AMAZÔNIA
Veja a ideia: Semana Nacional de Celebração e Conscientização em torno da relevância da Questão do Acre para o Brasil
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8 anos atrásem
O escritor e servidor público Maikon Fabrício Ferreira Viana apresentou, nesta semana, ao Senado Federal a ideia inédita de realização da Semana Nacional de Celebração e Conscientização em torno da relevância da Questão do Acre para o Brasil.
O escritor e idealizador da ideia, explica que a ideia “busca a implementação de um conjunto de ações que é, a um só tempo, provavelmente, único e inédito, em todo o Brasil, e que, seguramente, impactará positivamente sobre o âmbito educacional, além de poder impactar, prestigiosamente, a política e a cultura da sociedade acreana, e o turismo local“.
Afirmou que “Tal semana dar-se-á, anualmente, de 15 a 19 nov., com esp. atenção aos dias 15 (Proclam._República) e 17 (Assin._Tratado_Petrópolis). Nessa direção, observa o embaixador e prof. Rubens Ricupero: Em relação às implicações duradouras …, o que sobressai … é o valor fundador do episódio. Ao resolver … um desafio com alto risco de provocar guerra, consolidou-se a opção da República …pela paz” – diz Maikon.
Para apoiar a ideia e votar a favor da sua aprovação, clique no link aqui. O proponente da ideia, explica a proposta no artigo abaixo.
O Acre “é um caso único e incomparável. Excepcional.”
(Embaixador e professor Rubens Ricupero)
PREÂMBULO
Muito embora, com larga frequência, o mundo político não seja de cooperação, o atual momento, assinalado por crises de múltiplas dimensões, explicitamente, adverte (-nos) para a elaboração coletiva de soluções e de projetos, especialmente, aqueles que beneficiem o número máximo possível de indivíduos, atendendo, assim, ao princípio da supremacia do interesse público. Nessa perspectiva, propõe-se o engajamento por autoridades/membros não só dos Poderes Legislativo e Executivo, mas, também, e principalmente, por parte de docentes, profissionais, intelectuais e outras pessoas/agentes integrantes de setores da sociedade civil organizada do Acre, além da comunidade, em geral, daquele Estado, bem como outros interessados.
Em verdade, a presente minuta, que, de certo modo, coloca o Acre na vanguarda do civismo, no Brasil, busca a implementação de um conjunto de ações que é, a um só tempo, muito provavelmente, único e inédito, em todo o País, e que, seguramente, impactará muito positivamente sobre o âmbito educacional, além de poder impactar, prestigiosamente, a política e a cultura da sociedade acreana, de modo benéfico, além de possibilitar a fomentação do turismo naquela unidade federativa, e, ademais, proporcionar justa apreciação e valorização acerca da imensa relevância daquele Estado para a história do Brasil, em múltiplos aspectos.
TÍTULO I – DA ABRANGÊNCIA
Item 1º. A semana supracitada poderá ser implementada em duas etapas/frentes:
I – Estadual e regional (em relação à Região Norte), por meio de decreto ou de lei; e
II – Nacional.
TÍTULO II – DA JUSTIFICATIVA
Item 2º. Tal semana dar-se-á, anualmente, de modo mais preciso, de 15 a 19 de novembro, com especial atenção aos dias 15 de novembro (Proclamação da República) e (sobretudo) 17 do mesmo mês (Assinatura do Tratado de Petrópolis). Nessa direção, observa o embaixador e professor Rubens Ricupero:
Em relação às implicações duradouras para a diplomacia brasileira, o que sobressai, acima de tudo, é o valor fundador do episódio. Ao resolver-se pela negociação e pela transação, um desafio com alto risco de provocar guerra, consolidou-se a opção da República pela diplomacia e pela paz[1]
TÍTULO III – DA FORMA DE CONCEPÇÃO/ELABORAÇÃO
Item 3º. Para efeitos de concepção, aprimoramento e de possível e posterior execução do que é, atualmente, esta minuta, definir-se-á calendário com previsão para audiências públicas e assembleias, no Legislativo do Acre, bem como em outros espaços, esferas, lugares e/ou entidades, a fim de se construir, democraticamente, projeto que resulte em lei (ou, em último caso, decreto) para instituição legal da Semana Nacional e Regional em tela, por meio de diálogo com organizações como a Universidade Federal do Acre – UFAC, o Instituto Federal do Acre – IFAC, Museu da Borracha, Sindicato dos Soldados da Borracha, Secretaria Estadual de Educação do Estado, Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, Academia de Letras do Acre, Serviço Social do Comércio no Acre – SESC/AC, dentre muitas outras. Para tanto, também, poderão ser criados grupos ou comissões de trabalho.
