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‘Vamos nos aprofundar nos arquivos e dizer a verdade’: interrogar as conexões de Yale com a escravidão | Livros de história
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Martin Pengelly in Washington
EUn 2019, o historiador de Yale David Blight ganhou um prêmio Pulitzerpor sua monumental biografia de Frederick Douglass. Em 2020, a praga estava começando o trabalho em seu próximo livro, A Life of the Writer and Civil Rights Activists James Weldon Johnson. Então seu presidente da faculdade ligou.
“Peter Salovey me chamou, nas profundezas de Covid, e disse: ‘Você lideraria, administraria e escreveria a história de Yale e a escravidão?”
Foi o ano do assassinato policial de George Floyd e protestos crescentes pela justiça racial. Outras universidades – GeorgetownAssim, HarvardAssim, MarromAssim, Princeton – estavam exumando e examinando o papel da escravidão em seu passado.
“Eu não queria passar anos da minha vida estudando Yale”, diz Blight. “Eu tinha outro livro que comecei … engoli em seco. Mas eu realmente não tinha escolha. Eu corro o Centro Para o estudo da escravidão, resistência e abolição. Então eu disse: ‘Sim, mas não quero escrever um relatório, que é o que todas as outras universidades estão fazendo, está cheio de estatísticas, está cheio de opções políticas e Yada Yada. Vamos escrever uma história narrativa real. Vamos nos aprofundar nos arquivos e dizer a verdade.
“E (Salovey) adorou a ideia. E nos três anos seguintes, tive uma pequena equipe de pesquisa, tive dois ou três dos bibliotecários mais brilhantes de Yale, e foi exatamente isso que escrevemos, uma história narrativa, e nem uma vez Salovey ou qualquer pessoa em seu governo tentou controlá -la. ”
A história é uma coisa sensível. Enquanto a praga e sua equipe começaram a trabalhar, a controvérsia se enfureceu O projeto de 1619A reformulação da história americana de Nikole Hannah-Jones para começar quando os primeiros africanos escravizados pisaram na Virgínia. Os historiadores debateram. Os guerreiros culturais foram para a ofensiva.
Harvard estava lutando com a questão de Reparações. Yale não era inteiramente otimista. A praga “recebeu perguntas do escritório do conselheiro geral de vez em quando. ‘Você pode nos dizer o que está vindo aqui’, esse tipo de coisa. Mas esse é o trabalho deles. Isso é bom. Ninguém tentou controlar uma única palavra do que fizemos. ” O resultado é Yale e escravidão: uma históriaum trabalho necessário e extremamente legível. A maior parte do texto convincente e lírico é da praga. Mas foi um verdadeiro esforço colaborativo.
“Eu escrevi nove capítulos”, diz Blight. “Espero que McGrath tenha escrito os dois capítulos do final do século XIX e uma série de interlúdios e Mike Morand escreveu o capítulo de 1831”, sobre um esforço fracassado para estabelecer uma faculdade negra em New Haven. “Ambos estavam profundamente incorporados no Biblioteca Beinecke e as fontes, e todos nos editamos. ”
A história começa em Connecticut do século XVII, em meio à subjugação brutal de tribos nativas por colonos ingleses. Yale foi fundada em 1701, o início do século em que o comércio de escravos transatlânticos atingiu sua terrível altura. A introdução da Blight coloca o caso de maneira sucinta: “Uma multidão dos fundadores, reitores e presidentes, professores, doadores e graduados da Universidade de Yale desempenharam papéis na sustentação da escravidão, seus fundamentos ideológicos e seu poder”. Ele e seus colegas autores levam a história para o século XX.
A brochura está fora, um exposição no Museu de New Haven foi fechado. Mas, assim como a queima diz que ainda há trabalho a fazer – “pode haver um segundo volume que leva a história da raça em Yale até o século XX e no dia 21 … haverá placas, possivelmente um grande memorial, quiosques em torno do campus” – então ele aponta que o projeto de Yale e a escravidão realmente começou anos antes do verão de George Floy.
“Charleston foi o ponto de virada”, diz Blight, referindo -se ao assassinato de nove negros em uma igreja na Carolina do Norte Em 2015. “Em junho, será uma década desde o massacre de Emanuel Ame, e foi isso que levou Peter Salovey a iniciar a discussão no campus sobre o nome de Calhoun, que levou a dois anos de turbulência.”
John C Calhoun foi um congressista e senador da Carolina do Sul que se tornou secretário de Guerra, Secretário de Estado, candidato presidencial e vice-presidente de John Quincy Adams e Andrew Jackson. Um campeão feroz da escravidão, na década de 1830, Calhoun empurrou os EUA para a beira da guerra civil. Desde 1933, seu nome adornou um colégio de Yale. Em 2017, em meio à cita de tumulto, a faculdade foi renomeada para Grace Murray Hoppero grande cientista da computação.
