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UE amplia investigação sobre X por interferência política – 17/01/2025 – Tec
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A Comissão Europeia, braço executivo da UE (União Europeia), anunciou nesta sexta-feira (17) a ampliação de sua investigação sobre a rede social X (antigo Twitter), em meio a suspeitas de manipulação de seus algoritmos para fins políticos.
“Hoje, estamos tomando novas medidas para esclarecer a conformidade dos sistemas de recomendação do X com as obrigações” previstas na DSA (Lei de Serviços Digitais), afirmou a comissária europeia para Soberania Tecnológica, Henna Virkkunen.
A ampliação da investigação ocorre em um momento que o dono do X, Elon Musk, critica o premiê do Reino Unido, Keir Starmer, e anuncia apoio a uma candidata de extrema direita na Alemanha.
A UE iniciou sua investigação sobre o X em dezembro de 2023, para verificar os mecanismos internos da plataforma de propriedade de Elon Musk para impedir a disseminação de desinformação ou conteúdos ilegais.
A Comissão solicitou que o X fornecesse documentos internos sobre o design e o funcionamento dos algoritmos de recomendação de conteúdo, além de detalhes sobre moderação e a popularização de algumas contas.
“Essas medidas permitirão que os serviços da Comissão levem em consideração todos os fatos relevantes na avaliação complexa de riscos sistêmicos sob a DSA”, disse a comissão em um comunicado.
Musk vê a DSA como uma ferramenta da UE para controlar o conteúdo, o que foi rebatido pelo bloco. “Estamos comprometidos em garantir que todas as plataformas que operam na UE cumpram nossas leis, que visam tornar o ambiente online justo, seguro e democrático”, disse a comissária europeia.
Um porta-voz de assuntos digitais da comissão, Thomas Regnier, negou relatos de que a UE havia interrompido suas investigações sobre plataformas digitais para evitar tensões com os Estados Unidos.
Segundo o porta-voz, o anúncio desta sexta-feira é “completamente independente de quaisquer considerações políticas”.
Especialistas avaliam que uma eventual suspensão do X na UE é possível sob a regulamentação europeia, mas seria, em todo caso, temporária.
O ex-comissário de Mercado Interno Thierry Breton argumentou no canal francês LCI na semana passada que existem “duas leis (…) que permitiriam eventualmente a um juiz impor” uma suspensão: a Lei de Serviços Digitais (DSA) e a Lei de Mercados Digitais (DMA), que entraram em vigor em 2024.
Musk e Breton mantêm uma disputa pessoal. O dono de X chama o ex-comissário francês de “tirano da Europa“, enquanto Breton acusou o bilionário de “interferência estrangeira” depois que ele expressou seu apoio ao partido de extrema direita alemão AdF.
QUAL É O MARCO REGULATÓRIO?
O X, assim como outras plataformas, está sujeita a obrigações mais rigorosas do que as pequenas plataformas na União Europeia, especialmente em termos de moderação.
O novo regulamento europeu destaca seu potencial “influência considerável (…) na formação da opinião pública”.
O texto enfatiza os riscos que essas plataformas representam para o exercício da “liberdade e pluralismo dos meios de comunicação”, e os riscos de “efeitos negativos reais ou previsíveis nos processos democráticos”.
Mas sua aplicação prática pode ser complexa, aponta Alexandre De Streel, especialista em legislações digitais do centro de estudos com sede em Bruxelas Center on Regulation in Europe.
“Provar que um algoritmo está enviesado a favor de certos conteúdos, (…) não é evidente, já que é necessário acesso ao próprio algoritmo e entender como ele funciona.”
QUAIS SANÇÕES SÃO POSSÍVEIS?
“(Uma suspensão do X) não é um caminho que seja completamente evidente. É um caminho realista, mas extremo”, afirma Jean Cattan, secretário-geral do Conselho Digital da França.
A proibição definitiva não está prevista pelo DSA. A sanção máxima, uma suspensão temporária, é, em contrapartida, possível após uma decisão de um juiz e ocorre como último recurso, depois da possibilidade de uma multa de até 6% do faturamento mundial anual da plataforma.
Uma reação progressiva desse tipo se estenderia necessariamente ao longo do tempo.
“O DSA não nos permite reagir de maneira suficientemente rápida”, estima Cattan, que menciona o caso da Romênia, onde a eleição presidencial foi suspensa e a Comissão Europeia abriu uma investigação sobre o TikTok após o primeiro turno.
Folha Mercado
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A rede social é suspeita de ter sido o suporte de uma interferência russa a favor do candidato de extrema direita Calin Georgescu.
Por enquanto, cerca de 30 eurodeputados de esquerda, direita, verdes e centristas escreveram esta semana à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pedindo que examine a conformidade do X com o DSA, mencionando, entre outros, o caso da “campanha eleitoral alemã”.
“Onde está a Comissão Europeia e o que pensa fazer agora que constatou que a plataforma X não cumpre com o Digital Services Act?”, pergunta a carta.
Mas dentro da UE surgem vozes que, pelo contrário, defendem Elon Musk. Um eurodeputado esloveno defendeu conceder-lhe o Prêmio Nobel da Paz, elevando-o como herói da “liberdade de expressão”.
Também está previsto um debate na terça-feira no hemiciclo de Estrasburgo sobre as acusações de interferência dirigidas a Elon Musk.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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