Parágrafo único. O processo de escolhas dos membros da referida comissão poderá ocorrer mediante escolha de agentes de entidades como as mencionadas acima, dentre outras. E mais: poderá ocorrer de forma anual ou bienal, ou conforme se decidir, posteriormente, em audiências públicas e/ou em assembleias legislativas.
TÍTULO IV – DOS EVENTOS/PROGRAMAS CULTURAIS E EDUCACIONAIS INTEGRANTES DA SEMANA NACIONAL E REGIONAL
Item 4º. Poderão ser instituídos os Prêmios Literários do Estado do Acre, com temas que versem, preferencialmente, sobre a história, a política, a cultura, biografias de grandes personagens do sudoeste amazônico etc., mediante o concurso de obras inéditas ou publicadas, em determinado período. Um excelente exemplo, nesse sentido, seria o Prêmio Leandro Tocantins, de história social, de abrangência nacional e regional, cujo resultado seria anunciado durante os festejos da Semana Nacional. Outro exemplo: Prêmio Dr. Enéas Ferreira Carneiro.
Item 5º. Poderá ser criado bloco de rua intitulado “Somos do Acre, com muita alegria!” (entre outros), para celebrar/propagar manifestações culturais, especialmente, no Dia Nacional de Celebração e Conscientização em torno da relevância da Questão do Acre para o Brasil (17 de novembro), a exemplo de corais e de fanfarras (para o Hino do Estado do Acre), cantigas, lendas e contos sobre o Acre; réplicas de artigos usados por seringueiros etc.
Item 6º. Realização efetiva de oficinas de leitura e de escrita sobre o Acre para jovens e crianças acreanas (sobretudo, aquelas menos abastadas ou que vivem em situação de vulnerabilidade socioeconômica), ao longo do ano letivo ou, ao menos, nos três meses antecedentes ao início de cada edição da Semana Nacional, a saber: agosto, setembro e outubro. Para consecução do objetivo do presente item/artigo, tais oficinas poderão realizar-se mediante atividades de extensão escolar e/ou universitária, com colaboração (termo de cooperação técnica; convênio de cooperação pedagógica ou similar) de instituições como a Universidade Federal do Acre – UFAC, Instituto Federal do Acre – IFAC, Secretaria Estadual de Educação do Acre, secretarias municipais de educação e congêneres, a exemplo da Academia de Letras do Acre e muitas outras. Na verdade, a partir da criação e manutenção de tais oficinas, poderão ser instituídos os Prêmios Literários Jovens Escritores do Acre, voltados a estudantes da rede pública de Educação do Estado do Acre, mais precisamente, da Educação Básica, inclusive EJA.
Item 7º. Financiamento/apoio à produção de documentários/microsséries em torno do Acre, além da possibilidade de premiação e apresentação dos mesmos, na ocasião de cada edição da Semana Nacional de Celebração e Conscientização em torno da relevância da Questão do Acre para o Brasil.
TÍTULO V – DOS RECURSOS FINANCEIROS PRÓPRIOS
Item 8º. Poderá ser instituída previsão legal acerca de dotação orçamentária específica para realização do (s) evento (s) objeto (s) desta minuta, inclusive, por meio da criação de um fundo destinado exclusivamente para a Semana Nacional e Regional de que ora se trata. Além disso, os custos decorrentes do decreto/lei que vierem a se consumar, para a realização de trabalhos/atividades em prol da Semana Nacional de Conscientização e Celebração em torno da (imensa) relevância da Questão do Acre para o Brasil, poderão ser arcados por intermédio de cooperação financeira/orçamentária entre diversos órgãos/organizações interessados (inclusive, por meio de patrocínios/parcerias público-privadas), ou conforme se decidir, posteriormente, exigindo-se, para tanto, acurado estudo.
TÍTULO VI – DA PUBLICIDADE, DA DIFUSÃO E OUTRAS DISPOSIÇÕES
Item 9º. No período que abranger a Semana Nacional, haverá intensas campanhas em redes sociais, e em canais de rádio, e ainda, na televisão (aberta e fechada), a exemplo de TV Cultura, Futura, TV Escola, TV Senado, dentre outras. Para tanto, igualmente, poderá ser criado um canal a respeito do assunto, no Youtube (por exemplo), e em outras mídias sociais, para disponibilização de vídeoaulas atinentes ao assunto e sobre a realização de tal Semana. Também, poderão realizar-se web conferências, a ser transmitidas a escolas de outros Estados, quando da realização da Semana Nacional e Regional. Ainda nessa linha, professores, escritores, pesquisadores e estudantes (acreanos ou não) especialistas no assunto (mediante publicações de artigos, livros, monografias, dissertações e outros) poderão ministrar palestras relativas à Questão do Acre e à história do Acre, bem como outros temas acerca do Estado, inclusive, mediante convênios com outras unidades federativas. Por consequência, poderão receber certificados de menção honrosa, de elogio, de aplauso e/ou outras distinções honoríficas, pelo trabalho que prestarem.
