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USP cria centro de inovação para transição energética – 18/10/2024 – Mercado

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Pedro Lovisi

A USP inaugurou nesta sexta-feira (18) o Centro de Inovação para Transição Energética (Etic, na sigla em inglês), ligado à Escola Politécnica, faculdade de engenharia da instituição. O grupo vai focar parcerias entre alunos da universidade e empresas privadas para resolver problemas diários dessas companhias relacionados à geração de energia e eficiência energética.

No primeiro semestre de 2025, a USP vai também lançar uma nova disciplina optativa sobre transição energética disponível para alunos de todos os cursos de graduação da universidade. Com isso, o objetivo é que o grupo seja multidisciplinar.

“Queremos atrair a garotada para essa discussão e vamos usar a disciplina para que os alunos vivenciem problemas de verdade; a empresa vai dizer qual é o problema dela e os alunos vão tentar resolver esses problemas. A gente quer que a molecada curta esse desafio”, diz Erik Eduardo Rego, ex-diretor da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e coordenador do novo centro.

Também poderão fazer parte do centro alunos de pós-graduação, pré-mestrado (quando o aluno está terminando a graduação), mestrado e pós-doutorado. Nos últimos três casos, haverá bolsa de pesquisa para os participantes ao menos pelos próximos dois anos.

Os valores das bolsas, segundo Rego, estarão abaixo da tabela da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e acima do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) —essas instituições têm bolsas de diferentes valores; o mínimo nas do CNPq é R$ 700 e, nas da Fapesp, R$ 1.800; o máximo pode chegar a R$ 5.000 no CNPq e a R$ 12 mil na Fapesp..

As bolsas serão custeadas em parte pela Cosan, grupo dono de várias empresas de produção e distribuição de combustíveis, como Raízen e Comgás.

“A transição energética é um grande guarda-chuva. Eu trabalho no setor elétrico há muito tempo, há cerca de 20 anos, então pesquisa relacionada ao setor de energia elétrica eu consigo orientar com mais facilidade. Estamos olhando também para SAF (combustível sustentável de aviação) e hidrogênio verde, mas com cuidado de não dar o passo maior que a perna” afirma Rego.

A inauguração do centro aconteceu em um debate organizado pela Poli sobre os desafios e oportunidades do Brasil na transição energética, inclusive relacionados ao financiamento climático. Estavam presentes a subsecretária de Energia e Mineração na Secretaria de Meio Ambiente do estado São Paulo, Marisa Barros, a diretora de produtos e projetos da ClimaTempo, Gilca Palma, além de professores da universidade.

“A transição energética é o caminho que a gente escolhe hoje para poder viver o amanhã e a engenharia inova a tecnologia, inova o processo. Isso é fundamental para que a gente sustente um futuro mais sustentável”, diz Celma de Oliveira Ribeiro, vice-chefe do Departamento de Engenharia de Produção da Poli. “Por isso, a gente pretende engajar a geração Z para realizar pesquisa de ponta; não dá para fazer transição energética sozinho e a Poli tem uma boa interação com empresas”, acrescenta.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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