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Uma geração inteira em Gaza perderia a educação se a UNRWA entrar em colapso, afirma a ONU | Notícias do conflito Israel-Palestina

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O chefe da UNRWA alerta que a nova lei israelense ameaça a educação de 660.000 estudantes de Gaza e corre o risco de extremismo e marginalização.

A toda uma geração de palestinos na Faixa de Gaza seria “negado o direito à educação” se a Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras para os Refugiados da Palestina (UNRWA) entrar em colapso no enclave ao abrigo da nova legislação israelita, alertou o chefe da agência.

O parlamento israelense na semana passada aprovou dois projetos de lei polêmicos proibindo a UNRWA de operar em território israelita, fechando os seus escritórios na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, e Gaza.

O chefe da UNRWA, Philippe Lazzarini, disse que a implementação da legislação, que deverá entrar em vigor no final de Janeiro, “terá consequências catastróficas”.

“Claramente ausente das discussões sobre Gaza sem a UNRWA está a educação”, disse Lazzarini a um comité da Assembleia Geral da ONU na quarta-feira.

“Na ausência de uma administração pública ou de um Estado capaz, apenas a UNRWA pode oferecer educação a mais de 660.000 raparigas e rapazes em Gaza. Na ausência da UNRWA, o direito à educação será negado a uma geração inteira”, afirmou, alertando que isso lançaria “as sementes para a marginalização e o extremismo”.

Ele novamente pressionou os estados membros da ONU a agirem para impedir a implementação da legislação israelense.

A agência da ONU fornece educação, cuidados de saúde e outros serviços básicos aos refugiados palestinianos da guerra de 1948 que rodeou a criação de Israel e aos seus descendentes, que ascendem agora a quase seis milhões de pessoas. As famílias refugiadas constituem a maioria dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza.

Grupos de ajuda alertaram que a proibição de Israel à UNRWA poderia criar mais obstáculos à resolução de uma grave crise humanitária em Gaza. Israel afirmou que outras agências da ONU e grupos de ajuda podem preencher a lacuna, mas essas organizações insistiram que a UNRWA é essencial.

O aliado de Israel, os Estados Unidos, descreveu o papel da UNRWA em Gaza como “indispensável”. A Embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, disse na terça-feira que era de importância urgente que Israel interrompesse a implementação da lei.

A legislação deverá entrar em vigor poucos dias depois de o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, tomar posse para um segundo mandato de quatro anos. Alguns observadores esperam que Trump prossiga uma abordagem fortemente pró-Israel na região do Médio Oriente, indo ainda além do sólido apoio dado pelo Presidente Joe Biden.

O Conselho de Segurança da ONU apoiou a UNRWA e “alertou veementemente contra quaisquer tentativas de desmantelá-la ou diminuí-la”.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, disse a Israel que a substituição da UNRWA em Gaza e na Cisjordânia seria responsabilidade de Israel como potência ocupante. A ONU vê Gaza e a Cisjordânia como territórios ocupados por Israel.

“Saímos completamente de Gaza em 2005. Desligamo-nos e entregamos as chaves à Autoridade Palestiniana”, disse o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, aos jornalistas após o briefing de Lazzarini.

“Agora, estamos numa guerra depois de termos sido atacados e agimos de acordo com o direito internacional; é por isso que fornecemos apoio humanitário e cooperamos com muitas agências da ONU”, disse ele. “Estamos dispostos a cooperar, mas não com terroristas.”

Em Janeiro, Israel acusou dezenas de funcionários da UNRWA de terem participado no ataque liderado pelo Hamas em 7 de Outubro, onde mais de 1.100 pessoas foram mortas e cerca de 250 feitas prisioneiras por grupos armados palestinianos.

Israel respondeu ao ataque lançando o seu ataque contínuo a Gaza, matando pelo menos 43.712 pessoas e ferindo outras 103.258, segundo as autoridades palestinianas.

A ONU lançou uma investigação sobre as alegações de Israel que resultou na rescisão de contratos de nove funcionários contra os quais “as provas – se autenticadas e corroboradas – poderiam indicar que os funcionários da UNRWA podem ter estado envolvidos” no ataque.

Em Julho, Israel alegou que outros 100 funcionários da UNRWA eram membros do Hamas e de outros grupos armados palestinianos. A agência pediu a Israel que fornecesse mais informações para tomar medidas. A UNRWA disse na semana passada à Al Jazeera que ainda não havia recebido uma resposta.



Leia Mais: Aljazeera

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas — Universidade Federal do Acre

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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas-c.jpg

A Brinquedoteca da Ufac, inaugurada em 11 de fevereiro de 2016, localizada no Bloco Multidisciplinar, campus-sede, funciona como um Laboratório Pedagógico de Ensino, Pesquisa e Extensão para os cursos de licenciatura da instituição, tendo o jogo e as brincadeiras como elementos centrais do desenvolvimento infantil.

Atendendo crianças de 3 a 10 anos, o espaço contempla as comunidades interna e externa. O horário de funcionamento regular é de segunda a sexta-feira, no turno vespertino, das 13h30 às 17h30. No período matutino, o funcionamento depende da programação, que é divulgada previamente.

Entre as atividades desenvolvidas, estão: desenho e pintura (com tinta, lápis de cor e giz de cera); jogos teatrais e de tabuleiro; dança e confecção de brinquedos; contação de histórias e sessões de cinema com pipoca. Durante os eventos, o uso de smartphones é proibido.

Desde 2025, o espaço conta com o projeto de extensão Brincarte, coordenado pela professora Giane Lucélia Grotti, visando desenvolver, no Laboratório da Brinquedoteca, um ambiente de interação e socialização, estimulando habilidades sociais e culturais por meio de atividades lúdicas, e contribuir para o desenvolvimento integral da criança.

O campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, também conta com uma brinquedoteca, inaugurada em 2025 e coordenada pela professora Adma de Oliveira Martins, com funcionamento de manhã e à tarde, atendendo crianças de 4 a 11 anos.

Confira mais informações sobre a Brinquedoteca da Ufac

 



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