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Visite o Afeganistão, terra da cultura, do críquete e das mulheres fechadas em suas próprias casas | Catherine Bennett
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Catherine Bennett
Htendo negado às mulheres afegãs empregos, educação e livre circulação, ordenou que fossem totalmente cobertas, baniu-as dos parques, retirou-lhes os cuidados de saúde críticos e silenciou-as com um proibição de fala audívelos Taliban atingiram claramente o ponto em que a alegria de torturar metade da população tem de ser equilibrada, como qualquer exercício sensato de perseguição em massa, com as necessidades e o prazer dos homens e dos livres.
O que, por exemplo, fazer com as janelas? Duplamente enfurecedoras para os obsessivos governantes, na medida em que oferecem às escravas o prazer da luz do dia, bem como permitem aos não residentes provas ocasionais da sua existência, estas aberturas, por outro lado, beneficiam os proprietários masculinos das mulheres e os seus filhos.
Imutável ou não imurizado? Tal como Salomão, o líder supremo dos Taliban janelas banidas apenas em paredes que dão para áreas onde as mulheres ainda podem, por necessidade doméstica, sair. Até que as mulheres afegãs possam ser mantidas – para sexo, reprodução e trabalho doméstico – perpetuamente no subsolo, o último decreto estipula que os novos edifícios não devem ter janelas de onde “o pátio, a cozinha, o poço do vizinho e outros locais habitualmente utilizados pelas mulheres” sejam visível.
Na semana passada, o porta-voz do governo talibã confirmou no X que, para homens como ele, mesmo uma mulher totalmente coberta com, digamos, uma esfregona erecta, é um estímulo sexual demasiado grande. “Ver mulheres trabalhando em cozinhas, em pátios ou coletando água de poços pode levar a atos obscenos.”
Se, como ocasionalmente parece acontecer, o Talibã consideram a opinião do mundo exterior, parecem mais uma vez terem razão ao pensar que é pouco provável que um novo acréscimo inventivamente medonho à miséria feminina provoque – a um ponto que lança uma luz infeliz sobre as prioridades em muitas jurisdições ostensivamente esclarecidas – uma represália significativa .
O decreto das janelas, por exemplo, ainda não constitui prova suficiente da acção dos Taliban apartheid de gênero para as autoridades inglesas do críquete quererem cancelar a partida contra o time de críquete afegão em Lahore no próximo mês. Cricket também se mantém firme contra os apelos das organizações de mulheres que explicam que o apartheid de género no Afeganistão é tão flagrante como o apartheid racial que outrora fez com que o TPI encerrasse os jogos com a equipa da África do Sul.
As comemorações extasiantes nas ruas depois que os jogadores de críquete afegãos chegaram às semifinais da Copa do Mundo no ano passado confirmaram que o críquete internacional é uma fonte de orgulho tão importante para os afegãos do sexo masculino que, ao oferecê-lo, os outros participantes removem um valioso meio de influência. Quanto ao técnico da seleção afegã, Jonathan Trott, ex-jogador de críquete da Inglaterra, se esse trabalho não o colocar em contato com os bandidos misóginos capturados no brilhante documentário fly-on-the-wall Hollywoodgateé apenas porque ele nunca visitou o país desde que assumiu o cargo (em 2022, depois que as mulheres já haviam sido banidas das escolas e do mercado de trabalho), enquanto o time joga em casa no exílio nos Emirados Árabes Unidos. Mas talvez, cortesia dos patronos da equipe, Trott ainda consiga ouvir alguns dos bantz ao estilo Talibã gravados em Hollywoodgate: “Uma mulher descoberta é como um chocolate desembrulhado.”
Não menos valiosa para os Taliban, que continuam a ignorar os fracos lembretes da ONU de que as mulheres também são humanas, é a sua colaboração com empresas estrangeiras igualmente interessadas em reavivar o Afeganistão como destino turístico. A julgar pelas análises online, tendo o número de visitantes no Afeganistão disparado desde 2021, a tortura da metade feminina da população ainda não chegou perto do apartheid racial como um inibidor do turismo, de tal forma que os turistas mostram consciência de que a sua escolha de lazer pode ser considerada desprezível. Pelo contrário, os Taliban são frequentemente apresentados em alguns itinerários e comentários de uma forma atraente, por terem tornado o Afeganistão seguro. A menos, claro, que você seja uma mulher afegã. Funcionários da ONU relataram um “aumento acentuado” no número de mulheres tentativas de suicídioatribuído diretamente ao desespero feminino face à repressão talibã.
As empresas especializadas em viagens, mesmo que aludam ao apartheid de género, estão, em alguns casos, a adoptar eufemismos que sugerem que o ataque continuamente intensificado dos Taliban à dignidade humana das mulheres é uma daquelas diferenças culturais fascinantes, como viver numa tenda ou jogar em equipa com um morto. cabra, que torna as férias de aventura tão gratificantes. As próprias dificuldades do país, sem entrar em quem sofre nas mãos de quem, apenas testemunham o gosto pessoal do visitante por viagens autênticas e desafiadoras.
Certa vez, os activistas intitularam uma ficha informativa dissuadindo as visitas à África do Sul: “O apartheid não é um feriado”. É agora. Richard Bennett, relator especial da ONU para o Afeganistão, concluiu que as privações dos direitos humanos pelos Taliban e a sua aplicação “podem constituir crimes contra a humanidade, em particular o crime de perseguição de género”. Mas a própria natureza dessa perseguição, através do apagamento da vida pública, ajuda a aparente tentativas de normalização por empresas de viagens especializadas, que incentivam os visitantes a “ver além da turbulenta era atual e vivenciar um belo país com uma rica história cultural”. Embora teria sido ainda mais rico, obviamente, se os talibãs não tivessem explodiu os Budas de Bamiyanem 2001.
Agora, os próprios talibãs são anunciados por uma empresa como uma encantadora atracção cultural. Um passado Excursão Safaratpor exemplo, oferece “uma boa oportunidade para bater um papo com membros do Talibã que nos acompanharão na caminhada”. Ou então.
após a promoção do boletim informativo
Se nenhuma mulher puder contribuir, sendo proibida de conversar, não poderia ficar mais claro nas avaliações no TripAdvisor e noutros locais que muitos turistas actuais exigem, por qualquer razão, ainda menos incentivo para ignorar as anomalias dos direitos humanos do que os visitantes da África do Sul do apartheid. Em contraste com os primeiros turistas, ou idiotas, que procuravam conhecer a “verdadeira” URSS, o verdadeiro Terceiro Reich ou a verdadeira África do Sul, as críticas de Afeganistão sugerem que agora não é necessária nenhuma evidência de contentamento por parte dos subjugados para uma viagem gratificante.
Na década de 1980, é verdade, os operadores turísticos não só zombavam das sanções, mas também do ANC, do Movimento Anti-Apartheid, da vigorosa liderança da ONU e da “proibição voluntária” do governo do Reino Unido ao turismo na África do Sul, reflectindo “a forte oposição na Grã-Bretanha aos princípios e prática do apartheid”. As mulheres no Afeganistão ainda estão esperando.
Catherine Bennett é colunista do Observer
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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