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Ucrânia recebe luz verde para usar mísseis de longo alcance dos EUA: o que vem a seguir? | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, supostamente suspendeu as restrições a Kyiv sobre o uso de mísseis de longo alcanceo que significa que as forças ucranianas podem disparar mísseis de fabricação americana dentro do território russo pela primeira vez.
O movimento, que vem semanas antes de Biden deixar o cargo e horas depois dos ataques massivos de mísseis e drones russos, irritou o Kremlin, que acusou Washington de “jogar petróleo no fogo”.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a decisão significaria o envolvimento direto de Washington no conflito, ecoando um sentimento semelhante. expressado pelo presidente Vladimir Putin em setembro.
A Casa Branca e o presidente eleito Donald Trump ainda não comentaram, mas o filho mais velho de Trump, Donald Trump Jr, disse: “O complexo industrial militar parece querer garantir o início da Terceira Guerra Mundial antes que meu pai tenha a chance de criar paz e salvar vidas.”
O mais velho Trump, que toma posse em 20 de janeiro, prometeu repetidamente durante a sua campanha negociar o fim da guerra na Ucrânia.
Então, quão significativo é o último movimento da administração Biden, e irá isto levar a uma escalada da guerra na Ucrânia?
Por que os EUA permitiram que a Ucrânia usasse mísseis de longo alcance na Rússia?
A decisão dos EUA foi tomada após o envio de tropas norte-coreanas na região russa de Kursk, que foi invadida pelas forças ucranianas em Agosto.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, tem pressionado os seus aliados ocidentais, incluindo os EUA e o Reino Unido, há meses para permitirem o uso de mísseis contra a Rússia, uma vez que as forças de Moscovo têm obtido ganhos lentos mas constantes no leste da Ucrânia.
O correspondente diplomático da Al Jazeera, James Bays, disse que o “objectivo destas nações ocidentais é apoiar a Ucrânia, particularmente na área da Rússia que a Ucrânia ocupou, Kursk”.
Cerca de 12 mil soldados norte-coreanos foram enviados para a Rússia, segundo autoridades dos EUA, Ucrânia e Coreia do Sul. Eles também acusaram Pyongyang de fornecer armas a Moscou.
Embora os EUA tenham enviado secretamente os mísseis para a Ucrânia em Março, a Ucrânia não foi autorizada a utilizá-los para atacar dentro do território russo. No final de Abril, a Ucrânia tinha utilizado estes mísseis duas vezes em Crimeia anexada pela Rússia.
Biden tomou a decisão faltando apenas nove semanas para o fim de sua presidência. O seu sucessor prometeu que negociará um fim rápido para a guerra, o que aumentou a incerteza sobre se os EUA, o maior fornecedor de armas da Ucrânia, continuarão a enviar-lhe apoio militar.
Havia indicações recentes que os EUA permitiriam que a Ucrânia usasse os mísseis. Em Setembro, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e o seu homólogo do Reino Unido, o secretário dos Negócios Estrangeiros, David Lammy, visitaram Kiev e reuniram-se com Zelenskyy. Ao agradecer aos funcionários por visitá-lo, Zelenskyy postou em sua conta X: “É importante que os argumentos ucranianos sejam ouvidos. Isso inclui as armas de longo alcance.”
Um dia antes da visita, Blinken disse aos repórteres em Londres, que ele e Lammy estariam “ouvindo com muita atenção” o assunto e reportando-os. No mesmo dia, Biden disse aos repórteres: “Estamos resolvendo isso agora”.
O que são esses mísseis de longo alcance?
Os mísseis fornecidos pelos EUA à Ucrânia são chamados de Sistema de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS). Eles têm um alcance de 300 km (190 milhas) e foram desenvolvidos pela primeira vez na década de 1980.
O ATACMS, construído pela fabricante de defesa norte-americana Lockheed Martin, pode ser lançado usando Lançadores HIMARS enviados à Ucrânia pelos EUA por volta de julho de 2022. Os mísseis também podem ser lançados pelo Sistema de Foguetes de Lançamento Múltiplo M270, fabricado nos EUA, enviado à Ucrânia pelo Reino Unido em 2022.
Antes de enviar o ATACMS de maior alcance, os EUA enviaram à Ucrânia uma versão de menor alcance, capaz de disparar até 165 km (100 milhas) em Outubro de 2023.
Porque é que os mísseis de longo alcance são importantes para a Ucrânia?
A Ucrânia pode usar mísseis táticos de longo alcance para atacar concentrações de tropas russas e norte-coreanas em Kursk, que fica na fronteira com a Ucrânia, bem como equipamento militar dentro do território russo.
