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Veja quanto tempo duram as sobras da ceia de Natal – 24/12/2024 – Equilíbrio

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Danielle Castro

Transformar sobras das ceias de Natal e de Ano Novo em refeições prontas e saborosas para os dias após as festas é uma tradição na mesa brasileira. Saber o que pode ser guardado e como armazenar, porém, faz muita diferença para a durabilidade dos alimentos e, principalmente, para garantir a saúde da família e evitar mal-estar nesta época do ano.

De acordo com especialistas em segurança alimentar, o manejo no preparo e ao servir definem muito do que será ou não aproveitado no pós-ceia. Não espere sentir o odor forte ou avaliar se o alimento está bom ou não devido sua aparência, dizem. “A maioria dos agentes contaminantes não altera o cheiro ou o aspecto do alimento”, afirma a médica Adriana Abud, consultora em cultura da segurança dos alimentos e sustentabilidade.

Abud, que atua há mais de 20 anos junto à indústria e ao varejo alimentar, diz que mesmo em casa o cuidado deve continuar. “Preparações como assados e farofas devem ser consumidas até dois dias após as datas das festas, desde que mantidas sob refrigeração”, diz ela.

Se congelados, o descongelamento precisa ser feito de um dia para o outro e dentro da geladeira. Alimentos quentes que ficam expostos nas mesas como decoração (ou sobre o fogão) por mais de duas horas ou que tenham sido muito manipulados podem ficar comprometidos com a multiplicação de micro-organismos, gerando o risco de intoxicação alimentar.

Nessas condições, os pratos devem ser descartados, assim como alimentos com alterações visíveis de textura, cor ou cheiro, e que tenham sido feitos com ovo cru ou laticínios não pasteurizados.

A nutricionista Maria Cacau Zeoti, especialista em gestão de negócios em serviços de alimentação e tecnologia dos alimentos, diz que as normas sanitárias brasileiras para serviço de alimentação estabelecem que o ideal é que alimentos prontos sejam armazenados e consumidos em até três dias.

De acordo com resoluções da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), as temperaturas seguras para comidas são até 4°C ou acima de 60 °C. “Atenção especial a carnes e aves com molho ou recheio, pois têm alta propensão ao crescimento microbiano, como salmonella”, diz a profissional.

Alimentos com maionese ou creme de leite, como salpicão e sobremesas, devem ser consumidos em até um dia após preparados, e frutos do mar, se muito bem conservados no processo, em até dois dias.

Zeoti, que é integrante do Núcleo Tecmentar Segurança dos Alimentos da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto pela Nutrire RP, recomenda que se evite recongelar o que já foi descongelado, pois além do risco de contaminação, os alimentos podem perdem qualidade sensorial na textura e sabor.

“É essencial separar os alimentos crus dos prontos para consumo. Carnes cruas devem ser colocadas na parte inferior da geladeira, em recipientes bem vedados, para evitar que líquidos contaminem outros itens. Frutas, saladas e sobremesas devem ficar nas prateleiras superiores, longe de possíveis fontes de contaminação”, declara.

Do preparo ao próximo dia

O cuidado para se ter um alimento seguro começa ainda no pré-preparo. Isso inclui higienizar frutas e legumes em solução de um litro de água para duas colheres de sobremesa de água sanitária (escolha o produto que trouxer no rótulo descrição de ser apropriado para a descontaminação de alimentos).

Também é necessário lavar utensílios, mesas e a pia. “Uma dica muito prática é colocar duas colheres de sopa de água sanitária no detergente e aplicar essa mistura com um pano limpo umedecido para fazer essa limpeza prévia que reduz os contaminantes das superfícies”, sugere a médica.

Lavar as mãos várias vezes durante o preparo e na hora de guardar as sobras é outro conselho. Certifique-se ainda que cada prato seja servido com utensílios únicos.

“Guarde porções pequenas em recipientes limpos, bem vedados e, se possível, identificados com informações como: o que é, quando foi preparado e qual a data de validade”, diz Zeoti. Nessas condições, é possível armazenar os alimentos no congelador (a -18°C) por até 3 meses.

Para evitar o desperdício

Segundo Abud, listar o número de convidados e planejar o cardápio da ceia “sem a crença de que fartura é bonito’” é a melhor forma de fugir do desperdício de alimentos nesta época do ano.

“Opte por entradas de petiscos como amendoins e salgadinhos, que combinam com as bebidas sem gerar saciedade. Monte as saladas com folhas e legumes deixando os molhos separados, assim não murcham e não perdem as propriedades nutricionais”, sugere a médica.

Zeoti diz que é possível calcular uma média de 300g de comida por pessoa. Se a comida for muita, vale montar marmitas para os convidados levarem, e, assim, reduzir o volume a ser armazenado. “Congele qualquer sobra o mais rápido possível, [em especial] o que não será consumido em breve”, diz ela.

Reaquecendo as sobras

O pós-ceia também demanda cuidado. “Ao reaquecer os alimentos das ceias, opte por servir refrigerado e montar os pratos individualmente, usando o micro-ondas na função média-alta por dois a três minutos, garantindo um aquecimento completo e uniforme”, aconselha Abud.

A médica destaca ainda que se o alimento for bem preparado, servido e conservado, pode se tornar uma nova receita no dia seguinte. Algumas opções são fazer um arroz cremoso do arroz branco, uma macarronada com molho branco ou vermelho com as sobras de legumes e carnes, um escondidinho de carnes desfiadas ou uma salada caprichada com tender ou peru em lascas.

“Leguminosas podem ser reaproveitadas em sopas ou saladas e o panetone em pudins ou rabanadas”, sugere a nutricionista.



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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