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Tudo o que você precisa saber sobre a doença viral – DW – 22/10/2024

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A poliomielite é uma doença viral muito contagiosa causada pelo poliovírus. Pode causar incapacidade permanente e até morte, especialmente em crianças menores de cinco anos.

Existem dois tipos de poliomielite presentes no mundo hoje: o poliovírus selvagem e o poliovírus derivado da vacina. Esta última se origina de uma vacina oral contra a poliomielite, conhecida como vacina Sabin, ou OPV.

O poliovírus selvagem foi erradicado na maioria dos países, com exceção do Afeganistão e do Paquistão. O poliovírus derivado da vacina foi encontrado no Iémen e na África Central.

Tanto a forma selvagem quanto a derivada da vacina possuem três tipos de vírus – tipos 1, 2 e 3.

Embora a poliomielite derivada da vacina possa assumir a forma de qualquer um dos três tipos, o tipo 1 é a única forma remanescente de poliovírus selvagem.

Os tipos 2 e 3 foram declarado erradicado em 2015 e 2019.

Embora todos os tipos de poliovírus selvagem possam causar os mesmos sintomas, existem diferenças na forma como podem ser prejudiciais e a imunidade a um tipo não protege contra os outros tipos.

Pessoas com respiradores em um pronto-socorro de poliomielite em 1955
Em uma enfermaria de emergência contra poliomielite em 1955, em Boston, pacientes críticos são alinhados próximos uns dos outros em respiradores pulmonares de ferro.Imagem: Aliança AP Foto/imagem

Quais são os sintomas?

A maioria das pessoas infectadas com poliomielite são assintomáticas. Cerca de uma em cada quatro pessoas apresenta sintomas semelhantes aos da gripe, como dor de garganta, febre, dores de cabeça ou de estômago. Geralmente, esses sintomas desaparecem por conta própria após dois a cinco dias.

Embora raro, uma percentagem muito pequena — menos de 1% — de pessoas infectadas com o poliovírus apresenta sintomas muito perigosos, como paralisia permanente, que pode levar a uma incapacidade permanente, e até à morte, quando o vírus afecta os músculos necessários para respirar.

Às vezes, as crianças que parecem estar totalmente recuperadas podem mais tarde, quando adultas, desenvolver a síndrome pós-poliomielite, que se caracteriza por novas dores musculares, fraqueza ou mesmo paralisia.

Como a poliomielite é transmitida?

O vírus infecta os intestinos e a garganta de uma pessoa. Pode sobreviver lá por muitas semanas. Ele se espalha pela comunidade por meio do contato com gotículas respiratórias ou fezes de uma pessoa infectada.

Em locais com saneamento precário, o vírus também pode contaminar alimentos e água potável.

As pessoas infectadas podem transmitir o vírus a outras pessoas logo antes do aparecimento dos sintomas e até duas semanas depois.

Um profissional de saúde administra vacina oral contra a poliomielite a uma criança
Um profissional de saúde administra vacina oral contra a poliomielite a uma criança durante uma campanha de vacinação em fevereiro em Chennai, ÍndiaImagem: Arun Sankar/AFP/Getty Images

Onde a poliomielite está presente hoje?

A poliomielite ainda não foi erradicado em todo o mundo – a forma selvagem do vírus ainda existe em Afeganistão Gaza e Paquistão. E embora África foi considerada livre da poliomielite selvagem desde Agosto de 2020, foram notificados casos importados no Malawi e Moçambique .

Em Julho de 2022, os EUA notificaram o seu primeiro caso de poliomielite derivada da vacina numa década. O poliovírus derivado da vacina também foi detectado em amostras de esgoto no Reino Unido e em Israel. Foi um “lembrete forte de que se não cumprirmos o nosso objectivo de acabar com a poliomielite em todo o mundo, esta poderá ressurgir a nível mundial”, disse na altura o Director-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Mais de uma centena de países foram declarados livres da poliomielite graças ao desenvolvimento de vacinas contra a poliomielite em meados do século XX e a agressivas campanhas globais de inoculação.

Quais são os dois tipos de vacina contra a poliomielite?

Não há cura para a poliomielite, mas existem vacinas para prevenir a doença: a vacina oral contra a poliomielite (OPV) e a vacina inativada contra a poliomielite (IPV).

A vacina oral contra a poliomielite é administrada na forma de líquido oral e tem sido fundamental para a erradicação internacional porque protege o indivíduo e impede a propagação do vírus. A OPV utiliza formas vivas mas enfraquecidas do poliovírus, que são modificadas para não causarem doenças na pessoa que toma a vacina.

Mas se o vírus enfraquecido pela OPV conseguir permanecer vivo e circular em locais com saneamento precário, como águas residuais, onde há um elevado número de pessoas não vacinadas, pode sofrer mutação novamente para uma forma do vírus causadora de doenças.

Vacinar crianças no hospital. Uma seringa com IPV nas mãos de uma enfermeira.
As campanhas de vacinação contra a poliomielite têm trabalhado para erradicar a doença na maioria dos países do mundoImagem: Wytrazek/Zoonar/aliança de imagens

A vacina inativada contra a poliomielite é administrada por injeção e é extremamente eficaz na proteção do receptor contra doenças graves. Por ser inativado, não pode causar o poliovírus derivado da vacina. No entanto, ao contrário da OPV, não impede a propagação do vírus se a pessoa já estiver infectada.

A OPV é mais barata que a IPV e não precisa ser administrada por um profissional de saúde. Mas cada vez mais países utilizam a VPI, devido ao risco do poliovírus derivado da vacina.

Existem alguns tipos de cuidados que podem ajudar no tratamento dos sintomas causados ​​pela poliomielite, como repouso no leito, analgésicos, assistência respiratória e fisioterapia.

Editado por: Clare Roth, Zulfikar Abbany, Fred Schwaller

Este artigo foi publicado originalmente em 24 de outubro de 2022 e foi atualizado para refletir os eventos atuais. A actualização mais recente foi de 22 de Outubro de 2024, quando relatórios indicaram que a poliomielite tinha sido detectada no Paquistão.



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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