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Venezuela mergulha ainda mais na ditadura com Nicolás Maduro pronto para estender governo de 12 anos | Venezuela

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Tom Phillips Latin America correspondent

A queda da Venezuela no autoritarismo está prestes a entrar numa nova fase ainda mais dura esta semana, com Nicolás Maduro prestes a prolongar o seu governo de 12 anos, apesar de suspeitas generalizadas de que ele roubou a eleição presidencial do ano passado.

O homem que se acredita ter vencido aquela votação – o diplomata aposentado Edmundo González – fugiu para o exterior para escapar de uma repressão draconiana pós-eleitoral mas prometeu voltar para casa para desafiar a posse planejada de Maduro na sexta-feira.

O temido ministro do Interior de Maduro, Diosdado Cabello, alertou o homem de 75 anos que será preso se tentar. “Vir! Estamos esperando por você!” ele incitou González na segunda-feira.

Cabello insistiu que o início do terceiro mandato de seis anos de Maduro não seria prejudicado e rejeitou as sugestões de que os militares mudariam de lado – algo que a oposição está instando-o a fazer. “Os quartéis estão calmos”, afirmou Cabello, que ordenou um grande envio de forças de segurança para reprimir a dissidência.

Observadores dizem que a esperada tomada de posse de Maduro – que os líderes da maioria dos governos democráticos irão boicotar – representa um marco doloroso no lento colapso de uma das maiores democracias da América do Sul.

John Polga-Hecimovich, co-editor de um novo livro chamada Consolidação Autoritária em Tempos de Crise. Venezuela sob Nicolás Maduro, acreditava que a fraude eleitoral “flagrante” do ano passado expôs como a linha dura do regime derrotou os moderados que eram a favor de admitir a derrota para González.

“Não creio que haja agora uma pretensão de negociação ou de construção de consenso ou de chegar à oposição… É uma rejeição total da oposição e uma rejeição total da democracia”, disse Polga-Hecimovich, um cientista político do Academia Naval dos EUA.

Ao roubar a eleição de 2024 – cujas contagens de votos publicadas pela oposição sugerem que Maduro perdeu fortemente – A administração de Maduro passou de um “autoritarismo eleitoral” a um “regime autoritário fechado e hegemónico”, argumentou o académico.

“É uma espécie de ditadura”, acrescentou Polga-Hecimovich, que acredita que o homem forte venezuelano mostrou a sua verdadeira face ao mundo com o roubo das eleições e a repressão pós-eleitoral.

“Ele é um ditador brutal que prende pessoas que pensam diferente e que se opõem a ele. Ele é um ditador que supervisionou o maior colapso econômico da história moderna da América Latina e é responsável pelo maior êxodo de migrantes da história do hemisfério. E ele é alguém que construiu um legado vergonhoso”, disse Polga-Hecimovich.

Na véspera da cerimónia de sexta-feira em Caracas, ativistas acusaram os agentes de Maduro de raptar mais de uma dezena de figuras ligadas à oposição, incluindo o genro de González, Rafael Tudares, o activista dos direitos humanos Carlos Correa e um proeminente político da oposição chamado Enrique Márquez. “Uma caça às bruxas em grande escala está em andamento”, twittou Ivan Briscoe, especialista em América Latina do grupo Crisis.

Marcel Dirsus, autor de um livro recente chamado Como caem os tiranos e como as nações sobrevivem”, disse que a história ofereceu alguma esperança à sofrida oposição da Venezuela, apesar de seus repetidos fracassos em destituir Maduro.

“Muitas vezes, quando a mudança ocorre, é rápida”, disse Dirsus, destacando a recente queda do ditador sírio Bashar al-Assad, aliado de Maduro.

“O regime de Maduro pode parecer estável agora, mas há todas as hipóteses de não estar no poder nem na próxima semana, ou no próximo mês, ou talvez no próximo ano… A estabilidade ditatorial é muitas vezes uma miragem… Maduro é mortal e eventualmente cairá, ” Dirsus previu.

Dirsus disse que a sua investigação mostrou que 69% dos ditadores personalistas foram presos, forçados ao exílio ou mortos depois de deixarem o poder: “Portanto, se a história servir de indicação, as probabilidades de Maduro ter uma reforma tranquila são piores do que um lançamento de moeda”.

A história recente oferece um prognóstico mais favorável para o herdeiro de Hugo Chávez, um líder sindical de 62 anos que se tornou ministro das Relações Exteriores e foi democraticamente eleito após a morte prematura de seu mentor por câncer em 2013.

Depois de liderar a nação rica em petróleo num dos piores colapsos económicos em tempos de paz da história moderna – uma situação agravada pelas sanções dos EUA – Maduro encerrou uma campanha apoiada pelos EUA para o derrubar em 2019, tentando desencadear uma rebelião militar. Ele também sobreviveu a três grandes ondas de protestos de rua – em 2014, 2017 e 2019 – e uma tentativa de assassinato em 2018.

A principal apoiadora de González, a líder da oposição María Corina Machado, instou os venezuelanos a retomarem as ruas na quinta-feira, véspera da planejada posse de Maduro, para exigir sua saída “com a energia de um rio cheio”.

“Este é um dia histórico… um dia sobre o qual contaremos aos nossos netos e sobre o qual nossos netos contarão aos netos”, disse ela aos jornalistas de um local secreto em algum lugar da Venezuela na terça-feira.

Machado, um conservador carismático que defendeu González depois de ter sido proibido de concorrer à presidência, afirmou que o regime de Maduro estava em ruptura com soldados e polícias que ponderavam “se querem ser tiranos que reprimem ou heróis que defendem o seu povo”.

A ex-presidente do Panamá, Mireya Moscoso, sugeriu que a esperança da oposição era que as manifestações de quinta-feira desencadeassem uma revolta militar anti-Maduro que permitiria que González voasse da República Dominicana para a Venezuela. “Temos certeza de que (esses protestos) vão revolucionar o país e que na sexta-feira Edmundo poderá tomar o poder”, Moscoso disse aos repórteres na quarta-feira.

Polga-Hecimovich acreditava que Machado esperava que os comícios de quinta-feira pudessem “encorajar uma rebelião militar” contra Maduro, mas destacou que tal motim não se materializou em 2019 ou após as eleições de 2024.

Esse foi o resultado da “bastante brilhante” defesa do seu regime por parte de Maduro, através de uma mistura altamente estratégica de generosidade, expurgos, promoções e lealdade ao ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, que ocupa o cargo há mais de uma década.

“Espero que muitos estados democráticos apoiem Edmundo González. Vão criticar Maduro e isolar o regime. Mas é uma batalha difícil, no entanto, para a oposição destituir alguém que mostrou que o seu regime é tão resiliente face à pressão interna e externa.”

David Smilde, especialista em Venezuela da Universidade de Tulane, previu “uma inauguração muito desanimadora e triste” para Maduro, que não apresentou provas da sua afirmação de ter conquistado um terceiro mandato. Os presidentes do Brasil e da Colômbia, Luiz Inácio Lula da Silva e Gustavo Petro, não deverão comparecer por se recusarem a reconhecer o resultado. O governo da Bolívia disse que seu presidente, Luis Arce, está ocupado demais para ir.

“Vai ser muito patético”, disse Smilde.

Mas no final das contas Maduro provavelmente permaneceria no poder. “Não quero ser uma voz do pessimismo, mas é difícil não pensar assim”, admitiu Polga-Hecimovich.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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