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Uma nação dividida entre a Rússia e o Ocidente: seu guia simples para o voto na Geórgia | Notícias de política

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Os georgianos votarão no sábado nas eleições parlamentares que parecem definidas para definir se a nação montanhosa que abrange a Europa Oriental e a Ásia Ocidental se orientará para Moscovo ou Bruxelas.

A bifurcação geopolítica da política do país tem vindo a construir-se gradualmente há anos, mas veio à tona em Abril, quando protestos em grande escala estourou.

Eles se opuseram a um polêmico lei dos “agentes estrangeiros” passou em maio. Os críticos dizem que se assemelha à legislação russa, que tem sido usada para reprimir a dissidência.

Para muitos manifestantes, isto também aponta para a inclinação pró-Rússia do Sonho Georgiano, à medida que o partido do governo procura garantir um quarto mandato no poder.

Os partidos da oposição pró-Ocidente pretendem formar uma coligação para garantir um governo maioritário e colocar o país novamente no caminho da adesão à União Europeia.

A oposição pode contar com o apoio em larga escala dos governos em grande parte do país. Geração Z de tendência ocidentalenquanto o Georgia Dream conta com o apoio da geração mais velha do país e dos eleitores nas áreas rurais.

As pesquisas sugerem que será uma batalha muito disputada. À medida que a guerra Rússia-Ucrânia avança, os observadores traçam paralelos com as recentes votações em Moldávia, uma nação também dividida entre facções pró-Rússia e pró-Ocidente.

Aqui está o que você precisa saber:

O que há de importante nestas eleições?

Depende de para quem você pergunta.

“Se você ouvir o governo, esta é uma escolha entre a paz e a guerra. (Para) a oposição, esta é uma escolha entre a UE e a Rússia e, de acordo com a sociedade civil, esta é uma escolha entre a democracia e o autoritarismo”, disse Kornely Kakachia, professor e diretor do Instituto Georgiano de Política, à Al Jazeera. .

Os especialistas concordam que a geopolítica será um factor determinante nestas eleições.

Os eleitores decidirão “que tipo de Estado querem construir”, disse Kakachia.

Manifestantes pró-UE marcham em frente ao parlamento da Geórgia em junho de 2024 (Arquivo: Nils Adler/Al Jazeera)

Ou continuarão a olhar para o Ocidente e a perseguir a ambição do país de se tornar membro de pleno direito da UE, o que está consagrado na sua Constituição, ou voltar-se-ão para a Rússia, um país que a Geórgia, enquanto Estado pós-soviético, partilha um longo e complicado história com.

A Rússia e a Geórgia travaram uma guerra de cinco dias em 2008, nas regiões separatistas da Abcásia e da Ossétia do Sul, onde várias centenas de pessoas foram mortas e milhares de pessoas de etnia georgiana foram deslocadas.

O conflito terminou com uma vitória decisiva para a Rússia depois de as suas tropas alcançarem rapidamente uma estrada vital e acamparem a uma distância de ataque da capital da Geórgia, Tbilisi.

Missão de Monitorização da União Europeia na Geórgia. Nils Adler
Membros da Missão de Observação da UE na Geórgia observam uma base militar russa na Ossétia do Sul, junho de 2024 (Arquivo: Nils Adler/Al Jazeera)

Thomas de Waal, pesquisador sênior da Carnegie Europe especializado na Europa Oriental e na região do Cáucaso, disse à Al Jazeera que a votação definirá se a Geórgia “vai sobreviver como uma democracia” ou, se o Georgian Dream vencer, se se tornará um Estado de partido único como alguns outros condados da região, incluindo o Azerbaijão.

Ele citou a recente promessa do Georgia’s Dream de proibir o maior partido da oposição, o Movimento Nacional Unido (UNM), se vencer, como um sinal de que a Geórgia poderia evoluir mais para uma forma de “democracia iliberal”.

O que é Georgia Dream e é pró-Rússia?

O Georgian Dream foi fundado pela oligarca bilionária Bidzina Ivanishvili em 2012 e inicialmente foi visto como um partido pró-europeu.

De Waal disse que durante o primeiro mandato do partido no poder, desfrutou de fortes relações com Bruxelas, culminando no Acordo de Associação de 2014 que aprofundou os laços económicos e comerciais.

No entanto, nos últimos anos, o partido, especialmente Ivanishvili, que ganhou dinheiro na Rússia, tem dado sinais de que está a aproximar-se de Moscovo.

Após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em Fevereiro de 2022, o governo da Geórgia não apoiou a As sanções do Ocidente contra Moscoue Ivanishvili não conseguiu condená-lo publicamente.

