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Trump encerra ações afirmativas nos EUA – 22/01/2025 – Mundo
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Donald Trump decidiu nesta terça-feira (21) acabar com ações afirmativas em contratos federais e determinou que todos os funcionários de diversidade, equidade e inclusão sejam colocados em licença remunerada e, eventualmente, demitidos.
As mudanças seguem uma ordem executiva assinada por Trump em seu primeiro dia de mandato, ordenando um desmantelamento abrangente dos programas de diversidade e inclusão do governo federal, que abrangem desde treinamento antipreconceito até financiamento para fazendeiros e proprietários de imóveis de minorias. Trump chamou os programas de “discriminação” e insistiu em restaurar a contratação estritamente “baseada em mérito”.
A ordem executiva revoga uma outra ordem, emitida pelo presidente Lyndon Johnson, e restringe programas de igual teor por contratantes federais e beneficiários de subsídios.
O Escritório de Gestão de Pessoal, em um comunicado nesta terça, orientou as agências a colocarem os funcionários em licença remunerada até as 17h de quarta-feira e remover todas as páginas públicas focadas em ações afirmativas no mesmo prazo.
Vários departamentos federais removeram as páginas antes mesmo do comunicado. As agências também devem cancelar qualquer treinamento de igual teor e encerrar quaisquer contratos relacionados, e os funcionários federais estão sendo solicitados a relatar ao Escritório de Gestão de Pessoal se suspeitarem de qualquer programa relacionado.
Até quinta-feira, as agências federais são direcionadas a compilar uma lista de escritórios e trabalhadores federais a partir do Dia da Eleição. Até a próxima sexta-feira, espera-se que eles desenvolvam um plano para executar uma “ação de redução de força” contra esses trabalhadores federais. As informações foram reveladas pela CBS News.
A medida ocorre após a ordem executiva de segunda-feira acusar o ex-presidente Joe Biden de forçar programas de discriminação em praticamente todos os aspectos do governo federal por meio de programas de diversidade, equidade e inclusão.
Essa medida é a primeira salva de uma campanha agressiva para acabar com os esforços de inclusão em todo o país, incluindo a utilização do Departamento de Justiça e outras agências para investigar empresas privadas que buscam práticas de treinamento e contratação que os críticos conservadores consideram discriminatórias contra grupos não minoritários, como homens brancos.
A ordem executiva continua de onde a primeira administração de Trump parou: um dos atos finais de Trump durante seu primeiro mandato foi proibir contratados de agências federais e beneficiários de financiamento federal de conduzir treinamento antipreconceito que abordasse conceitos como racismo sistêmico. Biden prontamente rescindiu essa ordem em seu primeiro dia no cargo e emitiu um par de ordens executivas — agora rescindidas — delineando um plano para promover inclusão em todo o governo federal.
Embora muitas mudanças possam levar meses ou até anos para serem implementadas, a nova agenda anti-inclusão de Trump é mais agressiva do que a primeira e vem em meio a um terreno muito mais favorável no mundo corporativo. Empresas proeminentes, do Walmart ao Facebook, já reduziram ou encerraram algumas de suas práticas de diversidade em resposta à eleição de Trump e aos processos judiciais apoiados pelos conservadores contra elas.
A ordem de Trump destruirá imediatamente o amplo esforço de Biden para incorporar práticas de diversidade e inclusão na força de trabalho federal, a maior do país, com cerca de 2,4 milhões de pessoas.
Biden havia ordenado que todas as agências desenvolvessem um plano de diversidade, emitissem relatórios anuais de progresso e contribuíssem com dados para um painel de todo o governo para rastrear tendências demográficas em contratações e promoções.
A administração também criou um departamento para supervisionar a implementação do plano. O governo divulgou seu primeiro relatório de progresso em 2022 que incluía dados demográficos para a força de trabalho federal, que é cerca de 60% branca e 55% masculina no geral, e mais de 75% branca e mais de 60% masculina no nível executivo sênior.
A ordem executiva de Trump descartará planos de equidade desenvolvidos por agências federais e encerrará quaisquer funções ou escritórios dedicados à promoção da diversidade. Incluirá a eliminação de iniciativas como treinamento relacionado a DEI ou metas de diversidade em avaliações de desempenho.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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