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Visita de Fábio Assunção ao Acre gera debate sobre uso de ayahuasca em tratamento medicinal
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8 anos atrásem
A visita do ator global Fábio Assunção a Aldeia Morada Nova, dos povos indígenas Shanenawa, localizada no município de Feijó, distante 362 quilômetro da capital acreana, durante o Carnaval, levantou novamente o debate sobre o uso do chá de ayahuasca no tratamento medicinal.
Segundo informações publicadas pela imprensa nacional, Fábio Assunção teria visitado a aldeia acreana a fim de buscar cura para a dependência química. A comunidade visitada pelo ator constuma ministrar aos visitantes dose de chá de ayahuasca, rapé e rituais com banhos regados a ervas medicinais retiradas na própria aldeia.
O uso do chá de ayahuasca por parte do ator levantou o debate sobre o uso da planta medicinal em tratamentos alternativos contra a dependência química.
“Consagro ayahuasca há 10 anos e sei o bem que me fez. Proporciona uma expansão de consciência e compreensão de questões emocionais e evolução espiritual. Não é a toa que a medicina da floresta está sendo estudada amplamente para diversos tratamentos e trazendo muita cura interior, afinal, estamos ali para aprender sobre amor e respeito. Pelo menos é esse o propósito da planta de poder. Que tal pregarmos o mesmo? Também conheço e tive o prazer de acompanhar pessoas que se livraram de vícios através do chá”, escreveu.
Já Emanuel Luis, afirma que Fábio precisa é da ajuda da família e médica. “Este cidadão precisa urgentemente da ajuda da família, pai, mãe e filho (os), e um profissional médico da área, melhor ele parar com estas palhaçadas e se tratar de verdade”.

Ayahuasca contra o alcoolismo e depressão
O uso do chá no tratamento de pessoas com depressão e alcoolimos se tornou tema de pesquisa do Instituto do Cérebro (ICe) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A pesquisa testou a ayahuasca como antidepressivo, e obteve resultados iniciais positivos em pessoas que apresentam quadro de depressão.
De acordo com o que afirma a pesquisadora Fernanda Palhano, que defendeu este ano sua tese de doutorado com base nesse teste, orientada pelo professor Draulio Araújo, a maior parte das pessoas que tomou a ayahuasca apresentou melhora nos sintomas depressivos. Segundo ela, foram 64% dos pacientes que beberam o chá com melhora clínica em até sete dias após o experimento.
“Fizemos o que se conhece por ensaio clínico duplo cego randomizado. Isso significa pegar um grupo de pacientes, dividi-lo ao meio e de maneira aleatória separar os pacientes que vão fazer parte do tratamento que se quer testar, no nosso caso a ayahuasca, ou do grupo placebo. Além disso, nem pacientes nem pesquisadores sabiam qual a substância, ayahuasca ou placebo, estava sendo administrada, daí o termo duplo (para pacientes e pesquisadores) cego”, explica.
Os estudos atuais sobre o uso terapêutico da ayahuasca têm focado principalmente em pacientes com depressão, e no tratamento do uso abusivo de substâncias, principalmente de álcool.

O psiquiatra e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Dartiu Xavier da Silveira desenvolveu uma pesquisa em que relaciona o uso do chá de ayahuasca em contexto religioso ao tratamento de alcoolismo. “O que chamou a atenção pra gente de cara foi que a gente descobriu várias pessoas que eram alcoólatras há mais de 40 anos e, quando entraram em uma dessas religiões ayahuasqueiras simplesmente abandonaram o uso de álcool”, relata.
De acordo com Dartiu Xavier, quatro desses casos foram estudados e documentados na pesquisa de uma tese de doutorado.
Depois disso, o professor passou a estudar os efeitos da ayahuasca em adolescentes. Foram comparados adolescentes que tomavam o chá com outros que nunca haviam tomado. “Foram oitenta adolescentes. Os que usavam ayahuasca tinham menos sintomas depressivos, menos sintomas ansiosos, mais capacidade de se concentrar. As meninas adolescentes que tomavam ayahuasca tinham menos alterações da imagem corporal, menos problemas de transtornos alimentares. Ou seja, era um grupo mais sadio do que o que não usava ayahuasca”, resumiu.
Segundo Dartiu, as pessoas que participaram dos experimentos tomavam o chá duas vezes por mês. Com relação aos possíveis efeitos colaterais e segurança de tomar a ayahuasca, os efeitos colaterais do chá, o professor diz que esse tema também foi alvo de investigação pelos pesquisadores. Foram feitos testes psicológicos com pessoas que começaram a tomar a bebida ainda crianças, para saber se elas tinham alguma alteração.
“E não. O desempenho delas foi excelente, mostrando que a ayahuasca, mesmo que começando a ser usada precocemente, desde que seja no contexto ritualizado, contexto de ritual religioso, não é prejudicial ao cérebro”, revela. (Com informações do G1)
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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11 horas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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