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Uber procurou consultores para possível compra de site de reservas de viagens – 16/10/2024 – Mercado

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Stephen Morris, James Fontanella-Khan, Oliver Barnes

A Uber explorou uma possível oferta pela Expedia, site de reservas de viagens dos EUA avaliado em quase US$ 20 bilhões (R$ 113,4 bilhões), no que seria, de longe, a maior aquisição da empresa de transporte por aplicativo enquanto busca encontrar novas vias de crescimento.

A Uber procurou consultores nos últimos meses após a ideia de uma aquisição da Expedia ser levantada por uma terceira parte para examinar se tal negócio seria possível e como poderia ser estruturado, de acordo com três pessoas familiarizadas com o processo.

Um dos focos das discussões na Uber foi o papel do chefe da companhia de transporte por aplicativo, Dara Khosrowshahi, que atuou como CEO da Expedia de 2005 a 2017 e hoje permanece no conselho. Isso torna provável que qualquer abordagem seja amigável e que ele se abstenha das discussões sobre o negócio.

As pessoas familiarizadas com o assunto alertaram que o interesse da Uber estava em um estágio muito inicial e era possível que um acordo não se concretizasse. Nenhuma abordagem formal foi feita à Expedia e não há discussões em andamento, segundo uma pessoa ouvida pela reportagem.

Khosrowshahi é um protegido de Barry Diller, o negociador em série que atua como presidente executivo da Expedia. O chefe da Uber trabalhou no grupo de internet e mídia de Diller, IAC, por sete anos e o descreveu como um grande mentor.

Uber, Expedia e Diller se recusaram a comentar.

Nos últimos anos, a Uber expandiu suas raízes de transporte por aplicativo para reservas de trens e voos, entrega de alimentos, logística corporativa e publicidade enquanto busca se transformar em um “superapp”, semelhante às plataformas multifuncionais construídas por grupos de tecnologia chineses como o WeChat.

“Em qualquer lugar que você queira ir na sua cidade e qualquer coisa que você queira obter, queremos capacitá-lo a fazê-lo”, disse Khosrowshahi ao Financial Times nesta semana.

Adicionar a Expedia e sua tecnologia de reservas turbinaria essas ambições. A quarta maior empresa de viagens online gerou US$ 12,8 bilhões (R$ 72,6 bilhões) em receita em 2023 em meio a um boom de turismo pós-pandemia, mas alertou neste verão que enfrentava uma desaceleração na demanda por viagens.

O poder de fogo de fusões e aquisições da Uber foi fortalecido por um aumento de 85% em suas ações no ano passado, dando-lhe uma capitalização de mercado de US$ 173 bilhões (R$ 981 bilhões). Em fevereiro, a empresa com sede em San Francisco (EUA) relatou seu primeiro ano de lucratividade operacional, impulsionada pela demanda ressurgente por transporte por aplicativo junto com sua entrega de alimentos, logística e braço de publicidade em rápido crescimento.

O diretor financeiro, Prashanth Mahendra-Rajah, disse em agosto que a “principal prioridade” da Uber para alocar capital era investir em crescimento, inclusive por meio de aquisições.

As ações da Expedia subiram mais de 50% no ano passado, mas é apenas um décimo do tamanho de seu potencial comprador, com uma avaliação de mercado de pouco menos de US$ 20 bilhões (R$ 113,4 bilhões).

A Uber fez poucos grandes negócios desde que abriu capital em 2019. Expandiu-se para entrega de alimentos e bebidas por meio das aquisições da Postmates por US$ 2,65 bilhões e da Drizly por US$ 1,1 bilhão, entrou no negócio de frete e logística por meio da compra de US$ 2,25 bilhões da Transplace e fechou um acordo de US$ 3,1 bilhões pela Careem, uma empresa de transporte por aplicativo do Oriente Médio.

A empresa também possui participações na empresa de carros autônomos Aurora e no grupo chinês de transporte por aplicativo DiDi, e recentemente firmou parcerias com o serviço de táxi autônomo Waymo, do Google, e o Cruise da GM.

Em agosto, a Uber garantiu sua primeira classificação de crédito de grau de investimento. Os executivos estavam ansiosos para garantir que qualquer oferta pela Expedia não resultasse em um rebaixamento de volta para junk (lixo, na tradução; termo usado para baixas notas de crédito), disseram duas pessoas informadas sobre seu interesse.



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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