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UE promete ‘apoio inabalável’ à Ucrânia após vitória de Donald Trump | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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O chefe da política externa da União Europeia, Josep Borrell, prometeu apoio “inabalável” à Ucrânia, na sua primeira visita a Kiev depois de Donald Trump’s Vitória presidencial dos EUA.

A vitória de Trump nas eleições dos Estados Unidos causou preocupação na Ucrânia e na Europa de que o volátil republicano pudesse acabar com o apoio de Washington à luta de Kiev contra a invasão da Rússia.

“O objetivo claro desta visita é expressar o apoio da União Europeia à Ucrânia – este apoio permanece inabalável”, disse Borrell, que deverá deixar o cargo no próximo mês, a jornalistas em Kiev, no sábado.

“Este apoio é absolutamente necessário para que continuem a defender-se contra a agressão russa”, acrescentou.

Durante a sua campanha presidencial, Trump sugeriu que a Ucrânia poderia ter de ceder território à Rússia para chegar a um acordo de paz, algo que a Ucrânia rejeitou e que o presidente dos EUA, Joe Biden, nunca sugeriu.

Falando aos líderes europeus numa cimeira na Hungria na quinta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy instou A Europa e os EUA não devem afrouxar os laços após a eleição de Trump.

“Tem-se falado muito sobre a necessidade de ceder a Putin, de recuar, de fazer algumas concessões… É inaceitável para a Ucrânia e inaceitável para toda a Europa”, disse Zelenskyy.

“Precisamos de armas suficientes, não de apoio nas negociações. Abraços com Putin não vão ajudar. Alguns de vocês o abraçam há 20 anos e as coisas só estão piorando”, acrescentou.

Durante a campanha, Trump também lançou dúvidas sobre a manutenção da vasta ajuda militar e financeira dos EUA à Ucrânia e disse que poderia chegar a um acordo rápido para acabar com a guerra.

“Ninguém sabe exatamente o que a nova administração vai fazer”, disse Borrell no sábado, apontando que Biden ainda tem dois meses no poder para tomar decisões.

“Temos que fazer mais e mais rápido, mais apoio militar, mais capacidades de treinamento, mais dinheiro, suprimentos mais rápidos e também permissão para atacar o inimigo em seus alvos militares em seu território”, disse Borrell.

O chefe da política externa da UE também observou que o presidente russo, Vladimir Putin, “não quer negociar e não negociará a menos que seja forçado a fazê-lo”.

Na quinta-feira, Putin parabenizado Trump sobre a sua vitória presidencial e disse que os comentários de Trump sobre o restabelecimento das “relações com a Rússia” e a ajuda para “acabar com a crise ucraniana”, na sua opinião, “merecem pelo menos atenção”.

Até agora, a Europa gastou cerca de 125 mil milhões de dólares no apoio à Ucrânia desde a invasão da Rússia em 2022, enquanto os Estados Unidos sozinhos gastaram mais de 90 mil milhões de dólares, de acordo com um rastreador do Instituto Kiel, com sede na Alemanha.

Manter Washington, o maior doador da Ucrânia, a bordo é visto pela maioria como fundamental para garantir que Kiev possa reagir, especialmente durante a incerteza política nas principais potências europeias, como a Alemanha e a França.

Com países como a Hungria, que se opõem ao apoio militar à Ucrânia, encorajados após a vitória de Trump, conseguir consenso dentro da UE para fazer mais poderá revelar-se difícil.

Entretanto, no campo de batalha, os fatigados soldados ucranianos lutando para impedir os avanços da Rússia à medida que se aproximam de três anos de combate em grande escala.

Pelo menos uma pessoa foi morta na cidade portuária de Odesa, no Mar Negro, e mais de 30 ficaram feridas em todo o país depois que a Rússia lançou uma barragem de drones e mísseis contra a Ucrânia durante a noite, disseram autoridades ucranianas no sábado.

Drones russos também atingiram Kharkiv, no nordeste, ferindo pelo menos 25 pessoas.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, reiterou a insistência de Kiev de que não deveria ser forçado a fazer concessões à Rússia.

“Todos precisam perceber que o apaziguamento do agressor não vai funcionar”, afirmou.

“Precisamos de paz verdadeira, não de apaziguamento que trará mais guerra.”



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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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