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Trump reinaugura a era das bravatas – 12/01/2025 – Opinião
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Prestes a tomar posse para o segundo mandato, Donald Trump se exercita nas bravatas geopolíticas. O republicano falastrão faz insinuações ameaçadoras sobre a Groenlândia, o canal do Panamá e o Canadá.
Ninguém que tenha acompanhado seu primeiro governo, batido na eleição de 2020, deveria se surpreender com isso. Propagar intimidações integra o código de vestimenta do populismo universal, seguido a rigor por Trump.
Na década passada, o então estreante na Casa Branca prometia endurecer com a Europa, a China e o regime iraniano. Encenou uma pantomima com o ditador norte-coreano a pretexto de pacificar o país comunista.
Os quatro anos da administração se passaram sem nenhum grande feito da política externa norte-americana. Irã e Coreia do Norte mantiveram a marcha belicosa, China e Rússia expandiram sem embaraço as suas ambições de influência regional.
Agora a retórica trumpista regride ao nacionalismo fragmentário do século 19, em que cada potência se dedica ao seu quintal. Para deter chineses e russos no extremo norte, o presidente eleito predica que os Estados Unidos passem a controlar a Groenlândia dinamarquesa e, por que não, também o Canadá.
Tomar posse da passagem escavada entre o Atlântico e o Pacífico, hoje sob soberania do Panamá, também seria uma medida necessária, segundo a cartilha ultrapassada, para evitar o predomínio da China neste hemisfério.
A experiência do primeiro governo e as dificuldades práticas da “agenda” recomendam não tomar ao pé da letra as quixotadas de Trump. A tediosa e metódica execução das prioridades de governo não faz parte do seu estilo.
O político a ser empossado no próximo dia 20 não costuma se comprometer com nada que não possa ser desfeito ou esquecido na manhã seguinte. O que mais lhe importa é manter o frenesi das cruzadas imaginárias.
Nem sequer as promessas mais constantes, de dar um choque nas tarifas de importação e na política migratória, deveriam ser consideradas absolutas diante do óbvio risco inflacionário, e portanto político, que implicam.
No front externo, as relações entre as nações estão hoje bem mais esgarçadas do que quando Donald Trump assumiu o primeiro mandato, em 2017. A margem para trapalhadas na diplomacia se reduziu e aumentaram os custos da irresponsabilidade.
Custos e incertezas em elevação, nas finanças e na política mundiais, é o que se pode esperar com maior probabilidade da segunda passagem de Donald Trump pela Presidência dos Estados Unidos. Mesmo que ao final não implemente as ideias destrutivas que aventou, ele no poder já é garantia de instabilidade.
É uma pena que o governo do Brasil continue a endividar-se como se não houvesse amanhã mesmo com um novo período de turbulências globais no horizonte imediato. Há tempo, contudo, para aumentar as defesas.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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