Item 10. A realização do cerimonial de lançamento (anual) da Semana Nacional de Celebração e Conscientização em torno da relevância da Questão do Acre para o Brasil poderá ocorrer mediante assistência de pessoal do quadro de secretarias de cultura [bibliotecários, produtores culturais, p. ex.], turismo e eventos, e, também, por meio de secretarias de Educação e similares.
Autoria: Maikon Fabrício Ferreira Viana é servidor público e escritor. Finalista do Prêmio Rio de Literatura 2016 – 2ª. edição, na categoria Melhor Obra Publicada/Ensaio – nacional – com a obra A QUESTÃO DO ACRE: um intricado tabuleiro na Era dos Impérios: das encrencas à solução (sob pseudônimo Marquês da Amazônia). Também, sou vencedor dos Prêmios Literários Cidade de Manaus 2016, por intermédio da obra BATALHAS DO ESTANHO: memórias de um gigante, garimpo Bom Futuro: de Padre Ângelo a Grande – Prêmio Nacional Áureo Nonato 2016.
[1] RICUPERO, Rubens. Acre: o momento decisivo de Rio Branco. In: PEREIRA, Manoel G. (org.). Barão do Rio Branco: 100 anos de memória. Brasília: FUNAG, 2012, p. 156; ênfase acrescentada.
Para apoiar a ideia e votar a favor da sua aprovação, clique no link aqui: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=106705
Ideia proposta: Semana Nacional de Conscientização e Celebração em torno da relevância da Questão do Acre. Clique aqui.
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BANCO DA AMAZÔNIA LANÇA EDITAL DE R$ 4 MILHÕES PARA APOIAR PROJETOS DE BIOECONOMIA NA REGIÃO AMAZÔNICA
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1 ano atrásem
27 de junho de 2025Edital Amabio contemplará organizações comunitárias, cooperativas, startups e microempresas nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão e Pará. Propostas podem ser enviadas até 31/07/2025.
O Banco da Amazônia, em cooperação com a Agência Francesa de Desenvolvimento, lança o Edital AMABIO 001/2025, que vai destinar R$ 4 milhões em apoio financeiro não reembolsável a projetos de bioeconomia na Amazônia. A chamada pública é voltada a organizações da sociedade civil, cooperativas, startups e microempresas com atuação nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão e Pará.
As inscrições estarão abertas até 31 de julho de 2025, exclusivamente pela plataforma digital do Banco. O edital completo, com critérios de seleção, lista de documentos obrigatórios e formulário de inscrição estão disponíveis no site: www.bancoamazonia.com.br/programa-amabio
A iniciativa é fruto da cooperação Franco Brasileira e integra o Programa AMABIO – Financiamento Sustentável e Inclusivo da Bioeconomia Amazônica, uma parceria entre o Banco da Amazônia e o Grupo Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), com apoio técnico da Expertise France. O objetivo é fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, valorizar saberes tradicionais e promover inovação na região amazônica.
Os proponentes podem inscrever propostas de projetos de até R$150 mil, com cronograma de execução em até 12 meses, em uma das duas linhas temáticas: Fortalecimento de Organizações de Povos e Comunidades Tradicionais ou Inovação nas Cadeias de Valor da Sociobiodiversidade Amazônica.
O edital visa o fomento de soluções inovadoras e o fortalecimento da atuação de organizações nos territórios amazônicos. Propostas com liderança feminina e/ou liderança de jovens entre 18 e 35 anos terão pontuação adicional. A chamada também assegura que pelo menos 30% dos projetos selecionados sejam liderados por mulheres.
Linhas temáticas
A primeira linha de atuação, Fortalecimento de organizações de Povos e Comunidades Tradicionais, visa o apoio ao desenvolvimento institucional de cooperativas, associações e demais organizações de base que atuam com agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, aquicultores, silvicultores, povos indígenas, quilombolas e outros povos e comunidades tradicionais da Amazônia.
Já a segunda linha, Inovação nas Cadeias de Valor da Bioeconomia na Amazônia, tem como foco o incentivo à criação, adaptação ou aprimoramento de produtos, processos, serviços, tecnologias sociais e arranjos organizacionais.
