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Novo presidente sinaliza disposição ao diálogo – DW – 09/10/2024
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O ex-ministro das Relações Exteriores da Etiópia, Taye Atske Selassie, assumiu o papel amplamente cerimonial de presidente após a aprovação parlamentar.
Em Etiópiao primeiro-ministro – atualmente Abiy Ahmed – detém grande parte do poder político.
O Presidente Taye, 68 anos, é um diplomata experiente que serviu no Nações Unidas e em Egito. Ele é considerado um aliado próximo de Abiy Ahmed, que o nomeou ministro das Relações Exteriores apenas em fevereiro.
De acordo com a estrutura política da Etiópia, os presidentes são eleitos pela Assembleia Parlamentar Federal por seis anos e podem exercer o cargo por um máximo de dois mandatos de seis anos. O presidente é considerado o chefe de estado.
Diplomacia necessária para reprimir a violência
Dada a vasta experiência de Taye em diplomacia e como membro do gabinete, ele poderá desempenhar um papel mais significativo no início de processos de paz na nação do Corno de África, assolada por conflitos, dizem os especialistas.
No seu discurso inaugural como presidente, Taye descreveu que as suas principais prioridades seriam a construção de uma paz nacional sustentável e a garantia do Estado de direito.
“Proteger o sistema constitucional melhorará o exercício da responsabilidade de proteger a paz e a segurança dos cidadãos. Por parte do governo, todas as portas da paz ainda estão abertas”, acrescentou.
Pronto para o diálogo
No seu discurso, Taye também disse que o governo da Etiópia, que é atormentado por problemas de segurança interna e guerras civis, está pronto para o diálogo.
“O governo está sempre pronto para conversar com qualquer lado de forma pacífica, seja individual ou coletivamente”, disse ele. Mas Taye também enfatizou que o governo está determinado a tomar medidas legais contra indivíduos e grupos que realizam atividades que prejudicam a solidariedade e o valor do “nosso povo, aqueles que ameaçam a unidade pública e a vida social e que colocam as pessoas umas contra as outras através do discurso de ódio”. “
Taye falou de um maior envolvimento, não só na frente interna, mas também internacionalmente: Ele prometeu que a Etiópia participará activamente nos esforços de paz e segurança no Chifre da África, especialmente o conflito em Sudão. A Etiópia também “trabalhará para fortalecer as relações com os países vizinhos em todos os setores”, disse ele.
Explicador: Como começou a guerra do Tigray na Etiópia?
Extensa carreira diplomática
Taye nasceu em Debark, na Zona Norte de Gondar, na região de Amhara. Obteve seu primeiro diploma na Universidade de Adis Abeba em Ciência Política e Relações Internacionais e pós-graduação na Universidade de Adis Abeba e na Universidade de Lancaster, no Reino Unido.
No início da sua carreira, Taye serviu como consultor no departamento europeu do Ministério dos Negócios Estrangeiros, sendo então chefe do departamento da Europa Ocidental. Ele também foi Diretor Interino de Informação e tornou-se consultor nas embaixadas da Etiópia em Estocolmo e Washington.
Ao longo da sua carreira diplomática de 40 anos, Taye serviu como embaixador em vários países e como enviado permanente da Etiópia nas Nações Unidas.
Presidente cessante e pioneira
O Presidente Taye prometeu uma vida melhor para os etíopes ao anunciar um plano governamental para aumentar o crescimento económico em 8,4% este ano. O seu objectivo é reduzir a pobreza na Etiópia e alcançar mais igualdade entre o seu povo.
Taye substitui Sahle-Work Zewde, de 74 anos, que foi a primeira mulher presidente da Etiópia. Ela deixou o cargo após semanas de especulação sobre seu mandato, após supostamente ter desentendido com o primeiro-ministro Abiy Ahmed perto do final de seu mandato.
Sahle-Work Zewde atuava como presidente desde 2018, quando Abiy Ahmed subiu ao poder.
Ela tem uma carreira diplomática significativa e atuou em diversas funções diplomáticas na Europa e na África. Sahle-Work iniciou a sua carreira em 1989 como embaixadora no Senegal (1989-93), Djibuti (1993-2002) e França (2002-06), antes de se tornar Representante Permanente da Etiópia junto da UNESCO e da União Africana (junho-outubro de 2018). e IGAD (Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento). Mais tarde, Ban Ki-moon nomeou-a Chefe do Escritório das Nações Unidas em Nairobi (UNON) em 2011.
Campeã dos direitos das mulheres
Durante o seu mandato como presidente, Sahle-Work apoiou campanhas e iniciativas destinadas a empoderar mulheres e raparigas, incluindo o Fórum Geração Igualdade.
A sua nomeação como presidente deu voz às mulheres etíopes e estabeleceu padrões femininos para o futuro e foi um contributo importante para a normalização das mulheres como decisoras e de mudança na vida pública.
A nomeação de Sahle-Work também ajudou melhorar a imagem política de Abiy com os governos ocidentais, juntamente com as suas reformas económicas, a selecção de um gabinete com igualdade de género e um acordo de paz com Eritreia que o viu galardoado com o Prémio Nobel da Paz.
Mas Conquistas de Abiy Ahmed foram logo ofuscados por uma guerra brutal contra os rebeldes no Região de Tigré entre 2020 e 2022. Os conflitos em curso contra outros grupos étnicos prejudicaram gravemente a sua posição internacional, levando à imposição de sanções pelos Estados Unidos.
Abiy Ahmed: Expectativas irrealistas de esperança?
Solomon Muchie Abebe contribuiu para este artigo
Editado por: Cai Nebe
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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