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Ucrânia lança os maiores ataques aéreos contra a Rússia desde o início da guerra | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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Os militares russos afirmam que os ataques não ficarão sem resposta e lançam mais projéteis contra a Ucrânia.

Os militares da Ucrânia reivindicaram os seus maiores ataques aéreos em território russo desde o início da guerra, há quase três anos, enquanto Donald Trump se prepara para assumir a presidência dos Estados Unidos.

O Ministério da Defesa russo disse na terça-feira que retaliará os ataques em grande escala com mísseis e drones durante a noite e acusou a Ucrânia de usar novamente mísseis fornecidos pelos EUA e pelo Reino Unido.

Os militares russos disseram que a maioria dos projéteis foi derrubada, com ataques visando diversas cidades e instalações industriais.

As cidades russas de Saratov e Engels teriam sido atingidas, com alguns danos causados ​​às fábricas da região. Algumas escolas foram forçadas a mudar para o ensino à distância, enquanto vários aeroportos foram forçados a interromper temporariamente o tráfego aéreo.

As forças ucranianas tinham atacou a mesma região na semana passada tambémalegando ter atingido um depósito de petróleo que servia de base aérea para aviões bombardeiros russos. O ataque causou um grande incêndio que só foi apagado um dia antes dos últimos ataques.

Os militares ucranianos disseram na terça-feira que também atingiram pontos em Bryansk, Tula e Tartaristão, com uma fábrica de produtos químicos que fabrica combustível para foguetes e munições para o exército russo entre os alvos.

A Ucrânia começou a usar Mísseis balísticos ATACMS fabricados nos EUA e projéteis britânicos Storm Shadow para atingir alvos dentro da Rússia no final de novembro do ano passado.

A Rússia, que afirmou querer conversações mas não recuará nas suas exigências à Ucrânia, alertou que a medida poderia aumentar significativamente as tensões. Moscou também lançou um novo míssil balístico hipersônico de alcance intermediário conhecido como Oreshnik na Ucrânia, que disse estar pronto para ser usado novamente.

Um dia antes dos últimos ataques ucranianos à Rússia, o chefe da NATO, Mark Rutte, disse que a Ucrânia não é actualmente forte o suficiente para “negociar a partir de uma posição de força”, algo que o novo presidente dos EUA disse querer ver.

Trump disse que resolveria a guerra antes de assumir o cargo, enquanto fazia campanha para a reeleição. Ele parou de dizer isso após sua eleição, e seu enviado à Ucrânia discutiu um prazo de 100 dias, disse o ex-diplomata norte-americano William Courtney.

“Acho que qualquer previsão específica é um tanto arriscada porque ninguém pode saber completamente como essas coisas vão acabar, mas o presidente eleito Trump agora parece apoiar mais a Ucrânia do que antes da eleição”, disse o pesquisador sênior adjunto do a Rand Corporation disse à Al Jazeera.

Courtney disse que com os seus últimos ataques à Rússia, a Ucrânia pode estar a tentar mostrar a Trump que “ainda tem alguma luta, que pode levar a luta até à Rússia e ter um efeito militar sério”.

Entretanto, a Rússia continua a avançar profundamente no leste da Ucrânia enquanto Kiev persiste com a sua ofensiva militar dentro do território russo de Kursk, onde esta semana capturou vivos os primeiros soldados norte-coreanos que lutavam por Moscovo.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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