É mais provável que Kiev ataque a Rússia em torno da região de Kursk, disseram autoridades dos EUA, de acordo com o The New York Times.
Soldados ucranianos tomaram 28 assentamentos abrangendo cerca de 1.000 quilômetros quadrados (386 milhas quadradas) em Kursk durante uma incursão lançada em agosto. Os soldados norte-coreanos estão supostamente concentrados perto de Kursk.
“A Ucrânia precisa ser capaz de atingir as cadeias de abastecimento russas, que foram deslocadas para além do atual alcance dos mísseis ucranianos”, disse Timothy Ash, membro associado do programa Rússia e Eurásia em Chatham House, à Al Jazeera.
Ash especulou que a decisão de dar capacidades de longo alcance a Kiev também poderia “visar dar à Ucrânia mais influência em negociações futuras”.
“Uma vez concedida a capacidade, é mais difícil retirá-la”, disse ele. “(Putin) quererá negociar limites às capacidades militares da Ucrânia.”
Ash acrescentou que é provável uma nova violência em Kursk. Em 11 de novembro, Zelenskyy disse numa postagem no Telegram que soldados ucranianos estavam lutando contra quase “50 mil soldados inimigos” em Kursk. Isto aconteceu um dia depois de o The New York Times ter noticiado que Moscovo reuniu 50.000 soldados, incluindo Norte-coreanos em Kursk.
Como reagiram a Ucrânia e a Rússia?
Zelenskyy disse num discurso nocturno de domingo: “Hoje, muitos meios de comunicação dizem que recebemos permissão para tomar as medidas apropriadas.”
Ele acrescentou: “Greves não são feitas com palavras. Essas coisas não são anunciadas. Os mísseis falarão por si.”
Moscou disse que a decisão sobre os mísseis levaria a um aumento nas tensões.
“Se tal decisão foi de facto formulada e levada ao regime de Kiev, então esta é uma ronda de tensão qualitativamente nova e uma situação qualitativamente nova do ponto de vista do envolvimento dos EUA neste conflito”, disse Peskov.
“É óbvio que a administração cessante em Washington pretende tomar medidas para continuar a colocar lenha na fogueira e continuar a provocar tensão em torno deste conflito”, disse ele.
A legisladora russa Maria Butina disse à agência de notícias Reuters que isso representaria o risco do início de um conflito mundial. “Tenho uma grande esperança de que Trump supere esta decisão se esta for tomada, porque estão a arriscar seriamente o início da Terceira Guerra Mundial, o que não é do interesse de ninguém.”
Putin tinha avisado o Ocidente, há dois meses, contra a autorização da utilização de mísseis de longo alcance em território russo.
“Se assim for, então, tendo em conta a mudança na própria essência deste conflito, tomaremos decisões apropriadas com base nas ameaças que serão criadas para nós”, disse Putin à televisão estatal russa na altura.
O que vem a seguir?
Ash disse que Kiev precisa usar mísseis de longo alcance para prejudicar as capacidades ofensivas russas.
“Parece que a Rússia irá escalar nos próximos meses antes da presidência de Trump e das prováveis negociações. Portanto, a Ucrânia precisa de ser capaz de atingir um alcance mais longo para prejudicar as capacidades ofensivas da Rússia”, disse ele.
Putin parabenizou Trump sobre a sua vitória, elogiando o presidente eleito dos EUA como “corajoso”, acrescentando que está pronto para dialogar com Trump. Apesar disso, a Rússia continuou os seus ataques à Ucrânia.
“De qualquer forma, a Rússia tem vindo a escalar nas últimas semanas, aparentemente ignorando o pedido de Trump a Putin para não escalar”, acrescentou Ash.
O Kremlin, no entanto, relatórios negados que dizia que Trump conversou com Putin e instou o líder russo a não intensificar a guerra na Ucrânia.
Na segunda-feira, a Rússia realizou os maiores ataques com mísseis e drones na Ucrânia em meses, visando infraestruturas energéticas. Pelo menos 11 pessoas morreram no ataque, segundo autoridades ucranianas.
O Reino Unido e a França, que também forneceram serviços de longo alcance Mísseis Tempestade Sombra para a Ucrânia, poderia permitir que Kyiv atacasse dentro do território russo. Mísseis Storm Shadow, também chamados COURO CABELUDOpode atingir alvos até 250 km (155 milhas) ausente.
O jornal francês Le Monde, citando o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, informou que Paris está aberta a permitir que a Ucrânia utilize os seus mísseis de longo alcance para atacar dentro do território russo.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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