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UE discutirá laços com Israel após ‘ataques’ à missão da ONU – DW – 15/10/2024
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Depois da União Europeia acusou Israel de violar o direito internacional e classificou os seus “ataques” contra uma missão de paz das Nações Unidas no Líbano como “totalmente inaceitáveis”. os ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco reunidos no Luxemburgo têm-se debatido mais uma vez com uma questão familiar: se, quando e como transformar palavras de condenação em acções.
Apesar da insistência de Israel em não ter visado deliberadamente locais utilizados pelas forças de manutenção da paz da ONU, o incidentesque resultaram em vários feridos, atraíram condenação internacional.
Na segunda-feira, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, reiterou um pedido apresentado em conjunto com a Irlanda no início deste ano para que o bloco reveja o cumprimento por Israel das disposições em matéria de direitos humanos no seu acordo de parceria que rege o comércio com a UE. Se forem encontradas violações, os dois membros da UE querem que o acordo comercial com Israel seja suspenso.
Borrell: Ataques contra tropas da ONU são ‘completamente inaceitáveis’
Borrell tenta forçar decisão da UE
Depois de presidir as negociações de segunda-feira, o chefe de política externa da UE, Josep Borrell, disse que pediria aos ministros que realizassem uma “discussão completa” sobre o tema quando se reunirem no próximo mês. Isto é visto como um último esforço de Borrell, um crítico ferrenho de Israel que deverá deixar o cargo ainda este ano, para forçar uma decisão da UE.
As autoridades israelitas criticaram Borrell regularmente no passado, chegando ao ponto de acusar o responsável da UE de anti-semitismo – algo que ele rejeita veementemente.
Na segunda-feira, Borrell disse que havia “evidências suficientes” para merecer uma discussão sobre o cumprimento por parte de Israel das suas obrigações ao abrigo do acordo com a UE. “Não apenas para pedir, mas para avaliar se” o direito humanitário está a ser respeitado, disse ele.
As conversações planeadas com a UE não trazem qualquer garantia de mais acordo em qualquer direção. Em junho, o bloco pediu a Israel que participasse numa reunião formal, conhecida como “conselho de associação”, para iniciar o processo de revisão da relação. Mas na prática. nada resultou desse pedido, uma vez que permanece preso no meio da burocracia e do desacordo político – tanto entre Israel e a UE, como entre os próprios membros da UE.
Israel nega ter violado o direito internacional e afirma que os recentes incidentes envolvendo forças de manutenção da paz da ONU no Líbano foram acidentais, uma vez que continua o que diz serem ataques direccionados contra Hezbolá em resposta aos ataques contínuos do grupo contra Israel.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu que as tropas de manutenção da paz da ONU no sul do Líbano sejam retiradas “de perigo”.
Tropas da ONU ‘não se retirarão’
E isso provocou uma resposta forte – se não rápida – da UE. Anna Lührmann, Ministra de Estado para a Europa do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, disse que o bloco exigiu explicações.
Até a Áustria – tradicionalmente vista como um forte aliado de Israel – foi direta.
“Temos mais de 120 soldados, homens e mulheres, nos campos, por isso estamos muito preocupados”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros austríaco, Alexander Schallenberg, aos jornalistas no Luxemburgo, na segunda-feira.
“Entramos em contacto com os nossos amigos israelitas para deixar a nossa posição muito clara: não, eles (as forças de manutenção da paz) não se retirarão. Sim, continuarão a cumprir o mandato”, acrescentou.
O chefe da política externa da UE, Borrell, também sublinhou que apenas o Conselho de Segurança das Nações Unidas pode alterar o mandato das forças de manutenção da paz.
‘Quase ninguém mais nos ouve’
Os próprios ministros da UE reconheceram que os seus apelos a Israel e ao Hezbollah para desescalarem provavelmente não mudarão a realidade no terreno.
“Na UE somos 500 milhões, mas no cenário internacional não passamos de confetes”, disse Xavier Bettel, do Luxemburgo, aos jornalistas no Luxemburgo, acrescentando que as discussões dentro da UE continuam “difíceis” devido às divisões em curso.
Desde os ataques terroristas do Hamas em 7 de Outubro e o subsequente bombardeamento israelita de Gaza e de partes do Líbano, os membros da UE têm estado frequentemente em desacordo. Alguns países como a Hungria e a República Checa tendem a sublinhar o direito de Israel à legítima defesa; outros, incluindo a Espanha e a Irlanda, pressionam frequentemente por uma linguagem mais crítica relativamente às acções de Israel.
A declaração mais recente do bloco condenando “os ataques das Forças de Defesa de Israel contra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL)que deixou vários soldados da paz feridos”, levou dias para negociar linha por linha.
É um hábito regular dos diplomatas da UE, com uma fonte presente durante as conversações de segunda-feira a dizer à DW que vários ministros expressaram frustração pela incapacidade do bloco de chegar a acordo sobre uma declaração oficial mais rapidamente.
Mas as regras da UE exigem unanimidade nas decisões sobre política externa. Mudar esta situação envolveria uma reescrita dos tratados da UE.
“Muitos dos nossos cidadãos têm perguntas e nós não temos respostas”, disse Bettel, ex-primeiro-ministro do Luxemburgo.
“Entre os EUA, a China e a Ásia, quase ninguém nos ouve mais.”
Editado por: Andreas Illmer
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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