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Um ex-amor pode ser retomado? Tem volta? – 08/01/2025 – Amor Crônico

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Talvez o maior desafio –que leva, inclusive, ao fracasso da tentativa– esteja na própria pergunta: “Um ex-amor pode ser retomado? Tem volta?”. Querer retomar um ex-amor implica o desejo de, consciente ou inconscientemente, trilhar a tal “busca do tempo perdido” narrada por Proust. Infelizmente, no romance do autor e nos nossos, logo constatamos que esse amor recuperado é fugaz, ilusório, fruto de uma miragem de algo que parecia pleno, mas que, na verdade, nunca foi vivenciado.

O perverso dessa tentativa é que ela nos dá uma pista falsa em direção a um dos desejos mais primários: a sensação de completude. Desde crianças ansiamos pelo momento de nos sentirmos novamente em casa, nos braços e no coração de alguém. Após algumas desilusões, aquela pessoa que ainda nos faz falta parece ser a peça que que falta para dar sentido à vida.

Quando se pergunta “tem volta?”, quais são os sujeitos e desejos ocultos da sentença? Muitas vezes trata-se menos do outro e mais de uma nostalgia relacionada aos sonhos, planos, ao apego e ao apego ao que foi ou poderia ter sido. É um deslocamento do presente. A gente se ancora no passado ou no futuro na tentativa de sustentar um sentido e companhia. Como ninguém apareceu para mexer tanto conosco, essa escolha parece sensata. Será?

Existe uma tristeza bonita no apego. Uma melancolia misturada com esperança, fé no amor, na possibilidade de mudança. Mas será que acreditamos nisso? Ou será que a esperança e a espera nos fazem companhia, para que evitemos encarar o vazio e a falta, que já estão lá?

No presente, essa falta e as perdas permanecem e se atualizam. Voltar com alguém é enfrentar antigos fantasmas, cicatrizes e desencaixes. É lidar com o ressentimento que, apesar de muita terapia, ainda ecoa. Ainda que viremos a página, ela faz parte da nossa história. Saberemos fugir do eterno retorno nietzschiano? Ou miramos no paraíso e acabamos presos no inferno de Dante?

Talvez vocês ainda se amem. Talvez essa pessoa ainda mexa com você. Mas os pontos que levaram à separação mudaram? Vocês estão dispostos a mudar? Ou estão prometendo o impossível, movidos por uma crise de abstinência? É preciso lavar a roupa suja e refazer combinados– algo que raramente queremos na nova lua de mel. Evitar conversas difíceis é preparar o terreno para para a crônica de uma nova morte anunciada. Lembre-se: as pessoas mudam, mas traços de personalidade permanecem. O que você está disposta a relevar? Isso realmente te fará feliz ou a carência está te levando a relativizar limites que levaram anos para serem estabelecidos?

Desista da busca proustiana do tempo e do amor perdidos. O que Proust resgata não é uma verdadeira felicidade vivida, mas o traço psíquico que a memória guardou, transformando-a em objeto de desejo. O que realmente desejamos é a promessa de um estado sem falta, e enquanto seguirmos buscando esse tipo de amor, seguiremos infelizes.

Não acredito que um ex-amor possa ser retomado, nem que tenha volta. Algo se quebrou. Vocês não estavam felizes. Lembre-se dos motivos. Mas acredito que reencontrar o amor em um antigo alguém é possível. Desde que estejam dispostos a rever dinâmicas, combinados, rotinas. Reencontrar o amor é possível. Voltar, não. Porque reencontrar-se pressupõe a abertura à mudança e a aceitação de que esse novo relacionamento parte de duas novas pessoas. Duas versões marcadas por mágoas conhecidas, mas transformadas por elas. E, se tudo correr bem, duas versões mais apaziguadas com as próprias faltas e com as faltas do outro.

A coluna Amor Crônico responde questões de leitores sobre relacionamentos. Dúvidas, questões ou dilemas amorosos? Mande a sua pergunta para colunaamorcronico@amorespossiveis.love

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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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