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Venezuela convoca embaixador e chama Amorim de men…

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Marcela Rahal

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A Venezuela convocou nesta quarta-feira, 30, o embaixador em Brasília para retornar ao país. Na linguagem diplomática isso significa um gesto de desagrado. O próximo passo seria retirar a representação do país. A medida é uma retaliação ao veto feito pelo Brasil a entrada da Venezeula no Brics. Além disso, em nota, o governo venezuelano manifestou rejeição às falas do assessor especial da Presidência Celso Amorim tratado como “mensageiro do imperialismo” no comunicado.

Em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, nesta terça-feira, Amorim disse que há um mal-estar entre os países causado pelo veto. Mas defendeu a manutenção da interlocução com o país vizinho. A decisão do governo brasileiro em vetar o país vizinho se dá em meio a situação eleitoral do país que reelegeu Nicolás Maduro em uma eleição controversa, sem provas e contestada pela oposição e por vários países. O governo da Venezuela afirmou ainda que tomará as medidas necessárias contra o Brasil.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou, nesta quarta-feira, que o governo federal fará os “ajustes necessários” para cumprir o arcabouço fiscal. A fala ocorre em meio à intensificação da pressão por corte dos gastos públicos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pontuou que houve convergência com a Casa Civil para elaboração de medidas para controle de despesas públicas e que ainda será necessário aprovar uma proposta de emenda constitucional. Acompanhe o Giro VEJA. 



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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