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Vale: Novo CEO deve focar em cobre e relação com governo – 09/10/2024 – Mercado

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Nicola Pamplona

O novo presidente da Vale, Gustavo Pimenta, disse a analistas de mercado que sua gestão terá como focos o aumento da produção de cobre, mineral necessário para a transição energética, e uma melhor relação com o governo, para eliminar pendências de gestões anteriores, segundo relatório do Itaú BBA.

O executivo assumiu a Vale no início deste mês, após conturbado processo de sucessão que ganhou contornos políticos com a pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para indicar o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Ele ocupava a vice-presidência financeira da mineradora e foi escolhido após análise de uma lista de 15 nomes entregue pela consultoria internacional Russell Reynolds, contratada pela Vale para auxiliar no processo de sucessão.

A solução interna era defendida pela Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, e pelo representante dos trabalhadores no conselho da companhia, André Viana, como uma alternativa para atender a anseios de acionistas e do governo.

Em relatório sobre encontro de Pimenta com analistas, o Itaú BBA diz que o presidente da Vale afirmou estar pessoalmente envolvido em uma agenda institucional para melhorar o relacionamento com públicos de interesse da empresa, principalmente o governo.

Para o banco, a disposição é fundamental para reduzir pendências de curto prazo da empresa, como a renegociação das concessões ferroviárias e o acordo para reparação dos danos da tragédia de Mariana (MG), em 2015.

No primeiro caso, o governo espera receita maior do que o acordo fechado sob o governo Jair Bolsonaro (PL). O segundo é um dos principais pontos de atrito da companhia com o governo, que reclama da demora na conclusão das negociações.

Nos últimos meses, a empresa foi alvo recorrente tanto do presidente Lula quanto do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que chegou a reclamar das dificuldades de negociar com uma empresa “acéfala”.

O antecessor de Pimenta, Eduardo Bartolomeo, era criticado até internamente pela dificuldade de relacionamento com governo e outros agentes envolvidos nas duas pendências. A solução desses temas pode levar a empresa a rever suas metas de endividamento.

Do ponto de vista operacional, relata o Itaú BBA, Pimenta disse a analistas que uma das prioridades é reduzir riscos ao crescimento da produção de minério de ferro. Nesse sentido, o plano é ampliar a produção e não despejar no mercado volumes superiores à capacidade de consumo.

No segmento de minerais da transição energética, um dos focos de crescimento da companhia para os próximos anos, a prioridade seria ampliar a produção de cobre. A meta, diz o banco, é chegar a 500 mil toneladas por ano em 2028. Em 2023, foram 326 mil toneladas.

O crescimento tanto no minério quanto no cobre pode se dar por meio de parcerias e aquisições, disse Pimenta, segundo o relato do Itaú BBA.

Outro foco seria a redução de custos, segundo os analistas do banco. Pimenta disse que a meta é reduzir o custo de produção do minério para abaixo de US$ 20 por tonelada, contra US$ 25 por tonelada registrados no terceiro trimestre de 2024.

O executivo já havia sinalizado a conselheiros a disposição de enxugar a estrutura da companhia. Esta semana, promoveu sua primeira mudança no alto escalão da mineradora, com a dispensa do vice-presidente de Soluções de Minério de Ferro, Marcelo Spinelli.

Rogério Nogueira, atual diretor de Desenvolvimento de Produtos e Negócios da Companhia, assumiu o cargo interinamente.



Leia Mais: Folha

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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre

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Entrega de notebooks e PCs (2).jpg

A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), da Ufac, entregou notebooks e computadores para as coordenações e as secretarias dos programas de pós-graduação (PPGs) da instituição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira, 28, no auditório da Pró-Reitoria de Graducação, campus-sede. Na ocasião, foram abordadas pautas como a liberação de mais de R$ 400 mil em recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

“A pesquisa e a pós-graduação foram a base que me consolidaram na gestão universitária. Queremos dialogar com os coordenadores para atender às demandas de pessoal, de espaço e de ajuste de fluxo”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Trataremos com a mesma atenção os mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais e os programas em rede. Isso é uma condição mínima de trabalho para cada programa no seu dia a dia.”

Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti, a medida visa fortalecer a infraestrutura de apoio à produção científica e tecnológica regional. “São equipamentos novos, com boa configuração, que vão dar suporte aos coordenadores comandarem esses programas tão necessários para o desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da pós-graduação em nossa região”, comentou.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac propõe criação do curso de Psicologia no campus Floresta — Universidade Federal do Acre

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Reunião no DF-2026.08.25 (2).jpeg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Marcus Vinícius David, e a equipe da Secretaria de Educação Superior (Sesu), nessa terça-feira, 25, em Brasília. A pauta foi a formalização da proposta de criação do curso de Psicologia no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A expectativa da universidade é de que o curso possa ser ofertado a partir de 2027.

O reitor destacou que o Vale do Juruá não dispõe de formação superior com esse perfil e que profissionais que atuam na região muitas vezes vêm de Rio Branco ou de outros Estados. A avaliação da gestão é de que existe demanda por psicólogos tanto no atendimento pelo Sistema Único de Saúde quanto no setor privado.

A criação do curso integra as possibilidades do Programa Universidades Transformadoras e, de acordo com o reitor, foi uma das demandas apontadas durante o processo eleitoral da atual gestão “Seria uma oportunidade para os filhos, os jovens que estão saindo do ensino médio, que têm o sonho de caminhar nessa área da saúde e se formar em Psicologia”, pontuou Josimar.

Na agenda com o MEC, também foram apresentadas outras demandas da universidade. O reitor convidou formalmente Marcus Vinícius David para conhecer o campus Floresta e visitar obras da Ufac vinculadas ao Programa de Aceleração do Crescimento no campus Fronteira, em Brasileia.

Nesta quarta-feira, 26, Josimar também participou da 188ª Reunião Extraordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), realizada na sede da entidade, em Brasília. A participação integrou a agenda institucional da Ufac na capital federal.



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