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Vencedora do BBB, Gleici Damasceno é anunciada como destaque de escola de samba

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Brother desfilará pela Paraíso do Tuiuti em 2019.

Na foto de capa: A vencedora do BBB Gleici Damasceno é anunciada como destaque da Paraíso do Tuiuti – instagram/paraisodotuiutioficial.

A vencedora da edição de 2018 do Big Brother Brasil, Gleici Damasceno, foi apresentada na noite dessa sexta-feira (21) como destaque da escola de samba Paraíso do Tuiuti, que disputa a primeira divisão do carnaval do Rio de Janeiro.

Natural do Acre, a estudante de psicologia foi ao evento na quadra da escola acompanhada do namorado, o artista visual Wagner Santiago, que conheceu durante o reality show.

Usando um vestido dourado e decotado avaliado em R$ 10 mil, Gleici participará pela primeira vez de um desfile na Marquês de Sapucaí.

Em entrevista ao portal Terra, prometeu um look comportado: “Não esperem que eu vá sair mostrando o popozão”, disse.

 

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Hoje é uma noite especial. Tô pronta para @paraisodotuiutioficial ?? Look @jeannoficial Styling @erickmaia Beauty @gabrielramos6

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Militante de direitos humanos e simpatizante de Lula, Gleici desfilará pela escola que, em 2018, apresentou forte discurso político e chegou a representar o presidente Michel Temer como um vampiro em um carro alegórico.  Folha SP.

https://i2.wp.com/f.i.uol.com.br/fotografia/2018/07/09/15311623405b43aee403afd_1531162340_1x1_md.jpg?resize=740%2C740&ssl=1

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ACRE

Artesão faz decoração incrível de jardim com ‘bichos’ de lendas amazônicas

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Jardim reúne 10 esculturas de lendas amazônicas em Casa Mapinguari em Rio Branco. Enock Tavares diz que é importante preservar lendas nortistas.

Foto de capa: Artesão decora jardim com lendas amazônicas: ‘Eram os super-heróis da minha infância’ — Foto: Tácita Muniz/G1.

A Amazônia é uma área que reúne um vasto mundo de águas e florestas, mas também esconde uma coleção de lendas que povoam o imaginário. A lenda mais conhecida é do boto cor-de-rosa, que se transforma em um belo homem e atrai as mulheres.

Seringueiros e indígenas propagaram, durante longos anos, por meio da narrativa, outros personagens comuns dentro da floresta amazônica. Quem é do Norte, provavelmente já ouviu falar em curupira, cobra grande, matinta perera, Iara e, claro, o mapinguari.

São personagens tidos como defensores da floresta, que puniam e guardavam o território para preservá-lo, segundo os mais antigos. Natural do estado do Pará, o artesão Enock Tavares, hoje com 69 anos, sempre foi embalado na infância com essas histórias das lendas amazônicas, ao ponto de se tornar um apaixonado pela “mitologia amazônica”, como ele gosta de chamar.

Morando no Acre há 12 anos, ele fez questão de transformar o quintal de casa em um verdadeiro museu desses personagens das histórias que ouvia na infância.

Personagens ficam espalhados pelo quintal de Enock  — Foto: Tácita Muniz/G1

Personagens ficam espalhados pelo quintal de Enock — Foto: Tácita Muniz/G1.

Ao todo, atualmente ele coleciona 10 esculturas lendárias no espaço que ele batizou de “Casa Mapinguari”. O espaço fica na Vila Custódio Freire, em Rio Branco, e chama a atenção de quem por ali passa.

Logo na entrada, o Mapinguari gigante, com 5 metros de concreto, ícone do estado acreano, dá as boas-vindas para quem quer conhecer mais sobre esse mundo e histórias que sobreviveram ao passar dos anos.

Enock Pessoa quis fazer museu no quintal de casa para preservar lendas amazônicas  — Foto: Tácita Muniz/G1

Enock Pessoa quis fazer museu no quintal de casa para preservar lendas amazônicas — Foto: Tácita Muniz/G1.

