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Você está perdendo dinheiro sem perceber: 4 armadilhas do consumo que drenam suas economias – 13/10/2024 – De Grão em Grão

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Michael Viriato

Você já se perguntou por que parece tão difícil economizar, mesmo quando estamos determinados a poupar? A resposta, muitas vezes, está nas pequenas armadilhas do consumo que minam nossos esforços. Decisões aparentemente inofensivas, como aproveitar um desconto ou parcelar mentalmente o valor de uma compra, acabam comprometendo nosso orçamento e afastando a tão desejada estabilidade financeira.

Uma das armadilhas mais comuns é o fascínio pelos descontos e cashback. Quem nunca comprou algo só porque estava em promoção ou oferecia um retorno, como milhas ou dinheiro de volta? Parece uma grande oportunidade, mas, muitas vezes, isso leva a compras desnecessárias. Em vez de aproveitar descontos em itens planejados, acabamos adquirindo produtos supérfluos, atraídos pela sensação de “economia”. Essa mesma lógica se aplica ao uso do cartão de crédito com objetivo de acumular pontos: o desejo de acumular vantagens pode incentivar gastos impulsivos.

Outra armadilha surge após uma compra de valor elevado. Ao adquirir algo caro, como uma viagem ou um carro, é comum adicionar pequenos extras. Um passeio adicional na viagem ou acessórios para o carro parecem despesas pequenas comparadas ao total, mas acabam representando um custo significativo. A ideia de que “gastar um pouco mais não faz diferença” é enganosa e pode prejudicar o objetivo de poupar.

A terceira armadilha ocorre quando dividimos mentalmente o valor de uma compra. Um produto que custa R$ 2 por dia pode parecer inofensivo, mas, ao longo de um ano, isso representa R$ 730. Essa racionalização minimiza o impacto real no orçamento e leva a decisões de consumo que parecem insignificantes, mas que, ao longo do tempo, comprometem as finanças.

Uma quarta armadilha é a comparação social. Muitas vezes, compramos bens porque vemos amigos, familiares ou colegas adquirindo os mesmos produtos ou experiências. A sensação de “não querer ficar para trás” pode nos levar a gastar mais do que o planejado, apenas para nos sentirmos no mesmo nível dos outros. Seja um novo celular, roupas de marca ou até um estilo de vida mais caro, essas compras são justificadas pelo desejo de status e não por necessidade. Esse tipo de comportamento rapidamente mina os esforços de poupança.

Essas pequenas práticas, quando somadas, afetam o planejamento financeiro de forma significativa. O desconto irresistível, os extras “pequenos” e a divisão mental de custos se acumulam e tornam difícil atingir metas de poupança.

Para evitar essas armadilhas, é importante questionar cada decisão de compra. Pergunte-se: “Eu realmente preciso disso?” ou “Esse gasto estava no meu planejamento?” Criar um orçamento detalhado e evitar decisões impulsivas, motivadas por promoções, é uma estratégia eficaz para manter o controle financeiro.

No final, o problema muitas vezes não é a falta de dinheiro, mas a maneira como caímos em pequenos truques de consumo. Ao tomar consciência dessas armadilhas, você pode reverter o ciclo de gastos e alcançar a estabilidade financeira que tanto busca.

Michael Viriato é assessor de investimentos e sócio fundador da Casa do Investidor.

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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