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Veja feitos duradouros da Covid-19 no corpo – 14/03/2025 – Equilíbrio e Saúde
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2 anos atrásem
Dani Blum, Nina Agrawal, Alice Callahan e Dani Blum
Cinco anos, e centenas de milhões de casos, depois que a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou a pandemia da Covid, os cientistas estão obtendo uma visão mais clara de como o vírus pode afetar o corpo muito depois de a infecção aparentemente ter passado.
Alguns efeitos da Covid ficaram evidentes logo que o vírus começou a se espalhar. Entendemos rapidamente quão letal uma infecção poderia ser, especialmente para aqueles com condições pré-existentes, como diabetes e doenças cardíacas. Mas foram necessários anos de pesquisa para começarmos a entender como um episódio de Covid pode levar a alterações duradouras, às vezes invisíveis, em diferentes partes do corpo.
Alguns desses efeitos, como fadiga crônica e névoa mental, são considerados Covid longa, definida como sintomas de uma infecção que persistem por pelo menos três meses. De acordo com algumas estimativas, 400 milhões de pessoas no mundo foram diagnosticadas com algum tipo de Covid longa.
Porém, a infecção também pode causar outros problemas, incluindo danos aos pulmões e ao coração e mudanças no microbioma do intestino, que nem sempre são reconhecidos como Covid longa, mas podem ter efeito duradouro sobre nossa saúde.
Agora, temos uma compreensão melhor do que pode estar por trás dessas alterações, incluindo o papel da inflamação generalizada que a Covid-19 pode desencadear. Para a maioria das pessoas, a inflamação diminui assim que o vírus é eliminado. Mas, em alguns casos, se ela “irrompe” intensamente demais ou persiste como uma “queima lenta” por muito tempo, pode causar estragos em todo o corpo, diz Braden Kuo, neurogastroenterologista do Massachusetts General Hospital.
A seguir, o que os cientistas já descobriram sobre a inflamação e outros fatores por trás desses efeitos.
No pulmão
A Covid-19 irrita os pulmões e pode provocar problemas de longo prazo, como falta de ar contínua e tosse. Em casos raros, pode levar os pacientes a desenvolver pneumonia, deixando cicatrizes e pequenos aglomerados de tecido, chamados nódulos, espalhados pelos pulmões. Essas cicatrizes podem prejudicar a respiração. Estudos menores sugeriram que mais de 10% das pessoas hospitalizadas com Covid-19 ainda apresentavam cicatrizes pulmonares e outros problemas após dois anos.
A causa, o vírus invade as células das vias aéreas, gerando inflamação que ataca e às vezes destrói o tecido pulmonar saudável, o que afeta a capacidade de os pulmões fornecerem oxigênio ao restante do corpo, explica Ziyad Al-Aly, pesquisador sênior de saúde pública clínica da Universidade de Washington em St. Louis.
Quando os pulmões tentam se recuperar e se reparar, formam-se cicatrizes, mas esse tecido cicatricial pode endurecê-los e reduzir sua capacidade, resultando em sintomas de longa duração, como tosse e falta de ar.
No intestino
A Covid-19 pode causar sintomas passageiros, como náusea, vômito e diarreia.
Mas, em algumas pessoas, pode desencadear problemas gastrointestinais crônicos, como refluxo, constipação, diarreia e dor abdominal. Essas complicações podem persistir por meses ou mesmo anos. Em um estudo de 2024, pesquisadores estimaram que crises de Covid-19 deixaram até 10% das pessoas com dor abdominal contínua e 13% com problemas gastrointestinais após um ano.
A causa, os cientistas ainda não sabem exatamente por que a Covid-19 afeta tanto o funcionamento intestinal, mas começam a entender melhor o que pode estar envolvido. Por exemplo, já está claro que o vírus pode perturbar o microbioma do intestino, reduzindo micróbios benéficos e elevando a quantidade de micróbios prejudiciais. Micróbios “bons” ajudam a conter a inflamação, enquanto os “ruins” a aumentam.
A inflamação resultante da própria infecção, somada à causada pelos micróbios intestinais alterados, pode prejudicar o revestimento interno do intestino, permitindo que toxinas e componentes decompostos dos alimentos escapem para outros tecidos do corpo. As células do sistema imunológico podem então gerar uma resposta semelhante a alergia a certos alimentos, criando intolerâncias alimentares.
