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Tsunami na Indonésia faz 20 anos; leia testemunhos – 25/12/2024 – Mundo
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1 ano atrásem
Nelson de Sá
Em abril passado, um alerta de tsunami assustou outra vez a Indonésia, levando centenas de pessoas a deixarem suas casas.
A previsão não se concretizou. Mas lembrou o quanto a população teme a devastação desde o maremoto que matou mais de 167 mil indonésios, segundo as autoridades do país, na manhã de 26 de dezembro de 2004, com ondas de 30 metros.
O governo realiza uma cerimônia para rememorar o ocorrido na província mais atingida, Aceh, nesta quinta-feira (26).
O tsunami foi causado por um sismo de magnitude 9.1 ocorrido num ponto do oceano Índico próximo a Aceh. Ele teria deixado 228 mil mortos no total, atingindo também Tailândia, Sri Lanka e até a costa da África, onde se calcula que tenham morrido 300 pessoas. É dado como o pior desastre natural deste século.
A Folha ouviu indonésios sobre o que houve há 20 anos e a marca que a catástrofe deixou.
Bustanul Arifin, 32, era um pré-adolescente em Aceh na época. “Vivi e testemunhei a tragédia, foi um dos momentos mais sombrios da minha vida”, diz. “Vi os corpos ao meu redor. É o que eu nunca vou esquecer. Eu dormi na mesquita Baitur Rahman, e ao meu lado também havia muitos corpos. Você sentia o cheiro de coisa ruim.”
Ele narra a volta à escola, semanas depois. Muitos dos colegas tinham perdido os pais. “Eles não tinham mais família. Muitos em Aceh cresceram sem pai, mãe, sem a irmã.”
Arifin agora está na Universidade Curtin, na Austrália, buscando seu doutorado, e consegue ver algo positivo no episódio. “Aceh experimentou conflitos armados por três décadas, um dos maiores no Sudeste Asiático. O tsunami influenciou o governo e o grupo insurgente a conversar e solucionar os conflitos.”
Ele também afirma que depois da catástrofe houve investimento em infraestrutura e na recuperação das cidades. “A atividade econômica se ampliou e é hoje muito, muito boa.”
Lá Fora
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Ifdhal, 41, era estudante de jornalismo e afirma se recordar que, no distrito de Lhoknga, procurou durante dias por seus pais. Árvores bloqueavam as ruas. “Meus pais também foram mártires, muitos parentes se tornaram vítimas”, conta.
Engajou-se numa organização de apoio às vítimas e, após um ano, editou um vídeo sobre o assunto. “Eu não podia ver, imediatamente começava a chorar, porque imaginava meus pais.”
Os irmãos Fauzi, 38, e Fitria Julita, 37, estavam terminando o ensino médio quando o tsunami varreu Aceh. Também ficaram marcados pela lembrança dos colegas que perderam toda a família. Mais de mil escolas foram atingidas.
Fauzi morava a um quilômetro da praia e precisou correr das águas para se salvar.
Milhares de turistas estrangeiros também morreram ou desapareceram, o que afetou resorts de areias brancas e atraiu extensa cobertura da mídia ocidental para o incidente —e até filme hollywoodiano, “O Impossível” (2012), com Naomi Watts e Ewan McGregor, o maremoto inspirou.
De acordo com livros como “Tsunami: The World’s Greatest Waves” (tsunami, as maiores ondas do mundo), publicado em 2021, esse foi não apenas o pior desastre natural deste século, mas “o maior na era moderna”.
Deixou muitos prédios no chão, sobretudo aqueles na orla, em Aceh. A mesquita de Rahmatullah ficou de pé, no entanto, tornando-se assim símbolo da resistência da região.
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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
23 de dezembro de 2025Notícias
publicado:
23/12/2025 07h31,
última modificação:
23/12/2025 07h32
Confira a nota na integra no link: Nota Andifes
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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.
Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.
Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”
A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”
O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”
A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”
Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”
Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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18 de dezembro de 2025A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.
A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.”
Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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