Ivanishvili
A oligarca georgiana Bidzina Ivanishvili participa do último comício de campanha do partido governante Georgian Dream em Tbilisi, em 23 de outubro de 2024 (Giorgi Arjevanidze/AFP)

No entanto, com cerca de 80 por cento da população a apoiar a adesão à UE, Kakachia explicou que o governo não pode denunciar abertamente a UE ou quaisquer ambições de se afastar da sua influência.

Ele disse que, em vez disso, o partido se concentrou em criticar os partidos da oposição e a influência ocidental por ameaçarem arrastar a Geórgia para a guerra contra a Ucrânia.

Por sua vez, promove o aprofundamento das relações com Moscovo para evitar antagonizar o seu vizinho.

Ao mesmo tempo, disse que o partido sinaliza o desejo de a Geórgia aderir à UE, mas nos seus “próprios termos”, o que, segundo ele, se assemelharia à relação turbulenta da Hungria com o bloco sob o comando de Viktor Orban.

A UNM tem alguma chance de derrubar o Georgia Dream?

Não por si só.

As sondagens variam entre 13% e 20% para o partido fundado pelo ex-presidente Mikheil Saakashvili em 2003, mesmo ano em que chegou ao poder.

No seu terceiro mandato no poder, foi atolado em escândalos. Após protestos em larga escala, foi derrubado por uma coligação formada pela Georgian Dream em 2012.

Saakashvili era preso em outubro de 2021 depois de regressar da Ucrânia à Geórgia e atualmente cumpre uma pena de seis anos de prisão por “abuso de poder”.

Mikheil Saakashvili
O ex-presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, ao centro, gesticula cercado por guarda-costas enquanto tenta sair de um terminal ao chegar ao aeroporto Boryspil, nos arredores de Kiev, Ucrânia, em 29 de maio de 2019 (Arquivo: Efrem Lukatsky/AP Photo)

O legado fez com que a UNM fosse vista como uma “marca tóxica” para muitos eleitores, disse De Waal, com muitos partidos da oposição a tentarem distanciar-se de qualquer associação com o antigo presidente.

O que é a Carta da Geórgia?

A carta é um acordo entre 19 partidos políticos para consolidar a oposição pró-europeia ao sonho georgiano.

Foi apresentado em maio pelo atual presidente da Geórgia, Salome Zourabichvili, e promete que, se a oposição obtiver uma maioria, implementará reformas judiciais e anticorrupção sob um governo temporário para colocar o país novamente no caminho das negociações de adesão com a UE.

Geórgia
As tensões aumentaram em Tbilisi depois da aprovação da lei dos “agentes estrangeiros”, e pichações pró-Europa podem ser vistas em toda a capital da Geórgia. Tbilisi, Geórgia, junho de 2024 (Nils Adler/Al Jazeera)

De acordo com a carta, após a implementação das reformas, o governo temporário convocará eleições antecipadas.

Quais são os resultados possíveis?

É difícil julgar.

As sondagens sugerem que o Georgian Dream irá garantir o maior número de votos, mas não a maioria – pelo menos 76 votos em 150 assentos parlamentares – necessária para formar um governo.

Todos os partidos da oposição descartaram a possibilidade de formar um acordo de trabalho com o Georgia Dream, o que poderia levá-lo a ultrapassar o limiar.

De Waal disse que embora os partidos da oposição tenham uma oportunidade real de obter os 50 por cento dos votos necessários para formar um governo, falta-lhes “um líder carismático” que possa ser importante numa disputa tão acirrada.

Kakachia não pode prever quem vencerá, mas disse que o dia das eleições representará a “calma antes da tempestade”.

Se Georgia Dream mantiver o poder, espera que a geração mais jovem proteste contra o regresso à esfera de influência russa, 33 anos após a independência.

Caso a oposição vença, Kakachia prevê a necessidade de mediação internacional e de diplomacia de transporte por parte dos EUA e de outros intervenientes estrangeiros para apaziguar Ivanishvili e fornecer-lhe segurança e garantias financeiras.

No início de Outubro, a UE adoptou uma resolução apelando aos seus Estados-membros para que impusessem sanções pessoais a Ivanishvili.

Kakachia disse que o vizinho da Geórgia, a Rússia, também seria antagonizado por uma vitória da oposição, levando a possíveis consequências geopolíticas.

Ele disse que Moscou poderia sinalizar o seu descontentamento com um novo governo amigo da UE, introduzindo um embargo comercial.



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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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