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Veja como o vencedor das eleições presidenciais dos EUA em 2024 fez isso | Jonathan Freedland

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Jonathan Freedland

HHá uma previsão sobre as eleições nos EUA que você pode levar ao banco. Quando o resultado for finalmente conhecido, haverá uma debandada de especialistas e prognosticadores apressados ​​em insistir que, na verdade, eles sabiam disso o tempo todo – que, por mais difícil que fosse vislumbrar através da névoa das pesquisas e dos dados inconstantes, o resultado final era óbvio. Até inevitável.

Isto será ainda mais verdadeiro se, quando a vontade dos eleitores for finalmente conhecida, a situação não tiver sido tão estreita, com um dos dois principais candidatos a varrer a maior parte dos estados indecisos para obter uma maioria saudável nas eleições. faculdade, se não o voto popular.

O engraçado é que, se isso acontecer – para qualquer um dos candidatos – não seria totalmente uma surpresa. Mesmo agora, é possível esboçar, antecipadamente, um caso muito plausível sobre o motivo pelo qual Donald Trump poderá estar prestes a retomar a presidência. E você pode fazer o mesmo para saber por que Harris pode estar prestes a se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo mais poderoso do mundo. Então, tanto quanto Boris Johnson redigiu duas colunas na véspera do referendo do Brexit – um defendendo a saída, o outro permanecendo – aqui, enquanto o veredicto dos EUA ainda é desconhecido, está a história de como Trump, ou Harris, o conseguiram.

Comece com o cenário de um Trump vitorioso. Para compreender isto poderá ser necessário um único número: 28. Esta é a percentagem de americanos que dizem aos investigadores que acreditam que o país está no caminho certo. Uns míseros 28%. Nesse ambiente, os partidos no poder perdem. E, apesar de todo o drama e agitação da sua rápida instalação como candidata, e do seu posicionamento como a face da mudança, Harris é membro do partido em exercício e uma figura sénior no actual governo dos EUA. Uma nação que há muito deixou claro que queria demitir Joe Biden, em grande parte devido ao custo de vida e ao aumento dos preços, bem como à imigração, estava fadada a aproveitar a oportunidade para fazer a segunda melhor coisa – e rejeitar o seu vice.

Se houvesse uma maneira de evitar esse destino, seria necessário que Harris rompesse com Biden de maneira mais limpa do que ela estava disposta. Quer fosse por respeito pessoal pelo homem, quer por medo de romper a sua coligação, ela não fez o que tinha que ser feito. Nesta narrativa, um momento chave será a sua aparição em outubro no The View, quando lhe perguntaram se, olhando para os últimos quatro anos, ela teria feito algo diferente do seu chefe. “Não é uma coisa que vem à mente”, foi sua resposta. De repente, ela se despojou do manto da mudança e confirmou a mensagem central de Trump: vote em Harris, obtenha Biden 2.

Caso surja a necessidade de explicar uma vitória de Trump em 2024, o cargo em tempos difíceis será a essência disso. Mas não será toda a história. Outros factores, além da inflação e do preço da gasolina, terão desempenhado o seu papel, ligados mais à cultura do que à política. A surpreendente liderança de Trump entre os homens, especialmente aqueles sem diploma universitário – incluindo algumas evidências, embora qualificadas, de maior apoio entre Os homens negros e hispânicos, anteriormente fora do alcance do Partido Republicano – apontam para um elemento do apelo de Trump que perdura há quase uma década. Chame isso de desafio cultural. Vê o dedo indicador de todos aqueles que julgam – sejam os meios de comunicação social, as universidades, os “acordados”, os países estrangeiros, especialmente os europeus, ou, na sua definição mais vaga, as mulheres, especialmente as mulheres instruídas – e mostra-lhes uma dedo médio grande e gordo em resposta.