“Com 12 e 15 anos, eu convivi com caçador, seringueiros, índios e caboclos que contavam essas histórias como se fossem verdades mesmo. Isso fazia parte da vida deles. Então, cresci com esse sonho e deu certo”, conta.

Nos caminhos do jardim, você consegue passar pela vitória-régia, saci pererê. Ao lado do muro, uma fonte jorra água para amparar a sereia Iara e o boto cor de rosa. Quintal adentro, você também encontra um mapinguari menor, de mais ou menos 2,5 metros. Ao lado da sereia Iara, curupira também aparece para compor o elenco.

Matinta Perera, com o apito de osso, está logo mais a frente. Alguns galhos a deixam quase imperceptível no primeiro olhar. Chegando mais perto, é possível ver a senhora de cabelos brancos que, pela lenda, é dona de um assobio estridente e que traria notícias sobrenaturais.

Visitas

Aposentado, o artesão mantém as esculturas abertas ao público sem nenhuma ajuda do poder público e não cobra pelas visitas ao espaço ao céu aberto. As esculturas são feitas pra aguentar as mudanças do tempo, como sol e chuva.

“Vem muita gente. Uma média de cinco pessoas passam por aqui diariamente, mas no domingo sempre vem mais. Muitas creches vêm e visitam. Às vezes as professoras contam as histórias de cada personagem, às vezes eu mesmo conto”, explica empolgado.

Claro que o que chama mais atenção entre os pequenos é o gigante Mapinguari, oponente na entrada da casa, ele deriva de uma lenda dos índios da região amazônica.

Os caboclos contam que dentro da floresta vive o Mapinguari, um gigante peludo com um olho na testa e a boca no umbigo. Para uns, ele é realmente coberto de pelos, porém, usa uma armadura feita do casco da tartaruga, para outros, a sua pele é igual ao couro de jacaré.

Ao longo do tempo, ele foi tomando a forma em que aparece hoje. Um gigante peludo e olho no umbigo.

Vitória-régia

Outra história do folclore brasileiro é a da vitória-régia, também nascida na região Norte, ela explica que a planta, encontrada nos rios da Amazônia, na verdade, era uma índia que se afogou ao tentar beijar a lua, se transformando assim na planta aquática que é símbolo da Amazônia.

Artesão explica a lenda amazônica do curupira

Curupira

Anão, ágil e de pés para trás. Assim seria a figura do curupira, conhecido como defensor da floresta. A história conta que os pés virados para trás é uma forma de enganar alguém que pretenda segui-lo olhando para suas pegadas. Muitos o apontam como “demônio da floresta” e o tem como persona non grata devido às travessuras.

Enock ao lado da escultura que representa matinta perera — Foto: Tácita Muniz/G1

Enock ao lado da escultura que representa matinta perera — Foto: Tácita Muniz/G1.

‘Mitologia amazônica’

Filho de pais adventistas, Enock conta que quando começou a fazer os primeiros projetos dos personagens folclóricos chegou a ser advertido pelo pai. “Mas, assim que comecei a fazer, procurei o significado de lenda e vi que lendas eram coisas que não ofendiam. Mostrei pra meu pai e depois disso ele não achou mais ruim”, relembra.

Além das esculturas que decoram seu jardim, o artesão também recicla e transforma lixo em personagens da mitologia amazônica, como gosta de chamar. Ele também faz biojóias e transforma papelão e papel machê em miniesculturas que são levadas para escolas também.

Das encomendas, ele consegue tirar cerca de R$ 500 por semana. Porém, nem sempre há demanda. “Tenho pouca encomenda porque essa questão do artesanato ainda está engatinhando no estado. Minha satisfação é virem aqui, tirarem foto e divulgarem meu nome. Até porque o artista só valorizam depois que morre”, acredita.

