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Vestígios de autor de atentado incluem prédios oficiais – 16/11/2024 – Poder

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Constança Rezende

Francisco Wanderley Luiz, 59, passou longas temporadas em Brasília e visitou prédios públicos importantes da capital federal antes de colocar em prática o atentado a bomba no qual se explodiu na noite de quarta-feira (13).

A ex-mulher de Francisco relatou que ele esteve em Brasília em janeiro de 2023, quando ficou por dois meses. Nesta última temporada, em 2024, teria chegado em julho e alugou um pequeno imóvel em Ceilândia, na região administrativa do Distrito Federal.

A responsável pela casa disse à Folha que Francisco pagava sempre em dia —às vezes adiantado— os R$ 570 de aluguel e costumava ir para a praça dos Três Poderes de bicicleta. Também afirmou que conheceu o autor dos ataques na sua primeira passagem pela capital federal.

O apartamento alugado por Francisco continha explosivos e um recado para Débora Rodrigues, presa por participar dos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023. Policiais federais usaram um robô para abrir a residência.

O chaveiro também era conhecido por comerciantes que atuam ao lado do anexo quatro da Câmara dos Deputados, onde ocorreu uma das explosões, em um carro registrado em seu nome.

Os vendedores locais disseram à Folha que Francisco alugou um trailer no espaço há cerca de três meses e costumava ficar sentado ao lado do veículo.

Além disso, afirmaram que ele foi mais de uma vez ao local na semana do atentado, quando consumiu caldo e bolo de comerciantes da região.

Em Ceilândia, uma semana antes do atentado, o chaveiro comprou R$ 1.545 em fogos de artifício. Ele gastou R$ 295 com um conjunto (torta) de 64 tubos de 20 mm, segundo o proprietário da loja. No mesmo dia, voltou para comprar fogos de maior intensidade. Gastou mais R$ 1.250 com um caixa de fogos de 25 tubos de 60 mm.

Francisco também esteve na manhã de quarta no anexo quatro da Câmara. De acordo com a assessoria de imprensa da Casa, o chaveiro entrou no local às 8h15, foi ao banheiro e “logo saiu”.

Ainda segundo a Câmara, foi feita varredura em todos os locais por onde ele passou e nada foi encontrado. Em nota, disse ainda que “não houve registro de nenhuma explosão em área” da Casa.

O deputado federal Jorge Goetten (Republicanos-SC) relatou que Francisco esteve em seu gabinete algumas vezes no ano passado e uma última vez em agosto deste ano.

Ele declarou que conhecia o homem havia mais de 30 anos. “Fiquei contente com a visita dele, sempre fico feliz com visitas, ainda mais quando é um conterrâneo. Estamos muito abalados”, afirmou à Folha.

Francisco também visitou o STF no dia 24 de agosto deste ano, quando participou de uma visita pública no local. A agenda de passeios foi suspensa pelo tribunal após o atentado.

Na noite da explosão, o homem se dirigiu até o local novamente, mas foi impedido por seguranças. Após a tentativa, ele foi para frente da estátua da Justiça, onde morreu com explosivos que carregava.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse que investiga se o chaveiro de Santa Catarina participou da depredação de 8 de janeiro e se planejou o atentado a longo prazo.

Para o diretor-geral, a ação foi premeditada. Ele apontou como indícios a presença do chaveiro em Brasília em ocasiões anteriores e os artefatos encontrados em seu carro e no local alugado por ele no DF. Andrei atribuiu a ação à radicalização de grupos extremistas.

Francisco disputou a eleição de 2020 como candidato a vereador pelo PL, com o nome de urna Tiü França, em Rio do Sul (SC), sem ter sido eleito —conseguiu 98 votos.



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação-interno.jpg

O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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