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UE busca acelerar retorno de migrantes – DW – 16/10/2024
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Pouco antes da cimeira dos líderes da UE em Bruxelas, na quinta-feira, há pouco consenso entre os membros do bloco sobre a melhor forma de moldar a sua migração e política de asilo. A pedido expresso do chanceler alemão, Olaf Scholz, espera-se que os líderes passem várias horas a discutir a questão na sua reunião.
Governo alemão fontes dizem que a chanceler ainda espera encontrar uma estratégia para toda a Europa e pressiona para que pelo menos algumas das reformas programadas para 2026 sejam antecipadas. Isto é algo que outros países da UE, como a Espanha, exigem há meses. Alguns membros apelam a mais audiências de asilo nas fronteiras externas da UE, a deportações mais rápidas de migrantes cujos pedidos de asilo são rejeitados e a negociações com países de origem e países de trânsito. Mas está longe de ser claro quais deles, se houver, seria possível agilizar.
Diretrizes de deportação em revisão
Na reunião da semana passada dos Ministros do Interior da UE, houve renovados apelos para que as regras sobre deportações fossem mais rigorosas. Os ministros pretendem que os migrantes cujos pedidos de asilo são considerados sem perspectivas de sucesso sejam devolvidos mais rapidamente aos seus países de origem. Pretendem também tornar mais fácil impedir os requerentes de asilo nas fronteiras internas da UE, como Da Alemanha. Os migrantes devem solicitar asilo no país da UE onde chegam pela primeira vez. A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que planeia publicar em breve uma proposta de novas directrizes.
Hungria, Países Baixos e Polónia opuseram-se
Pelo menos três Estados-membros da UE opõem-se à abordagem actual do bloco. E dois deles — a Hungria e os Países Baixos — exigem mesmo uma exclusão total da política de asilo da UE. Ambos dizem que não têm intenção de concordar com as últimas reformas. A eles juntou-se agora a Polónia, cujo Partido Democrata-Cristão O primeiro-ministro Donald Tusk diz que quer suspender temporariamente as leis da UE sobre requerentes de asilo. Ele diz que a Polónia enfrenta uma situação de emergência.
A Comissária Europeia para os Assuntos Internos, Ylva Johansson, não se impressiona com as ameaças de ignorar a legislação europeia. “Não é possível de acordo com o tratado da UE e eu disse isso”, disse ela, salientando que tal medida exigiria a reescrita dos acordos, o que não está atualmente na agenda. A ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, também rejeitou a ameaça, descrevendo-a simplesmente como “não é uma boa ideia”.
Hungria, Itália e Finlândia traçando caminhos próprios
Entretanto, alguns Estados-Membros da UE estão a seguir o seu próprio caminho, mesmo sem um “opt-out” formal. A Hungria tem-se recusado a candidatar-se EU asylum law durante anos, ignorando mesmo numerosos acórdãos sobre a matéria do Tribunal de Justiça Europeu. A Comissão Europeia está agora a tentar forçar a Hungria a pagar multas de €200 milhões (cerca de 218 milhões de dólares), na esperança de que isto convença o governo do primeiro-ministro Viktor Orbán a seguir os limites. Mas Orban já rejeitou as reformas planeadas e disse que a Hungria não aceitará mais requerentes de asilo.
Da mesma forma, o O governo italiano da primeira-ministra de extrema direita, Giorgia Meloni, também está a ignorar as leis da UErecusando-se a receber de volta da Alemanha ou da Áustria quaisquer migrantes que chegassem pela primeira vez à Itália. Ao abrigo do que é conhecido como “Regulamento de Dublin”, a Itália é obrigada a registar os migrantes e a abrir um procedimento de asilo para eles. Mas muitas pessoas que chegam à Itália viajam rapidamente para o norte. O mesmo se aplica às pessoas que chegam à Grécia, na fronteira sudeste da UE, muitas das quais tomam o que ficou conhecido como a rota dos Balcãs para os estados membros da UE no norte – algo que não deveria acontecer de acordo com o Regulamento de Dublin.
A Itália, a Grécia e outros países nas fronteiras externas da UE argumentam que estão sobrecarregados pelo grande número de migrantes que chegam.
Numa tentativa de impedir que as pessoas viajem dentro da UE, França, Áustria, Dinamarca, Suécia, Eslováquia e agora Alemanha, reintroduziram controlos nas suas fronteiras. Isto também está a minar a política da UE, que teoricamente só permite controlos nas fronteiras internas em circunstâncias excepcionais.
Existem também outros exemplos. A Finlândia tem ignorado a legislação da UE na sua fronteira com a Rússia desde Julho, recusando-se a considerar pedidos de asilo para migrantes que lá chegam e enviando-os directamente de volta para a Rússia. O primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, disse em Julho que a medida era necessária, apesar de constituir uma violação directa das obrigações internacionais da Finlândia em matéria de direitos humanos. Finlândiaos Estados Bálticos e a Polónia acusam Rússia e a Bielorrússia de enviarem enormes números de migrantes para as fronteiras da UE com o objectivo expresso de desestabilizar o bloco. O primeiro-ministro Tusk disse que quer seguir o exemplo da Finlândia e fechar a fronteira da Polónia com a Bielorrússia para todos os requerentes de asilo.
Terceirização do procedimento de asilo
Úrsula von der Leyen apresentou uma série de propostas numa carta aos líderes da UE antes da cimeira. Ela quer melhorar a cooperação com os designados “países terceiros seguros”, onde os migrantes poderiam potencialmente ser alojados até que os seus pedidos de asilo tenham sido processados. O governo britânico tentou algo nesse sentido num acordo com o Ruanda, mas sem qualquer sucesso real.
Entretanto, a Itália criou um centro de asilo na Albânia. A ideia é que os migrantes sejam mantidos lá enquanto o seu pedido de asilo é ouvido ao abrigo da lei italiana. Uma vez tomada uma decisão, os migrantes podem regressar a Itália ou ser deportados da Albânia para os seus países de origem. Mas fontes diplomáticas da UE dizem que a Comissão Europeia ainda não está convencida de que este seja um bom modelo para o bloco como um todo.
Ceuta: Enclave espanhol no Norte de África regista aumento migratório
Rotas de migração mudando
O número de migrantes que chegam a Itália vindos do norte de África diminuiu significativamente este ano. Cerca de 42 mil pessoas vieram para Itália entre janeiro e agosto – 64% menos que no mesmo período do ano passado. A Comissão Europeia afirma que isso se deve a uma melhor cooperação com dois dos principais países de trânsito, a Tunísia e a Líbia.
Mas, ao mesmo tempo, o número de migrantes que chegam à Europa através da rota do Mediterrâneo e do Atlântico duplicou no mesmo período, para 25.500. E os números chegando Grécia e Chipre, através do Mediterrâneo Oriental, também estão a subir – um aumento de 39%, para 37.700, entre Janeiro e Agosto de 2024.
Este artigo foi traduzido do alemão.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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