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‘Uma catástrofe épica’: milhões de pessoas fogem da Flórida com a aproximação do furacão Milton | Notícias sobre a crise climática

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A ‘tempestade do século’ deverá atingir Tampa, na costa oeste da Flórida, onde vivem mais de três milhões de pessoas.

Milhões de residentes da Flórida fugiram do estado dos EUA como Furacão Milton aproxima-se, com as autoridades alertando que aqueles que permanecessem “morreriam” e que as casas térreas se transformariam em “um caixão”.

“Estamos a poucas horas de uma catástrofe épica”, disse a congressista de Tampa Kathy Castor à CNN na terça-feira. A área metropolitana de Tampa, onde vivem mais de três milhões de pessoas, está diretamente na rota do furacão, assim como uma vasta faixa da costa oeste da Flórida.

Os meteorologistas descreveram o furacão, que deverá atingir o continente na noite de quarta-feira, em termos apocalípticos, alertando que seria a “tempestade do século”. Isso enfatizou o poder de Milton num estado que não é estranho aos furacões, já tendo sido atingido por uma série de tempestades devastadoras nos últimos anos.

O Centro Nacional de Furacões disse que Milton causaria uma “situação de extremo risco de vida” e deverá trazer ventos prejudiciais e chuvas torrenciais que se estenderão para o interior e para fora do cone previsto. Enfraqueceu ligeiramente devido a um Categoria 5 tempestade para categoria 4 ao se aproximar da costa oeste da Flórida, mas ainda é extremamente poderosa.

O furacão chega apenas duas semanas depois do anterior, Furacão Helene, atingido em 26 de setembro, causando danos generalizados em todo o sudeste dos EUAinclusive na Flórida, e matando mais de 200 pessoas – principalmente na Carolina do Norte e na Geórgia.

Caminhões funcionam 24 horas por dia para limpar montes de destroços deixados por Helene antes que Milton os transforme em projéteis perigosos, disse o governador da Flórida, Ron DeSantis. Ele acrescentou que estão em andamento os preparativos para o que provavelmente será a maior operação de busca e resgate da história da Flórida, assim que a tempestade passar.

“Temos centenas de equipes de busca e resgate disponíveis”, disse DeSantis. “A Guarda Nacional está mobilizando 6.000 Guardas Nacionais da Flórida, bem como 3.000 Guardas Nacionais de outros estados.”

“Nunca tivemos tantos recursos antes de uma tempestade.”

Mudanças climáticas

Milhões de pessoas ao longo de uma extensão de mais de 483 quilómetros (300 milhas) de costa estavam sob ordens de evacuação. Mas como os postos de gasolina ficaram sem combustível, as rodovias congestionadas dos residentes em fuga e os hotéis em áreas fora do caminho da tempestade ainda estavam cheios de pessoas deslocadas pelo furacão Helene. Muitas pessoas vulneráveis ​​não conseguiram sair ou não tinham para onde ir.

Outros se perguntavam se sobraria alguma coisa para onde retornar.

“Terei uma casa para onde voltar?” A moradora de Tampa, Heather Roulston, disse à Al Jazeera enquanto se preparava para deixar sua casa, que já foi severamente danificada pelo furacão Helene. “Esperançosamente, será recuperável.”

Prevê-se que Milton seja a maior tempestade a atingir Tampa em cem anos, com ventos provavelmente superiores a 200 km/h (124 mph). É a terceira tempestade de intensificação mais rápida já registada no Oceano Atlântico, tendo passado da categoria 1 para a categoria 5 em menos de 24 horas. As autoridades estão particularmente preocupadas com uma tempestade que pode atingir impressionantes três a cinco metros (10-16 pés), arrastando tudo o que estiver no seu caminho.

A velocidade e força do furacão, bem como a frequência crescente de grandes eventos climáticos, são resultado direto de mudanças climáticas e o aquecimento dos mares.

“Estas temperaturas extremamente quentes da superfície do mar fornecem o combustível necessário para a rápida intensificação que vimos acontecer”, disse o cientista climático Daniel Gilford, do Climate Central, um grupo de investigação sem fins lucrativos. “Sabemos que à medida que os seres humanos aumentam a quantidade de gases com efeito de estufa na atmosfera, em grande parte através da queima de combustíveis fósseis, estamos a aumentar essa temperatura em todo o planeta.”



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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