Mapinguari de 5 metros dá boas vindas ao quintal do artesão em Rio Branco  — Foto: Tácita Muniz/G1

Mapinguari de 5 metros dá boas vindas ao quintal do artesão em Rio Branco — Foto: Tácita Muniz/G1.

‘Eram nossos heróis’

Enock diz que, independente de religião, as lendas amazônicas precisam ser preservadas, não só pelos povos tradicionais, mas também porque ouviu as histórias e hoje pode contar as narrativas daquela época.

Ele destaca que quando criança ouvia com encanto e curiosidade as histórias do povo da mata. “Essas histórias sempre existiram e vão existir pra sempre. Na nossa época, não tinha esses heróis de hoje. Esses das lendas eram os nossos super-heróis daquela época. É como se fosse a nossa mitologia, assim como tem a mitologia grega. Isso eram os nossos semideuses. O caboclo, longe da civilização, o índio, tinham a certeza de que alguém protegia aquilo [floresta]”, finaliza.

Está entre os planos de Enock reabrir a pequena oficina que montou entre as lendas para ensinar a arte de esculpir às crianças da comunidade. Ele chegou a dar aulas em alguns anos, mas por falta de incentivo acabou dando uma pausa no projeto. “Mas, pretendo continuar ensinando assim que puder voltar”, se compromete.

Passeio em jardim retrata a história de lendas amazônicas  — Foto: Tácita Muniz/G1

Passeio em jardim retrata a história de lendas amazônicas — Foto: Tácita Muniz/G1.

Conheça a história da Iara, sereia dos rios amazônicos

Conheça a história da Iara, sereia dos rios amazônicos.

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ACRE

Atacado por Bolsonaro, Cacique Raoni contra-ataca anunciando aliança com movimento extrativista do Acre e outros

Folha de São Paulo, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Líderes indígenas dizem temer genocídio e apoiam cacique Raoni, atacado por Bolsonaro.

Manifesto lido ao fim de encontro em Mato Grosso condena políticas do governo e rechaça projeto de lei que permite mineração em terras protegidas.

Foto de capa: O líder indígena Raoni durante manifestações de estudantes pelo clima, em Bruxelas, na Bélgica.

Rubens ValenteBruno Santos
TERRA INDÍGENA CAPOTO-JARINA (MT)

Rodeado por caciques caiapós, Raoni estica a borduna na “casa dos guerreiros”, uma construção de madeira com telhado de palha e chão batido na aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto-Jarina, em Mato Grosso.

Ele discursa ao microfone: “Homem que se chama Bolsonaro, aproveita seu mandato porque minha luta é de uma vida inteira”.

Nesta semana, o cacique reuniu por cinco dias cerca de 600 indígenas de 45 etnias diferentes na aldeia caiapó, perto do rio Xingu, para defender a união do movimento indígena contra as políticas de Bolsonaro.

Indígenas participam nesta sexta (17) do último dia de encontro com lideranças na aldeia de Piraçu, às margens do rio Xingu, em Mato Grosso
Indígenas participam nesta sexta (17) do último dia de encontro com lideranças na aldeia de Piraçu, às margens do rio Xingu, em Mato Grosso – Bruno Santos/Folhapress.
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Em manifesto lido nesta sexta-feira (17) ao final do evento, os indígenas afirmaram que está em curso “um projeto político do governo brasileiro de genocídio, etnocídio e ecocídio” e rechaçaram projeto de lei formatado pelo governo para permitir mineração e outros empreendimentos mesmo sem a aprovação dos indígenas —o texto ainda será enviado ao Congresso Nacional.

