ACRE
Uma série de ataques a homens gays tem sido associada a aplicativos de namoro. Os ‘influenciadores’ estão alimentando o ódio na Austrália? | Polícia e policiamento australiano
PUBLICADO
2 anos atrásem
Josh Taylor
Em uma manhã fria de julho em Canberra, um homem andou de moto para encontrar uma pessoa com quem estaria conversando no aplicativo de namoro Grindr – apenas para encontrar quatro homens que supostamente o agrediram.
Um mês depois, a polícia de Queensland alegou que seis pessoas foram roubadas após serem atraídas para reuniões por alguém usando um perfil falso no aplicativo no sul de Brisbane.
Supostos ataques semelhantes a homens, que concordaram em reuniões através de aplicativos como o Grindr, também ocorreram em outros estados nos últimos meses.
A onda de mais de uma dúzia de casos separados em toda a Austrália desde julho despertou preocupação entre a comunidade LGBTQ+. Em alguns casos – mas não em todos – a polícia alegou que foram feitos comentários homofóbicos e vários dos incidentes foram filmados.
Separadamente, há uma preocupação crescente na comunidade com os influenciadores online. Jeremy Oliver, gestor do portfólio LGBTQ+ da polícia de Victoria, disse ao Guardian Australia que alguns influenciadores anti-LGBTQ+ estão a promover “métodos de ataques ou gravações que as pessoas fazem para atacar pessoas queer”.
“Não sei muito, mas imagino que é onde eles estão obtendo essas informações, e os métodos de como fazer isso, e onde carregá-las, e fazendo isso através do Grindr por um motivo específico”, diz Oliver.
“Temos visto esse aumento no sentimento da comunidade anti-LGBTIQ+ nos últimos dois anos, por isso acredito que surgiu disso, mas também porque existem estes influenciadores que também estão a promover estes ataques e métodos online a nível global.”
Ele diz que não está isolado na Austrália.
“Está tudo conectado por meio de mídias sociais e aplicativos”, diz ele.
A polícia de Victoria, notando incidentes ocorridos em todo o estado e também no resto do país, alertou outras agências em uma reunião bimestral de agências policiais em toda a Austrália e Nova Zelândia no início deste ano, “para garantir que todos tenhamos as mesmas informações e números de incidentes e respostas ao que está ocorrendo”, diz Oliver.
Incidentes ‘insidiosos’
Depois que o ataque de Canberra foi relatado à polícia, mais tarde foi determinado que foi um dos três supostos ataques semelhantes no Território da Capital Australiana ao longo de vários dias.
Um segundo homem foi atacado às 2h30 do sábado seguinte por até oito homens em Red Hill, que supostamente o agrediram e gritaram calúnias homofóbicas enquanto exigiam dinheiro e tentavam roubar suas chaves e carteira.
Um terceiro homem teria sido atacado quase uma hora e meia depois, por até oito pessoas usando coberturas faciais.
A polícia do ACT acredita que os três incidentes podem estar relacionados.
No início deste mês, disse que cinco mandados de busca foram executados em residências no ACT e em Nova Gales do Sul, com dispositivos eletrônicos apreendidos e jovens conversando. Nenhuma prisão foi feita e a investigação está em andamento.
Na Austrália Ocidental, quatro adolescentes foram acusados após duas alegadas agressões organizadas através de uma aplicação de encontros, onde as vítimas foram alegadamente agredidas e depois sujeitas a insultos homofóbicos, em incidentes que o primeiro-ministro do estado, Roger Cook, classificou de “insidiosos”.
Dois adolescentes também foram presos em dezembro passado, após uma série de ataques às vítimas organizados no Grindr em NSW no final de 2022.
A organização de saúde sexual com sede em Victoria, Thorne Harbor Health (THH), emitiu no mês passado um alerta aos homens gays e bissexuais para terem cautela ao usar aplicativos como Grindr, Scruff e Snapchat para se encontrarem.
Isso aconteceu depois do que a polícia alega terem sido incidentes de vários grupos de infratores se passando por usuários legítimos de aplicativos de namoro LGBTQ+ para atrair homens a conhecê-los.
Um porta-voz do Grindr diz que malfeitores podem tentar fazer uso indevido de seus serviços e colocar os usuários em risco, semelhante a qualquer serviço, mas a empresa trabalha duro para garantir “um ambiente seguro e autêntico, livre de contas falsas e prejudiciais”.
após a promoção do boletim informativo
A empresa afirma que, onde há períodos de aumento de ameaças aos usuários, ela faz parceria com autoridades locais, agências governamentais e organizações LGBTQ + para que os alertas no aplicativo sejam mostrados aos usuários.
“Além disso, o Grindr responde e coopera com as autoridades policiais para ajudar nas investigações de incidentes”, disse o porta-voz.
Identificando maus atores
Aplicativos de namoro para homens gays e bissexuais são usados para qualquer coisa, desde fazer novos amigos até encontros e encontros anônimos. Embora alguns conheçam a pessoa que planejam conhecer com bastante antecedência, é frequentemente prática organizar um encontro rápido, às vezes com muito pouca informação sobre a outra pessoa.
Esse quase anonimato frequentemente procurado nos aplicativos torna mais complicado identificar maus atores.
O gerente de envolvimento da comunidade do THH, Caleb Hawk, disse ao Guardian Australia que é incrivelmente desafiador identificar perfis falsos, dados os vários níveis de anonimato exigidos pelos usuários, mas os aplicativos deveriam fazer mais para encontrar essas contas.
“Dito isto, um dos desafios que estamos vendo nesta série de ataques é que os supostos infratores estão frequentemente transferindo a conversa dos aplicativos de conexão para outros aplicativos de mensagens como o Snapchat, que podem não estar tão vigilantes quanto às proteções do usuário quando isso acontece. trata de recursos como compartilhamento de localização”, diz ele.
Quando um usuário abre o Grindr na Austrália agora, ele ocasionalmente é saudado com um pop-up aconselhando-o a ser cauteloso ao se reunir no aplicativo, e Hawk diz que os aplicativos devem alertar as pessoas sobre os riscos envolvidos.
Hawk diz que as pessoas também poderiam tomar mais medidas para verificar a identidade de alguém antes de marcar um encontro para se protegerem melhor e estarem cientes das informações que estão compartilhando sobre si mesmas.
THH também sugeriu desativar o compartilhamento de localização no Snapchat e insta as pessoas a denunciarem quaisquer supostos ataques à polícia. Ele disse que as pessoas também podem minimizar o risco reunindo-se em um local público, como um bar, restaurante ou local de sexo no local, bem como usando recursos como “Find My” no iPhone para compartilhar a localização com um amigo de confiança ao combinar um encontro. conhecer alguém.
Oliver diz que o Grindr atendeu às solicitações feitas pela polícia de Victoria e foi útil nas mensagens enviadas aos usuários.
Um novo código da indústria voltado para a segurança em aplicativos de namoro, incluindo o Grindr, entrará em vigor em abril do próximo ano. O comissário de eSafety informou este mês ao governo que era adequado ao propósito e que as empresas têm seis meses para implementar as mudanças.
O código exigirá que os aplicativos detectem possíveis incidentes prejudiciais, tomem medidas contra usuários por violarem políticas, tenham mecanismos transparentes de reclamação e denúncia e forneçam relatórios de transparência sobre o número de contas encerradas e processos de moderação de conteúdo.
Os aplicativos também precisarão ter um envolvimento proativo com as autoridades policiais, incluindo o escalonamento de reclamações quando houver uma ameaça iminente à segurança.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
11 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
Relacionado
ACRE
Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
Relacionado
ACRE
Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login