais e liderança feminina na consolidação de negócios sustentáveis.

A discussão foi moderada pela analista Valéria Vidal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. Participaram do painel Mareílde Freire (Saboaria Rondônia), Pâmela Pimentel (Amazonzyme), Márcia Werle (Bioassu Bioindústria), Valda Gonçalves (Engenho), Clarice Maia (Antibiose) e Ana Euler (diretora da Embrapa).

O Summit-2026 é promovido pelo Sebrae-AC, com palestras e oficinas em diversos espaços do campus-sede. O evento começou na quinta-feira, 17, e prossegue até sábado, 19.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Do Luto à Luta’ em 22/10 — Universidade Federal do Acre

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Doc Autismo-Do Luto à Luta (2).jpg

O programa “Mãepeutas: Vozes Plurais, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, lança, em 22 de outubro, às 18h, na Biblioteca Pública Estadual, o documentário “Autismo: Do Luto à Luta”, dirigido por Felipe Almeida.

O filme foi feito a partir da coleta de depoimentos de histórias reais de luta, dor e superação. Pretende dar voz a mães atípicas do contexto acreano e mostrar seus desafios em meio à luta que é cuidar e educar uma criança com transtorno do espectro autista.



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