Bolsonaro conversa com índios Makuxi da reserva Raposa Serra do Sol (RR), ao sair do Palácio da Alvorada. Presidente defende a exploração de terras indígenas e tem interesse no terreno em RR, especialmente pelo seu potencial mineral. Pesquisa Datafolha, no entanto, mostra que a maioria absoluta dos brasileiros é contrária a essa política

Bolsonaro conversa com índios Makuxi da reserva Raposa Serra do Sol (RR), ao sair do Palácio da Alvorada. Presidente defende a exploração de terras indígenas e tem interesse no terreno em RR, especialmente pelo seu potencial mineral. Pesquisa Datafolha, no entanto, mostra que a maioria absoluta dos brasileiros é contrária a essa política

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“Nós não aceitamos garimpo, mineração e arrendamento em nossas terras, não aceitamos madeireiros, pescadores ilegais, hidrelétricas, somos contra tudo aquilo que destrói nossas florestas e nossos rios. Escrevemos esse documento como um grito, para que nós povos indígenas possamos ser escutados pelos três Poderes da República, pela sociedade e pela comunidade internacional”, diz o manifesto lido no evento.

O encontro também foi uma demonstração de força de Raoni, várias vezes citado por lideranças jovens e idosas como o mais importante representante dos indígenas do país.

Bolsonaro afirmou que Raoni não representa os índios do país e passou a inflar outros nomes sem histórico no movimento indígena.

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Ao mesmo tempo, o governo esvazia, segundo os índios, a saúde indígena e a Funai (Fundação Nacional do Índio).

Na aldeia Piaraçu, as lideranças indígenas reunidas por Raoni – incluindo Sônia Guajajara, Célia Xakriabá e Alessandra Munduruku– discutiram uma reação à política bolsonarista.

Coube ao sobrinho de Raoni, Megaron Txucarramãe, dar o tom dos próximos passos dos caiapós.

“Nós temos que reforçar, temos que impedir esse projeto [da mineração]. […] Preparar flecha, vamos preparar porque ele [Bolsonaro] vai querer botar Força Nacional, vai querer botar Polícia Federal, vai botar polícia para jogar pimenta na nossa cara. Mas temos que ir preparados.”

O enáuenê-nauê Kawaili Koll exortou a plateia: “Vamos nos preparar, vamos fazer flechas, bordunas. Ele, Bolsonaro, acha que índio é criança”.

Em uma entrevista coletiva, contudo, Raoni procurou abrandar o discurso.

“Esse encontro não é para planejar uma guerra, um conflito. Estamos aqui para defender nosso povo, nossa causa, nossa terra. Eu quero pedir mais uma vez que o ‘homem branco’ nos deixe viver em paz, sem conflito, sem problema. Eu nunca faria um encontro para atacar alguém. Estamos nos reunidos aqui para nos defender”, disse o caiapó, em tradução de Megaron.

“Vamos pedir para Bolsonaro respeitar nossos direitos. Se não respeitar, vamos pedir para os países da Europa e outros países para nos ajudar. É isso que temos que fazer”, disse Megaron.

Na quarta-feira (15), durante o encontro, Raoni anunciou uma aliança com o movimento extrativista do Acre, posando para imagens ao lado de uma das filhas do líder ambientalista Chico Mendes, assassinado em 1989, Ângela Mendes, e de Sônia Guajajara, da coordenação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

O cacique Raoni (de cocar amarelo), a líder indígena Sonia Guajajara (de cocar azul) e Ângela Mendes (de branco), filha de Chico Mendes, posam para foto durante encontro nas margens do rio Xingu, em Mato Grosso – Bruno SantosFolhapress.

 

Em oposição a Raoni, a presidência da Funai, ocupada hoje por um delegado da Polícia Federal, decidiu desprezar o evento, ao não enviar nenhum representante e depois dizer, numa rede social, que o encontro era uma iniciativa “totalmente privada”, sem esclarecer que o governo comparece a vários fóruns de agropecuaristas, empresários e industriais.

À Folha Raoni disse que procurou pessoalmente, em Brasília, o órgão responsável pela política indigenista: “Eu tentei falar com o presidente da Funai e, como era período de recesso, então eu não consegui e fui ter contato com o assessor substituto dele para que comparecesse aqui nesse evento. Mas até agora não tive resposta e não tive presença dele nesse evento”.

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