Isto é o que os críticos de Trump demoraram tanto para compreender. O que, durante anos, eles pensaram que iria prejudicá-lo – escândalo, dois impeachments, múltiplos processos criminais e condenações – apenas o tornou mais forte, confirmando-o como um fora-da-lei, um transgressor que ultrapassou as fronteiras e tantos dos seus seguidores, principalmente homens, se coçaram. cruzar com ele. Aquela foto dele, manchado de sangue, segundos depois de se esquivar da bala de um assassino, exortando seus devotos a “lutar, lutar, lutar!” – como, podemos perguntar, alguma vez pensamos que ele poderia ser espancado depois disso?

Como a política dos EUA se tornou tão insultuosa (Dica: não começou com Trump) – vídeo

Afinal, Harris era seu oponente ideal. Uma mulher liberal, realizada e rica da Califórnia, um avatar da elite cultural que ele e muitos milhões de outras pessoas desprezam. Caso essa impressão sobre ela não fosse suficientemente nítida, ela a reforçou com um desfile de estrelas da lista A fazendo campanha por ela na reta final, repetindo o mesmo erro que Hillary Clinton cometeu em 2016.

Finalmente, dado que os EUA dificilmente se curaram do racismo ou da misoginia, não deveria ser um choque se, nos próximos dias, vermos que uma mulher negra não poderia ser eleita para a Casa Branca. Pode ser 2024, mas talvez os EUA ainda não estejam prontos.

Tanto para uma vitória de Trump. Como explicaremos a vitória de Harris, se ela acontecer? A resposta pode resumir-se a uma palavra: mulheres. Indignado com a decisão Dobbs da Suprema Corteanulando o direito ao aborto em 2022, as mulheres confundiram as sondagens nas eleições intercalares daquele ano: não houve onda vermelha republicana, apesar do aumento da inflação, porque as mulheres saíram em grande número para evitá-la. O sucesso em 2024 significaria que, mais uma vez, e com uma intensidade ignorada pela maioria das pesquisas, as mulheres nos EUA resolveram discretamente fazer exactamente a mesma coisa ao homem que moldou o Supremo Tribunal, o derradeiro representante de Dobbs. autor: Trump.

Nesse sentido, e noutros, o destino de Trump teria sido selado antes mesmo de a campanha de 2024 começar. Se ele perder, será certamente porque se tornou uma figura demasiado tóxica para vencer: veja o seu lugar no lado perdedor de todos os ciclos eleitorais depois daquela primeira e estreita vitória em 2016. Além do mais, a toxicidade só piorou recentemente. , as suas tendências autoritárias e fascistas ficaram mais expostas do que nunca, seja nas suas ameaças de mobilizar os militares dos EUA contra “o inimigo de dentro”, referindo-se aos seus críticos liberais, ou ao seu desejo relatado de estar cercado por “o tipo de generais que Hitler tinha”, obediente a todos os seus caprichos e ditames. Para muitos americanos, o suficiente poderia ter sido suficiente.

Trump destruiu tantas verdades da política da velha escola que se tornou tentador pensar que nenhuma delas ainda é válida. Mas a organização local ainda é importante. Se vencerem, os Democratas apontarão para uma máquina que obteve o seu voto nos estados críticos, distrito por distrito. Trunfo terceirizou essa tarefa para Elon Muskmas há algumas coisas que nem o dinheiro pode comprar.

Uma derrota de Trump confirmaria ainda mais outra velha regra: nenhum político poderá alguma vez escapar totalmente ao seu historial. Desta vez, para dar um exemplo, ele esperava fazer incursões junto dos árabes e muçulmanos americanos, angustiados e furiosos com a situação dos palestinianos em Gaza. Mas isso teria exigido que esses mesmos eleitores cruciais esquecessem o que Trump havia prometido há uma década: um “Proibir muçulmanos”, negando a entrada nos EUA a pessoas de uma longa lista de países muçulmanos. A amnésia existe na política, talvez especialmente nos EUA. Mas existem limites.

Todos estes diferentes elementos são reais, mesmo que possam ser combinados em duas narrativas muito diferentes. Quem vencerá as eleições nos EUA? Ninguém sabe. Mas mesmo que ainda não saibamos o resultado, já podemos entendê-lo.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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