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Vereadores pró-Nunes foram campeões em 47 de 57 distritos – 09/10/2024 – Cotidiano

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Tulio Kruse, Augusto Conconi

Na grande maioria das zonas eleitorais da cidade de São Paulo, os campeões de voto para vereador são integrantes da coalizão que apoia o atual prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB). O mapa da eleição à Câmara Municipal mostra prevalência de candidatos da situação em 47 dos 57 distritos paulistanos.

Isso significa dizer que candidatos governistas a vereador foram os mais votados mesmo em regiões onde, na disputa para prefeito, Guilherme Boulos (PSOL) conquistou a maior parte dos votos. Isso ocorre em 15 das 20 zonas onde o psolista ficou em primeiro lugar. Nunes não enfrenta situação semelhante em nenhum distrito: na grande maioria das áreas onde o prefeito venceu, candidatos de sua coalizão também lideraram as votações ao Legislativo municipal.

Isso só não ocorreu em duas zonas eleitorais, entre as 17 onde Nunes foi o mais votado. Em Indianópolis, na zona sul, e Jardim Paulista, na região central, prevaleceu a candidata Cris Monteiro, do Novo —mesmo partido de Marina Helena, derrotada na disputa pelo Executivo, que formalizou apoio à reeleição do prefeito.

Tradicionalmente, alguns bairros da capital concentram os votos em vereadores que estão há vários mandatos seguidos. São os chamados currais eleitorais, áreas onde os parlamentares mantêm sua influência ao destinar verbas de emendas parlamentares para obras, com frequência atendendo a demandas de líderes comunitários locais.

Um caso exemplar é o do atual presidente da Câmara Municipal, vereador Milton Leite (União Brasil), que vai se aposentar após sete mandatos consecutivos. Leite foi o mais votado em seis zonas eleitorais há quatro anos, todas na zona sul, e neste ano foi bem-sucedido na transferência de votos.

Os dois candidatos a vereador apoiados por ele, Silvão e Silvinho, ficaram em primeiro lugar nas votações das mesmas seis regiões: Jardim São Luís, Capão Redondo, Valo Velho, Piraporinha, Grajaú e Parelheiros.

Já os partidos de esquerda perderam território em relação ao pleito de 2020. PT e PSOL, que integram a coalizão de Boulos, conquistaram o primeiro lugar em apenas 5 das 57 zonas eleitorais paulistanas no último domingo. Há quatro anos, eram 17.

Em 2020, Eduardo Suplicy (PT) foi o candidato a vereador mais votado na cidade como um todo e ficou em primeiro lugar em 14 zonas eleitorais. Agora, no entanto, candidatos a vereador do campo oponente foram campeões de voto em 12 das 14 áreas.

O contrário também aconteceu, mas ficou restrito a exceções. Na Vila Mariana, na região sul, Amanda Paschoal (PSOL) tomou o lugar de Dalton Silvano (então no DEM, que conquistou o posto de suplente), por exemplo. Em São Mateus, na zona leste, o posto de mais votado passou de Gilson Barreto (PSDB) para Alessandro Guedes (PT). Os dois distritos estão entre os poucos onde a vantagem passou da direita para a esquerda do espectro político.

Sete distritos eleitorais da zona leste que antes deram preferência ao PT e ao PSOL agora foram tomados rivais. Houve uma expansão da área de influência da vereadora Sandra Tadeu (PL), que conquistou seu quinto mandato consecutivo na capital.

Apesar de Lucas Pavanato (PL) ter conquistado o posto de vereador mais votado na cidade, seus votos foram pulverizados na cidade, e ele ficou em primeiro lugar apenas nos distritos da Lapa e da Mooca. Sandra Tadeu, a 9ª mais votada em toda a cidade, foi a candidata que conquistou o primeiro lugar em mais territórios: foi a campeã de seis zonas eleitorais, todas na zona leste.

Em todos os 20 distritos onde Pablo Marçal (PRTB) foi o mais votado para prefeito, os campeões de voto integram o grupo que apoia a reeleição de Nunes. A mera filiação a partidos que integram uma coalizão não significa que os vereadores eleitos farão campanha para o prefeito, como ficou claro no primeiro turno da capital.

Houve candidatos que desrespeitaram a decisão partidária e deram apoio ao ex-coach. Foi o caso de Rubinho Nunes (União Brasil) e de Joice Hasselman (Podemos). Pela traição, o União Brasil anunciou que Rubinho seria retirado da propaganda eleitoral na TV e perderia recursos de campanha. Já o apoio de Joice foi rejeitado por Marçal.

Em sete distritos da cidade, os mais votados acabaram não conseguindo se eleger e ficaram como suplentes. Só assumirão mandatos em caso de pedido de licença ou cassação de algum vereador.



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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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