As propostas devem gerar valor ambiental, social, cultural e econômico, respeitando a diversidade socioterritorial da região. São esperadas soluções que promovam a sustentabilidade, valorizem os saberes tradicionais, fortaleçam a segurança alimentar e contribuam para a geração de renda nos territórios.
Esse edital representa um marco no apoio do Banco da Amazônia para a Bioeconomia na região. A instituição financeira reconhece o papel estratégico das organizações locais e busca apoiar soluções baseadas na floresta, na ciência e nos conhecimentos tradicionais para gerar renda, inclusão e sustentabilidade.
Processo de seleção
O processo seletivo será conduzido em três etapas: triagem de elegibilidade do Projeto, análise técnica e de mérito e deliberação final. A Comissão de Seleção será composta por representantes do Banco da Amazônia (BASA), da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), da Expertise France (EF) e por especialistas com notório saber em bioeconomia, inovação, saberes locais ou tradicionais e desenvolvimento sustentável.
A seleção será baseada em critérios técnicos, como relevância estratégica, impacto socioambiental, grau de inovação, sustentabilidade, inclusão e diversidade, além de capacidade de gestão. A publicação do resultado final está prevista para 10 de outubro de 2025.
Sobre o BASA
O Banco da Amazônia é a principal instituição financeira de fomento da região, com mais de 80 anos de atuação. Presente em todos os estados da Amazônia Legal por meio de 121 agências e canais digitais, é o principal executor de políticas públicas na região, como operador do Fundo Constitucional do Norte (FNO).
Com foco no desenvolvimento sustentável, oferece crédito e soluções financeiras para iniciativas que valorizam a floresta e as comunidades locais, apoiando projetos de bioeconomia, agroecologia, manejo florestal e inclusão social. Seu compromisso é com uma Amazônia mais próspera, justa e respeitosa. Saiba mais em: www.bancoamazonia.com.br
Sobre o Grupo AFD – Agência francesa de desenvolvimento
Em alinhamento com a agenda internacional para o desenvolvimento sustentável e a luta contra as mudanças climáticas, o Grupo AFD apoia a trajetória de desenvolvimento do Brasil rumo a um modelo de baixo carbono, resiliente e equitativo, colocando seus instrumentos financeiros a serviço dos atores do desenvolvimento territorial. As atividades incluem planejamento urbano, gestão sustentável de recursos naturais e água, apoio à transição energética e progresso social. Brasil | AFD – Agence Française de Développement
Sobre a Expertise France
A Expertise France é uma agência pública e um ator chave da cooperação técnica internacional. Ela projeta e implementa projetos que fortalecem de maneira sustentável as políticas públicas em países em desenvolvimento e emergentes. Governança, segurança, clima, saúde, educação, atua em áreas-chave do desenvolvimento sustentável e contribui, ao lado de seus parceiros, para a realização da Agenda 2030. www.expertisefrance.fr.
Serviço
Edital AMABIO 001/2025
Prazo para inscrições: até 31 de julho de 2025
Edital completo, critérios de seleção, lista de documentos obrigatórios e formulário de inscrição: www.bancoamazonia.com.br/programa-amabio
Crédito fotos: Divulgação/Canva
Mais informações à imprensa:
Assessoria de Comunicação – Banco da Amazônia
indhira.ramos@basa.com.br
Dominik Giusti – Expertise France
dominik.giusti@expertisefrance.fr | (91) 98107-8710
Natália Mello – Jornalista
nataliafmello@gmail.com | (91) 98033-2967
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LIVRO E CULTURA: Vidas em fluxo à beira do rio Araguaia
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11 de dezembro de 2024Livro de Francisco Neto Pereira Pinto apresenta as mudanças do meio ambiente e os aspectos intrínsecos da humanidade a partir da história de uma família ribeirinha.
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À beira do Araguaia, a vida transcorre no mesmo ritmo da corrente. Ali, as águas são companheiras de uma família ribeirinha que atravessou casamentos, nascimentos e mortes ao lado de um dos maiores rios do país. Unidos por laços sanguíneos e um lar, pai, mãe, filho, filha e até os gatos se tornam os protagonistas da obra publicada por Francisco Neto Pereira Pinto, que convida os leitores a olharem para seus mundos internos a partir de experiências típicas da floresta amazônica.
Os 14 contos desta coletânea podem ser lidos de forma independente, mas juntos formam um mosaico da cultura daqueles que fazem da pesca artesanal, da pequena produção rural e do empreendedorismo familiar seus principais meios de sustento. Com uma linguagem poética, regionalista e experimental, os textos evocam uma memória ancestral sobre as tradições do Norte brasileiro.
