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Venezuela liberta proeminente defensor dos direitos humanos Carlos Correa da prisão | Notícias de Nicolás Maduro

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O defensor da liberdade de expressão estava entre vários ativistas detidos antes da posse do presidente Nicolás Maduro, na semana passada.

As autoridades da Venezuela libertaram da detenção um proeminente defensor dos direitos humanos, poucos dias depois de o presidente Nicolás Maduro ter sido empossado para um terceiro mandato em meio a uma repressão às vozes dissidentes e aos líderes da oposição.

Carlos Correa, diretor da organização sem fins lucrativos venezuelana Espacio Publico, foi libertado na madrugada de quinta-feira, informou sua organização em uma postagem nas redes sociais.

Professor universitário respeitado e autoridade em liberdade de expressão na Venezuela, Correa estava entre várias figuras da oposição e ativistas da sociedade civil presos antes do A posse de Maduro última sexta-feira.

O grupo de direitos humanos Amnistia Internacional afirmou na semana passada que “indivíduos encapuzados” detiveram Correa arbitrariamente no dia 7 de janeiro na capital venezuelana, Caracas.

Em comunicado divulgado no dia seguinte, o grupo exigiu a libertação de Correa e de outros venezuelanos detidos. defensores dos direitos humanosao mesmo tempo que acusa o governo Maduro de prosseguir uma campanha de detenções por “motivação política”.

“Exigimos que Nicolas Maduro garanta a sua libertação imediata e incondicional e, enquanto estiver sob custódia do Estado, proteja a sua vida e segurança, o direito de não ser sujeito a tortura e garanta um julgamento justo”, afirmou a Amnistia Internacional.

O chefe dos direitos humanos das Nações Unidas, Volker Turk, também pediu a libertação de Correa.

Maduro tomou posse para um terceiro mandato em 10 de janeiro, meses depois de as autoridades eleitorais da Venezuela afirmarem que ele havia vencido uma disputada votação em julho.

Mas a oposição do país manteve o seu candidato presidencial, Edmundo Gonzalez, derrotado Maduro.

Os líderes da oposição acusaram o governo – que não divulgou uma análise detalhada dos votos – de roubando a eleição a favor de Maduro.

Mas o presidente de longa data, que subiu ao poder após a morte do líder de esquerda da Venezuela, Hugo Chávez, em 2013, adotou um tom desafiador.

“Que este novo mandato presidencial seja um período de paz, de prosperidade, de igualdade e da nova democracia”, disse Maduro durante a sua cerimónia de tomada de posse, comprometendo-se a cumprir as leis do país.

“Juro pela história, pela minha vida, e cumprirei (meu mandato).”

A posse aconteceu um dia depois de outra líder da oposição, Maria Corina Machado, foi brevemente detido depois que ela fez uma rara aparição pública para liderar um protesto contra a continuação do governo de Maduro.

Segundo o Espacio Publico, organização dirigida por Correa, mais de 400 jornais, estações de rádio e canais de televisão foram encerrados nas últimas duas décadas na Venezuela, numa repressão que começou sob Chávez e intensificou Maduro.

Na quarta-feira, a esposa de Correa disse que o seu marido tinha sido levado perante um tribunal anti-terrorismo na semana passada, mas não tinha informações sobre as acusações apresentadas contra ele nem onde estava detido.

Grupos de defesa dos direitos humanos e organizações de defesa da liberdade de imprensa como os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) acolheram com satisfação a notícia da libertação de Correa.

“O diretor do (Espacio Publico) não deveria ter passado um único dia detido”, disse a RSF em uma postagem na plataforma de mídia social X.

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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