Outras faculdades ainda têm nomes de proprietários de escravos. Outros lembretes permanecem. O capítulo final de Yale e a escravidão, escrito pela praga, diz respeito ao memorial da Guerra Civil da Universidade. Entetado em 1915, foi um monumento ao revisionismo de “causa perdida”, tratando soldados do norte e do sul, mencionando a escravidão em nenhum lugar. Em 2020, quando a praga começou a trabalhar, manifestantes em todos os EUA vandalizaram ou puxado para baixo estátuas e memoriais ao passado contestado. Autoridades removeu outros. Em Yale, o memorial da Guerra Civil permanece inalterado – mas com uma exibição informativa instalada.
“Não estou defendendo a remoção de nada”, diz Blight. “Se (Yale e a escravidão) levar a mais renomear deste ou daquele site, assim seja … (mas) este memorial de guerra está profundamente incorporado a um grande edifício aqui e uma grande via através do campus. Você poderia explodi -lo de lá, suponho, mas isso seria uma tragédia. Melhor explicar, interpretar e revisar. ”
Yale e a escravidão fazem isso. Os americanos negros são perfilados, proeminentes entre eles William Grimes, autor da “a primeira narrativa de escravos de uma pessoa negra nascida na América”, filho de um veterano revolucionário de guerra que escapou da escravidão em Savannah, na Geórgia, viveu uma vida longa e picaresca em New Haven.
O livro da Right também lança luz sobre os vínculos entre New Haven (“e todas as cidades portuárias da Nova Inglaterra, realmente”) e as plantações de açúcar das Índias Ocidentais Britânicas, uma cultura além dos campos de algodão do sul americano, mas tão brutal. A praga destaca uma citação de Benjamin Silliman SR, um professor de Yale que em 1833 obteve uma comissão federal para estudar plantações de açúcar na Louisiana.
Para um colega professor que faz uma viagem de pesquisa, Silliman escreveu: “Abra seus olhos e ouvidos para todos os fatos relacionados à condição real da escravidão em todos os lugares – mas não fale sobre isso – ouça e veja tudo, exceto dizer pouco.”
Silliman, diz que a praga era, sem dúvida, “um grande cientista, frequentemente creditado por trazer as ciências naturais para os currículos da universidade. Ele esteve aqui por 50, 60 anos. Mas quando descobrimos essa citação, (pensamos): ‘Oh meu Deus, essa é a epígrafe’. Ele está dizendo ao colega: ‘Aprenda tudo o que puder sobre a escravidão, mas não conte a ninguém’. E esse meio que se tornou o modo de pensamento, ou mesmo um modus operandi, talvez para o próprio Yale. Estude isso, mas tenha cuidado falando sobre isso. Uma espécie de moderação profundamente concertada.
“E então descobrimos que Silliman tinha um assistente de pesquisa negra, Robert Park, por algo como 30 anos, um cara de aqui em New Haven, que pode ter nascido um escravo. Nós nunca descobrimos isso. Mas você tem uma noção de quão profundamente incorporou certas idéias neste lugar. E Silliman, Ele tem uma estátuaem Science Hill. E sim, uma faculdade também nomeou ele. ”
Silliman veio de uma família de escravos. Ele condenou a escravidão, mas, como escreve, como em muitos neozelandeses, ele permaneceu “preso em uma memória que não podia silenciar nem controlar”.
Recentemente, em Yale e em outros lugares, o protesto estudantil se concentrou em outras questões – a guerra de Israel em Gaza. Mas a escravidão e seu legado permanecem crus e relevantes, especialmente quando o retorno de Donald Trump ao poder desencadeia novos ataques a iniciativas progressistas do campus, incluindo tentativas de considerar o racismo e seu lugar na história americana.
As faculdades devem pisar levemente. Yale e a escravidão é uma grande obra de história, mas como observa a praga, não foi enviado para revisão: “Eles não queriam publicidade, a princípio. Eles queriam de alguma forma ver qual era a reação sem ela. ”
Quando se trata do fantasma persistente da escravidão, a publicidade pode ser desconfortável. Alguns anos atrás, quando o Grace Hopper College ainda recebeu o nome de John C Calhoun, uma janela em seu refeitório mostrou imagens romantizadas de pessoas escravizadas trabalhando em Southern Fields. Um trabalhador universitário preto pegou uma alça de vassoura e esmagou os painéis. Os repórteres desceram. Controvérsia aumentou. O funcionário não foi processado. O vidro não foi restaurado.
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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