A casa de Ana e Pedro no alto da ribanceira parecia ter sido feita para uma conquista como somente aquela cheia poderia impor. Uma noite espessa, pesada, úmida, escura e esvoaçante e a casa lá, com um candeeiro de chama nervosa e intensa, alimentada por azeite de mamona e pavio de algodão. (À beira do Araguaia, p. 43)
Sob o olhar ribeirinho, o autor atravessa questões essenciais do contexto social, ambiental e político do país. Entre as páginas, retrata a partida dolorosa de um pai que decide trabalhar com o garimpo em busca de melhores condições econômicas; as consequências da pesca predatória; os efeitos da destruição da natureza no cotidiano; e a história da Guerra do Araguaia. Temas como diferenças de gênero, racismo, saúde mental e luto também são abordados com um rigor estético que perpassa desde a escrita até as pinturas em acrílico de John Oliveira.
Com apresentação de Neide Luzia de Rezende, professora da Universidade de São Paulo, o livro reúne contos que se desdobram de forma similar a um romance. Sem uma linha cronológica definida, as histórias retratam as vidas de Ana e Pedro, que aparecem como protagonistas ou secundários em diferentes momentos; dos filhos Eve e Téo, com conflitos específicos entrelaçados a gênero e educação na contemporaneidade; além dos gatos Calíope e Dom, presentes para representar a força das relações entre humanos e animais.
Sobre o lançamento, que aconteceu no dia 3 e dezembro de 2024, no auditório da Reitoria, na Universidade Federal do Norte do Tocantins, em Araguaína, Francisco Neto Pereira Pinto comenta: “o projeto foi uma maneira de revisitar minhas memórias de menino, porque vivi até os 15 anos em uma vila à beira do Araguaia. Cresci ali, mas hoje vejo o rio secando, o meio ambiente sendo degradado e como isso afeta os ribeirinhos. Meu livro chama atenção para essa realidade. Tenho um desejo muito forte de preservar uma cultura que parece estar desaparecendo”.
FICHA TÉCNICA
Título: À beira do Araguaia
Autor: Francisco Neto Pereira Pinto
Editora: Mercado de Letras
ISBN: 978-6586089769
Páginas: 88
Preço: R$ 41
Onde comprar: Amazon
Booktrailer no Youtube
Sobre o autor: Francisco Neto Pereira Pinto é professor, escritor e psicanalista. Doutor em Ensino de Língua e Literatura e graduado em Letras – Português / Inglês, leciona no programa de pós-graduação em Linguística e Literatura da Universidade Federal do Norte do Tocantins e nos cursos de Medicina e Direito do Centro Universitário Presidente Antônio Carlos. Membro da Academia de Letras de Araguaína – Acalanto, publicou os livros: “Sobre a vida e outras coisas”, “O gato Dom”, “Você vai ganhar um irmãozinho”, “Saudades do meu gato Dom” e À beira do Araguaia.
Redes sociais do autor:
Instagram: @francisconetopereirapinto
LinkedIn: Francisco Neto Pereira Pinto
Youtube: @francisconetopereirapinto
Site do autor: https://francisconetopereirapinto.online/
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Tarauacá engaja-se no Programa Isa Carbono para fortalecer Políticas Ambientais
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2 anos atrásem
6 de dezembro de 2024Tarauacá se destacou como um dos municípios engajados nas consultas públicas para atualização do Programa Isa Carbono, iniciativa vinculada ao Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais (Sisa). Representantes das comunidades ribeirinhas, extrativistas e povos indígenas participaram do fórum organizado pelo Instituto de Mudanças Climáticas (IMC). Durante o evento, foram discutidos temas como REDD+, mercado de crédito de carbono e financiamentos climáticos, com vistas a garantir uma repartição justa de benefícios socioambientais.
O fórum incluiu a criação de Grupos de Trabalho específicos para as comunidades tradicionais, que apresentou propostas ajustadas às particularidades locais. Entre os encaminhamentos, foi pactuada a produção de materiais didáticos de fácil compreensão para os participantes, o que reforça o compromisso do governo em promover uma participação verdadeiramente inclusiva. A iniciativa foi amplamente elogiada por líderes comunitários, que enfatizaram o respeito às salvaguardas socioambientais e aos direitos das populações tradicionais.
Esse marco evidencia o protagonismo de Tarauacá na preservação ambiental e na luta contra o desmatamento ilegal. O sucesso da iniciativa dependerá da continuidade do diálogo entre governo e comunidades, com atenção especial à execução das políticas deliberadas no fórum. A mobilização comunitária fortalece não apenas a conservação ambiental, mas também a construção de uma economia sustentável para a região.
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