A inflamação também pode “corroer” os nervos responsáveis por transmitir sinais de dor no intestino ou que controlam as contrações que mantêm os alimentos em movimento, disse Kuo. Isso pode causar dor estomacal ou intestinal ou fazer com que a comida transite rápido ou devagar demais, levando a diarreia ou constipação.
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No cérebro
No pico de uma infecção, pacientes costumam ter dores de cabeça e podem sentir tontura e confusão. Em alguns casos, há dificuldade para encontrar palavras ou para se concentrar em conversas, além de lapsos de memória.
Esses sintomas podem se prolongar, pesquisas indicam que de 20% a 30% das pessoas infectadas com Covid-19 tiveram “nevoeiro cerebral” três meses após a infecção inicial. Outros estudos apontam que a doença também pode causar quadros de ansiedade ou depressão, ou agravar problemas de saúde mental já existentes.
A causa, cientistas seguem investigando todos os fatores que contribuem para questões neurológicas duradouras, mas um deles é evidente, a inflamação persistente, que danifica os neurônios e impede a formação de conexões cruciais entre sinapses. Isso pode ocasionar sintomas como os descritos acima. Alguns pesquisadores acreditam também que certas áreas do cérebro ligadas à cognição e à emoção sejam especialmente suscetíveis à inflamação, o que explicaria por que a infecção pode desencadear ou agravar questões de saúde mental.
Outra hipótese é que o vírus prejudique a barreira hematoencefálica, que protege o tecido cerebral e tem função essencial para o desempenho cognitivo.
Partes do vírus podem ainda permanecer no cérebro a longo prazo, possivelmente explicando por que certos sintomas cognitivos persistem além da infecção inicial.
No coração
A infecção por Covid-19 eleva o risco de problemas cardíacos, incluindo ataques cardíacos, derrames, danos ao músculo do coração e batimentos irregulares, chamados arritmias. Um extenso estudo concluiu que ter Covid-19 dobra o risco de eventos cardiovasculares significativos por até três anos.
A causa, durante a fase aguda da Covid-19, os efeitos da febre e da inflamação podem sobrecarregar o coração. Em alguém com acúmulo de placas nas artérias ou com o músculo cardíaco já enrijecido, isso pode provocar um batimento irregular ou até um infarto.
Entretanto, os cientistas consideram mais comum o vírus desencadear inflamação que fere o músculo cardíaco. O vírus pode ainda prejudicar as células que revestem os vasos sanguíneos, gerando inflamação. Isso facilita a formação de novos coágulos ou o deslocamento de placas já existentes, bloqueando uma artéria. Esse bloqueio pode levar à morte súbita por ataque cardíaco ou provocar danos mais amplos ao músculo cardíaco e a outros tecidos, resultando em insuficiência cardíaca ou arritmias.
Pessoas hospitalizadas devido à Covid-19 são as que correm maior risco de curto e longo prazo para complicações cardíacas. Algumas evidências sugerem que quem tem tipo sanguíneo não O, como A, B ou AB, apresenta risco maior, possivelmente porque o tipo sanguíneo pode influenciar a coagulação.
No sistema circulatório
Estudos com pacientes de Covid longa mostram que seus organismos têm dificuldade em mover o sangue das pernas e do abdômen de volta ao coração. Isso reduz a quantidade de sangue bombeada pelo coração, causando fadiga, falta de ar e sensação de mal-estar depois do exercício.
A causa, ainda não se sabe por que ocorrem esses problemas de circulação, mas cientistas supõem que, em alguns casos, a inflamação afete fibras nervosas fora do cérebro e da medula espinhal que regulam a capacidade de contração dos vasos sanguíneos. Isso levaria a um fluxo sanguíneo insuficiente, disse David Systrom, especialista em cuidados pulmonares e intensivos do Brigham and Women’s Hospital em Boston.
Em parte dos pacientes com Covid longa, os músculos também parecem ter menos capacidade de extrair oxigênio do sangue do que o normal, dificultando sua resistência aos exercícios, explicou Systrom. Além disso, as mitocôndrias, que produzem energia nas células, podem não funcionar adequadamente ou em plena potência, causando mais prejuízos ao tecido muscular.
Este artigo foi publicado originalmente no The New York Times.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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3 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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